A Moura Dubeux divulgou resultados do quarto trimestre de 2025 que superaram as projeções dos analistas, com lançamentos líquidos alcançando R$ 998 milhões, um crescimento de 115% em relação ao ano anterior. As vendas líquidas também subiram, atingindo R$ 698 milhões, 5% acima da expectativa da XP Investimentos.
Apesar do consumo de caixa ter sido menor que o previsto, a empresa enfrenta uma oferta primária de ações que pode causar diluição aos acionistas. As recomendações de compra permanecem, com preço-alvo estimado entre R$ 31 e R$ 39, conforme avaliações da XP e do Safra.
A captação de recursos visa fortalecer a expansão da marca Única no segmento de baixa renda, contando inclusive com projetos do programa Minha Casa, Minha Vida. Os especialistas destacam o potencial de valorização das ações, que já tiveram alta significativa no último ano, mesmo com volume limitado de negociação.
A Moura Dubeux apresentou resultados do quarto trimestre de 2025 que superaram as expectativas dos analistas da XP Investimentos, considerada uma leitura positiva pelos especialistas. Os lançamentos líquidos da incorporadora alcançaram R$ 998 milhões, um aumento de 115% em relação ao ano anterior, impulsionados por projetos como Infinity Recife, Casa Macedo e Mood Club. As vendas líquidas também cresceram 34%, atingindo R$ 698 milhões, 5% acima da projeção da XP.
A empresa reportou consumo de caixa de R$ 28 milhões, valor inferior ao trimestre anterior e à expectativa da corretora. O Safra, em sua análise, destaca que apesar do volume intenso de obras e do recorde histórico de R$ 4,6 bilhões em lançamentos, o estoque da Moura Dubeux equivale a cerca de 12 meses de vendas, o menor entre as incorporadoras listadas em bolsa voltadas para média e alta renda.
O Safra mantém recomendação de compra para as ações MDNE3, com preço-alvo de R$ 39, sugerindo potencial valorização de 51%. Já a XP fixa preço-alvo de R$ 31, um crescimento estimado em 28%. Apesar dos bons resultados, as ações sofreram queda acentuada de 6,1% após a divulgação da avaliação para oferta primária de ações, inicialmente de R$ 250 milhões, podendo chegar a R$ 500 milhões, o que tende a causar diluição para os acionistas.
A expectativa é que os recursos captados fortaleçam a expansão da marca Única, voltada ao segmento de baixa renda, incluindo projetos no programa Minha Casa, Minha Vida, por meio de joint venture com a Direcional. Além disso, a operação pode aumentar a liquidez das ações, que já valorizam 134% nos últimos 12 meses, mas ainda apresentam volume limitado de negociação.
Via Money Times