Mudanças na carga fiscal do agronegócio em 2026: o que produtores devem saber

Entenda o aumento da carga tributária no agronegócio em 2026 e prepare sua gestão para os impactos fiscais e operacionais.
16/01/2026 às 17:43 | Atualizado há 9 horas
               
Encerramos 2025 focados em desafios fiscais, creditícios, eleitorais e riscos no agronegócio. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O agronegócio brasileiro enfrentará aumento da carga tributária em 2026, impactando diretamente os produtores rurais. As novas normas, que já começam a valer na próxima safra, afetam tanto pessoas físicas como jurídicas, exigindo maior atenção no planejamento financeiro.

A Lei nº 15.270 impõe tributação mínima para rendas acima de R$ 1,2 milhão ao ano, elevando o imposto de renda para pessoas físicas rurais. Já para as empresas com CNPJ, a base de cálculo do imposto sobre lucros presumidos foi reajustada, aumentando a carga tributária para negócios com faturamento de até R$ 78 milhões.

Além disso, a Reformulação Tributária do Consumo prevista para 2027 requer adaptações antecipadas em 2026, incluindo novos controles fiscais e operacionais. A gestão eficiente dos custos e o compliance se tornam essenciais para manter a competitividade e a sustentabilidade financeira no campo.

O agronegócio enfrenta desafios crescentes em 2026, principalmente com o aumento da carga tributária e dos custos fiscais que terão impacto direto no campo. O produtor rural, seja pessoa física ou jurídica, verá sua margem de lucro apertada diante das novas regras, que já passam a valer para a próxima safra e obrigam a atenção redobrada ao planejamento de custos.

Entre as alterações, a Lei nº 15.270 de novembro de 2025 institui uma tributação mínima para rendas superiores a R$ 1,2 milhão ao ano, elevando a carga no Imposto de Renda da atividade rural de pessoas físicas. Para quem opera com CNPJ, a Lei Complementar nº 224 de dezembro do mesmo ano reajustou a base de cálculo do imposto sobre lucros presumidos de 8% para 8,8%, afetando empresas com faturamento anual até R$ 78 milhões.

Enquanto isto, a Reformulação Tributária do Consumo, prevista para vigorar em 2027, começa a exigir adaptações já em 2026, principalmente em relação a notas fiscais e processos operacionais. A complexidade fiscal aumenta com a exigência de novos controles e o aumento das despesas de compliance.

Diante desse cenário, manter o controle rigoroso dos custos e ajustar a gestão será essencial para a sobrevivência dos negócios rurais. As decisões sobre a estrutura fiscal terão impacto direto nos resultados, tornando a administração eficiente e atualizada um ponto indispensável rumo à sustentabilidade financeira no setor.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.