Mulheres avançam no mercado de trabalho, mas desemprego ainda é maior entre elas

Apesar do avanço no mercado, mulheres enfrentam maior desemprego e desigualdade salarial no Brasil.
08/03/2026 às 07:41 | Atualizado há 2 semanas
               
Desigualdades de gênero no trabalho brasileiro: participação, salários e desafios regionais. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

A presença das mulheres no mercado de trabalho aumenta, porém o desemprego feminino permanece superior ao masculino, com 6,2% contra 4,2%, segundo o IBGE. A participação das mulheres na força de trabalho é de 52,8%, enquanto os homens alcançam 72%.

Fatores como tarefas domésticas e maternidade impactam essa participação, criando desigualdades que afetam promoções e avaliações no trabalho. Além disso, a desigualdade salarial persiste, com mulheres ganhando em média 21% menos que os homens.

A sobrecarga doméstica e a falta de creches afetam o acesso das mulheres ao emprego, especialmente entre jovens de 15 a 29 anos, onde 63,9% dos que não estudam nem trabalham são mulheres. Dados apontam também diferenças regionais e raciais nesta realidade.

A presença das mulheres no mercado de trabalho tem crescido, mas ainda existem diferenças significativas em relação aos homens. Segundo dados do IBGE, o desemprego feminino está em 6,2%, menor desde 2012, mas ainda 2 pontos percentuais acima do masculino, que é 4,2%. Além disso, apenas 52,8% das mulheres em idade ativa participam da força de trabalho, contra 72% dos homens.

Tarefas de cuidado e maternidade influenciam essa participação. A sobrecarga doméstica recai mais sobre as mulheres, afetando trajetórias profissionais e promovendo desigualdades desde avaliações até promoções no trabalho, conforme a coordenadora Tcharla Bragantin. Mulheres, como Karoline Santos e Bruna Almeida, relatam desafios para equilibrar trabalho, casa e filhos.

A desigualdade também varia regionalmente e por raça. No Nordeste, a participação feminina é de 43,5%, menor que no Centro-Oeste, com 58,8%. Mulheres negras ou pardas têm uma taxa de participação de 51,3%, inferior às mulheres brancas, que atingem 54,2%. A desigualdade salarial persiste: mulheres ganham em média 21% menos que homens, com rendimento médio de R$ 3.137 contra R$ 3.977.

Além disso, mulheres dedicam mais tempo ao trabalho doméstico, cerca de 17,8 horas semanais, contra 11 horas dos homens. Essa diferença ajuda a explicar por que 63,9% dos jovens de 15 a 29 anos que nem estudam nem trabalham são mulheres. A falta de creches reduz ainda mais a possibilidade de trabalho: 68,1% das mães com filhos em creche estão empregadas, contra 42,6% das que não têm acesso.

Via Tribuna Online

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.