Neurocientista brasileiro afirma que cortes na Nasa atrasaram viagem ao espaço

Cortes no orçamento da Nasa adiam a ida de neurocientista brasileiro à Estação Espacial Internacional em projeto científico.
11/01/2026 às 06:23 | Atualizado há 8 horas
               
A viagem de Alysson Muotri à Estação Espacial Internacional estava planejada para 2024. (Imagem/Reprodução: Redir)

O neurocientista brasileiro Alysson Muotri revelou que os cortes no orçamento da Nasa postergaram sua missão à Estação Espacial Internacional, inicialmente prevista para 2024.

O projeto visa estudar o envelhecimento cerebral em microgravidade, mas depende da retomada de financiamentos da Nasa ou fontes alternativas para seguir em frente.

A Nasa enfrenta dificuldades financeiras e redução de pessoal, impactando pesquisas e a participação brasileira, enquanto outras agências e empresas oferecem alternativas para viabilizar a viagem.

O neurocientista brasileiro Alysson Muotri revelou que cortes no financiamento da Nasa atrasaram sua ida à Estação Espacial Internacional (ISS). A viagem, inicialmente prevista para 2024, teve o cronograma impactado pelas restrições orçamentárias impostas pelo governo dos Estados Unidos em 2025.

Muotri, que atua na Universidade da Califórnia em San Diego, destacou que essa é a primeira vez que a ciência sofre um corte tão profundo em décadas. Segundo ele, o projeto que envolve testes de um medicamento neuroprotetor para o envelhecimento precoce do cérebro depende da retomada do apoio da agência espacial americana ou de financiamentos alternativos.

O objetivo das missões, que utilizam minicérebros enviados para o espaço, é entender como a microgravidade acelera o envelhecimento celular e identificar tratamentos para proteger os astronautas e pacientes com doenças neurológicas. A pesquisa já realizou nove missões não tripuladas, mas a ida de Muotri à ISS foi suspensa.

Ele comentou que agências europeias, chinesas e a SpaceX ofereceram alternativas para financiar a viagem. No entanto, o custo de enviar astronautas é cem vezes maior que o de missões robóticas.

Com aproximadamente 20% dos funcionários afastados, a Nasa enfrenta dificuldades que a colocam atrás na corrida espacial e na inovação tecnológica, segundo Muotri. As decisões recentes da agência serão importantes para o futuro do projeto e do desenvolvimento de tratamentos contra doenças neurodegenerativas.

Via Folha de S.Paulo

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