Neurocientista desmente mito da multitarefa e explica efeitos no cérebro

Neurocientista explica por que fazer várias tarefas ao mesmo tempo prejudica o cérebro e causa estresse.
03/01/2026 às 06:02 | Atualizado há 2 semanas
               
O hábito de fazer várias tarefas ao mesmo tempo pode prejudicar o cérebro e o corpo. (Imagem/Reprodução: G1)

O neurocientista Fernando Gomes destaca que a ideia de fazer muitas coisas ao mesmo tempo é uma grande ilusão. O cérebro pode manter até nove tarefas abertas, mas o desempenho cai ao alternar entre elas.

Ele explica que essa atividade intensa exige mais oxigênio e glicose, causando desgaste e exaustão mental. Isso prejudica a memória e o aprendizado.

Fernando alerta também que o hábito multitarefa aumenta o estresse e subutiliza o cérebro. Destaca a importância do sono e de momentos de descanso para a saúde mental.

O neurocientista Fernando Gomes destaca que a ideia de conseguir fazer muita coisa ao mesmo tempo é uma grande ilusão. Em entrevista ao podcast O Assunto, ele explica que, apesar do cérebro conseguir manter até nove tarefas abertas simultaneamente, o desempenho cai quando tentamos realizar várias atividades juntas.

Fernando alerta que o cérebro precisa de mais oxigênio e glicose quando alternamos rapidamente entre tarefas, o que gera um desgaste metabólico elevado e pode levar à exaustão mental. Esse esforço constante afeta negativamente a memória de longo prazo e o aprendizado.

Um estudo da Universidade Stanford, citado pelo neurocientista, também mostra que pessoas multitarefas apresentam dificuldade em manter a atenção seletiva e a memorização adequada. Além disso, o aumento do “grau de alerta” ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, liberando adrenalina e cortisol, hormônio ligado ao estresse.

Fernando chama a atenção para o fato de que esse hábito, muitas vezes confundido com produtividade, acaba por subutilizar a capacidade cerebral e gerar desgaste. Ele enfatiza ainda a importância do sono como momento essencial para o cérebro organizar informações e eliminar toxinas através do sistema glinfático.

Ter períodos sem estímulos, como momentos de tédio, também é fundamental para a saúde mental, pois permite a “faxina mental”. O neurocientista recomenda que as pessoas saibam impor limites para preservar o funcionamento adequado do cérebro.

Via g1

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