No Spotify, desenvolvedores não escrevem código desde dezembro de 2023

Spotify usa inteligência artificial para automatizar o desenvolvimento de código desde dezembro, acelerando lançamentos em 2024.
12/02/2026 às 18:01 | Atualizado há 2 horas
               
O co-CEO destaca o impacto revolucionário da IA na inovação e agilidade do desenvolvimento. (Imagem/Reprodução: Startups)

No Spotify, os desenvolvedores de software não escrevem código manualmente desde dezembro de 2023. A plataforma adotou um sistema interno que utiliza inteligência artificial para automatizar grande parte do desenvolvimento e correção de software.

Essa inovação permitiu que o Spotify lançasse mais de 50 novas funcionalidades em 2025, incluindo recursos como playlists automáticas e melhorias para audiobooks. A IA é integrada em ferramentas do dia a dia da equipe, agilizando o processo de atualização do app.

Além de acelerar o desenvolvimento, o Spotify vem construindo um banco de dados exclusivo sobre o consumo musical por região, o que torna seus modelos de recomendação cada vez mais precisos e competitivos no mercado global.

Você sabia que no Spotify os desenvolvedores não escrevem código desde dezembro? Quem afirma é Gustav Soderstrom, co-CEO da plataforma de streaming. Durante a apresentação de resultados do último trimestre, ele explicou que o uso intensivo de inteligência artificial transformou a rotina da equipe técnica, acelerando a entrega de novos recursos e atualizações.

Em 2025, o Spotify lançou mais de 50 funcionalidades novas, como o Prompted Playlists com IA e o Page Match para audiobooks. Tudo isso é possível graças a um sistema interno chamado “Honk”, que utiliza o Claude, modelo de IA generativa da Anthropic. A praticidade impressiona: um engenheiro pode solicitar ajustes pelo Slack durante o trajeto para o trabalho, e a IA faz as correções, enviando a nova versão do aplicativo para revisão antes mesmo da chegada ao escritório.

Esse método trouxe um ganho considerável na rapidez do desenvolvimento e implantação de atualizações. Soderstrom ressalta que isso está longe de ser o limite da automação com IA no processo.

Além da automação, o Spotify investe na construção de um dataset único sobre consumo musical. Ele destaca que gostos variam muito conforme região, citando exemplos como hip-hop nos EUA, EDM na Europa e heavy metal na Escandinávia. Esse conjunto de dados personalizado ajuda a plataforma a aprimorar seus modelos continuamente, criando uma vantagem competitiva difícil de ser replicada.

Via Startups

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.