Nova espécie de palmeira é identificada na floresta amazônica colombiana

Pesquisadores descobrem espécie inédita de palmeira na Amazônia com apoio de comunidade indígena Cacua.
18/03/2026 às 18:01 | Atualizado há 5 horas
               
Descrição destaca parceria entre indígenas Cacua e pesquisadores suíços na identificação da planta. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, identificaram uma nova espécie de palmeira chamada Attalea táam na Amazônia colombiana, após 14 anos de estudo. O trabalho contou com a colaboração da comunidade indígena Cacua, que ajudou a localizar a planta na floresta.

A Attalea táam pode chegar a 23 metros de altura e apresenta características únicas no tronco e nas folhas. A pesquisa destaca a importância do conhecimento tradicional indígena para a ciência e a preservação ambiental.

Além da descrição botânica, cientistas e indígenas criaram um mapa colaborativo que mostra a distribuição das palmeiras e informações locais. Agora, o projeto busca usar imagens de satélite para ampliar o entendimento sobre o território e valorizar a relação sustentável com a natureza.

Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, identificaram uma nova espécie de palmeira na floresta amazônica da Colômbia. Batizada de Attalea táam, a planta foi descrita em artigo publicado na revista Phytotaxa em janeiro. A descoberta aconteceu após 14 anos de investigação, com apoio da comunidade indígena Cacua, da região sudoeste do país.

O contato com os Cacua foi fundamental para encontrar as populações da nova palmeira na floresta. Apesar das diferenças linguísticas, os indígenas informaram os pesquisadores sobre frutos cultivados localmente que, na verdade, cresciam de forma selvagem. Essa informação levou à coleta e à documentação cuidadosa da planta, respeitando sua preservação.

A Attalea táam se destaca por seu tronco com cicatrizes foliares em formato de anel marrom-alaranjado e pode atingir até 23 metros de altura, com folhas de até 12 metros. Embora seja uma espécie comum nas florestas tropicais da Amazônia, ela é difícil de identificar devido a variações morfológicas e presença de híbridos.

Além da descrição botânica, os pesquisadores e os Cacua criaram um mapa colaborativo da região mostrando a distribuição das palmeiras, incorporando nomes locais de rios, elevações e plantas. Este trabalho conjunto expressa uma abordagem diferente, valorizando o conhecimento indígena e promovendo uma troca justa.

O projeto agora busca usar imagens via satélite para ampliar a visão da comunidade sobre seu território, ressaltando como o respeito mútuo e a paciência são essenciais na ciência ambiental.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.