Nova Pirâmide Alimentar dos EUA: entenda mudanças em gorduras e proteínas

Entenda as mudanças da nova pirâmide alimentar dos EUA sobre gorduras e proteínas e os impactos na saúde.
21/01/2026 às 15:30 | Atualizado há 3 semanas
               
A pirâmide invertida valoriza carne e laticínios, gerando dúvidas sobre limites nutricionais. (Imagem/Reprodução: Super)

O governo dos Estados Unidos atualizou em 2026 sua pirâmide alimentar, invertendo a estrutura tradicional. Carne vermelha, ovos, leite e manteiga aparecem no topo, enquanto cereais e grãos ficam na base. Apesar disso, o limite para gorduras saturadas mantém-se em 10% das calorias diárias. Especialistas alertam para os riscos de exagerar nas gorduras saturadas, recomendando o consumo preferencial de gorduras insaturadas, como azeite, peixes e oleaginosas.

A recomendação para proteínas subiu, passando de 0,8 para 1,2-1,6 g/kg por dia, incentivando o consumo em todas as refeições, medida originada da nutrição esportiva. Contudo, proteínas vegetais, como feijão, lentilhas e grão-de-bico, são apontadas como mais benéficas para a prevenção de doenças crônicas.

Carboidratos refinados e ultraprocessados têm o consumo reduzido, com preferência para carboidratos complexos, como grãos integrais e frutas. O foco permanece no consumo de alimentos naturais e variados para combater doenças relacionadas à obesidade, similar ao Guia Alimentar do Brasil, que prioriza uma dieta menos processada e culturalmente adaptada.

O governo dos Estados Unidos atualizou sua pirâmide alimentar em 2026, mudando sua estrutura para um modelo invertido. No topo da pirâmide aparecem carne vermelha, ovos, leite e manteiga, enquanto cereais e grãos ocupam a base, causando interpretações equivocadas sobre aumento no consumo de gorduras e proteínas.

Apesar da imagem, o documento técnico mantém o limite de 10% das calorias diárias para gorduras saturadas. Especialistas alertam que exagerar nessas gorduras pode elevar o colesterol LDL, aumentando riscos cardiovasculares. Por isso, prefere-se o consumo de gorduras insaturadas, como azeite de oliva, peixes e oleaginosas.

Quanto às proteínas, a recomendação subiu para 1,2-1,6 g/kg por dia, acima dos 0,8 g/kg anteriores, com incentivo a ingerir proteína em todas as refeições. Essa mudança vem da nutrição esportiva, mas não necessariamente é indicada para toda a população. As proteínas vegetais, presentes em feijões, lentilhas e grão-de-bico, são apontadas como mais protetoras contra doenças crônicas.

Os carboidratos não desapareceram da dieta, mas os refinados e ultraprocessados têm seu consumo reduzido nas novas diretrizes. A orientação é focar em carboidratos complexos, como grãos integrais e frutas, consumidos de forma equilibrada para garantir fibras e energia.

Por fim, a recomendação central continua sendo o consumo de comida de verdade, com mais vegetais e alimentos naturais, visando combater doenças relacionadas à obesidade nos EUA. O Guia Alimentar do Brasil, lançado em 2014, é referencia em abordagem cultural e nutricional, priorizando uma dieta variada e menos processada.

Via Super

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