Nova tecnologia aumenta eficiência da energia gerada pelas ondas do mar

Conheça o conversor giroscópico que promete melhorar a conversão de energia das ondas com até 50% de eficiência.
22/03/2026 às 11:07 | Atualizado há 6 horas
               
Estudo da Universidade de Osaka revela giroscópios com 50% de eficiência em ondas. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Um estudo da Universidade de Osaka apresenta um conversor giroscópico inovador para transformar o movimento das ondas em eletricidade. O dispositivo ajusta sua operação para acompanhar as variações do mar, podendo converter até 50% da energia das ondas em energia elétrica.

Simulações indicam que o equipamento mantém boa eficiência mesmo em ondas irregulares, embora enfrente limitações em ondas muito grandes. O próximo passo inclui testes físicos para validar o modelo teórico e analisar aspectos práticos como instalação e manutenção.

Se comprovada, a tecnologia poderá integrar fontes renováveis e ajudar a reduzir o uso de combustíveis fósseis. A energia das ondas surge como uma alternativa constante e limpa para o cenário energético.

Um estudo publicado no Journal of Fluid Mechanics apresenta uma alternativa para aumentar a eficiência na conversão de energia das ondas, atualmente limitada pela variação constante do mar. O pesquisador Takahito Iida, da Universidade de Osaka, desenvolveu um modelo teórico para o conversor giroscópico de energia das ondas (GWEC), um dispositivo flutuante que usa um volante giratório para transformar o movimento das ondas em eletricidade.

A dificuldade em aproveitar energia do mar está na mudança frequente das ondas, o que dificulta que sistemas tradicionais mantenham desempenho eficiente. O GWEC se adapta às diferentes condições do mar, ajustando a rotação do volante e a resistência do gerador para acompanhar a frequência das ondas. Com isso, pode alcançar uma eficiência teórica máxima de 50%, isto é, converter metade da energia das ondas em energia elétrica.

Simulações computacionais confirmaram que o dispositivo mantém boa performance em ondas irregulares, embora a eficiência diminua em ondas muito grandes. O estudo ainda não inclui o custo energético para manter o giroscópio operando nem desafios práticos como instalação e manutenção. O próximo passo será testar modelos físicos em tanques de água para validar as previsões.

Se comprovada, essa tecnologia pode integrar o conjunto de fontes de energia renovável necessárias para reduzir o uso de combustíveis fósseis. A energia das ondas, renovável e constante, pode se transformar numa importante fonte elétrica com o uso do conversor giroscópico.

Via Olhar Digital

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.