Novo mapa detalha montanhas e cânions ocultos sob o gelo da Antártica

Cientistas criam mapa detalhado do relevo sob o gelo da Antártica, mostrando montanhas e cânions invisíveis há milhões de anos.
17/01/2026 às 15:04 | Atualizado há 1 dia
               
A superfície de Marte era mais explorada que o terreno escondido sob o gelo da Antártida. (Imagem/Reprodução: Redir)

Cientistas desenvolveram o mapa mais preciso do terreno subglacial da Antártica, revelando uma paisagem escondida de montanhas, vales e cânions sob o gelo. O estudo combinou imagens de satélite e análises do fluxo do gelo para mapear a topografia oculta.

Esse avanço supera limitações anteriores de radar e identificou mais de 30 mil colinas, trazendo uma compreensão mais completa da diversidade geológica do continente. Além de elaborar um panorama detalhado, o mapa ajuda a melhorar modelos climáticos ao mostrar como o relevo influencia o movimento do gelo.

A nova topografia é fundamental para prever o impacto do derretimento na elevação do nível do mar e orienta futuras pesquisas na Antártica. Considerando que o continente abriga 70% da água doce da Terra em sua camada de gelo, o mapa é uma ferramenta valiosa para o monitoramento ambiental global.

Cientistas desenvolveram o mapa mais detalhado do terreno subglacial da Antártida, mostrando montanhas, vales e cânions ocultos sob a camada de gelo. Publicado na revista Science, o estudo utilizou imagens de satélite de alta resolução combinadas com a análise do fluxo do gelo para estimar a topografia do leito rochoso que permanece invisível há milhões de anos.

Até agora, áreas subglaciais eram mapeadas principalmente por radares em aviões, mas essas técnicas deixavam lacunas significativas. O novo método matemático permitiu preencher essas lacunas, identificando com precisão mais de 30 mil colinas de pelo menos 50 metros de altura. O continente antártico, um pouco maior que a Europa, contém agora uma imagem completa de sua diversidade geológica sob o gelo.

Esse avanço traz auxílio importante para modelos climáticos, pois o formato do leito influencia o movimento do gelo e sua contribuição para o aumento do nível do mar. Terrenos irregulares podem frear o derretimento, enquanto áreas lisas aceleram o fluxo.

O impacto da mudança climática e o comportamento futuro da camada de gelo podem ser melhor compreendidos com este detalhamento topográfico. Além disso, o mapa orienta onde pesquisas de campo são prioritárias para aprofundar o conhecimento sobre a região.

A Antártida concentra cerca de 70% da água doce da Terra em seu gelo, cuja espessura média é de 2,1 km. Descobrir sua estrutura escondida apoia estratégias globais de monitoramento ambiental e políticas climáticas fundamentadas.

Via Folha de S.Paulo

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