O novo salário mínimo em São Paulo, que agora é de R$ 1.804, começa a valer a partir de hoje, 1 de julho. A medida foi sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, no início de junho. Este reajuste abrange 76 categorias profissionais e representa um aumento de 10% em relação ao piso de R$ 1.640, vigente até então. O novo valor é ainda 18,84% maior que o salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.518.
Desde 2022, o montante do piso estadual subiu 40,5%. Essa elevação ocorre pela terceira vez consecutiva em um período onde o aumento superou a inflação acumulada. A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) também incluiu cuidadores de pessoas com deficiência e, recentemente, cuidadores de idosos, nas categorias que têm direito ao salário mínimo estadual.
O novo salário está acima da inflação registrada no último ano, de 4,77%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Isso significa que os trabalhadores terão um ganho real, já que o aumento proporciona uma compensação que supera a inflação. Desde 2022, a administração atual tem promovido aumentos que, em termos nominais, são significativos em comparação à inflação acumulada de 15,10% nos últimos três anos.
Instituído em 2007, o piso salarial estadual tem como objetivo assegurar que mais de 70 categorias de trabalhadores em São Paulo recebam remunerações que superam o mínimo nacional. O governo do estado calibrou os valores propostos levando em conta fatores como demanda de mão de obra e custo de vida na região metropolitana, tentando atender às especificidades do mercado de trabalho local. Um projeto de lei no ano passado já havia padronizado o piso para aproximadamente 70 categorias, simplificando o entendimento a respeito dos direitos dos trabalhadores.
Por meio dessas diretrizes, o salário mínimo SP reflete esforços para melhorar as condições financeiras dos trabalhadores, promovendo dignidade e bem-estar aos profissionais de diversas áreas. Entre as categorias beneficiadas, estão: trabalhadores domésticos, cuidadores, serventes, pescadores, e profissionais da área de limpeza e conservação, entre outros. Isso compreende tanto os empregos tradicionais quanto aqueles que exigem habilidades específicas.
À medida que a economia paulista se adapta, essa atualização no salário mínimo deverá gerar impactos diretos na vida dos trabalhadores e suas famílias, reforçando a importância de políticas públicas que busquem melhorar as condições de trabalho e remuneração no estado. Continuaremos acompanhando as repercussões desse ajuste no cenário econômico e social.
Via Exame