Oceano em 2025 registra maior acúmulo de calor desde 1960, revela estudo

Em 2025, oceanos acumularam calor recorde desde 1960, afetando o clima global. Estudo aponta impactos do aquecimento nas águas profundas.
20/01/2026 às 08:47 | Atualizado há 10 horas
               
O aumento de temperatura intensifica eventos climáticos extremos, como chuvas e ondas de calor. (Imagem/Reprodução: Super)

Em 2025, os oceanos acumularam a maior quantidade de calor desde o início das medições na década de 1960, somando 23 zettajoules de energia térmica extra. Esse aquecimento equivale à explosão de 12 bombas de Hiroshima por segundo, segundo estudo publicado na revista Advances in Atmospheric Science.

Mais de 90% do excesso de calor causado pelas emissões de gases do efeito estufa é absorvido pelos oceanos. O calor se acumula não só na superfície, mas também em camadas profundas, afetando a circulação oceânica e o sistema climático global.

Este aumento contínuo no calor oceânico eleva as ondas de calor marinhas e tempestades tropicais, mostrando que o equilíbrio térmico da Terra está comprometido, com efeitos que podem durar décadas mesmo se as emissões forem reduzidas.

Em 2025, o oceano absorveu mais calor do que em qualquer ano desde que monitoramentos começaram na década de 1960, somando 23 zettajoules de energia térmica extra. Isso representa uma média energética equivalente à explosão de 12 bombas de Hiroshima por segundo, segundo estudo recente publicado na revista Advances in Atmospheric Science.

O oceano é responsável por armazenar mais de 90% do excesso de calor causado pelas emissões de gases de efeito estufa. A queima de combustíveis fósseis aumenta esses gases na atmosfera, dificultando a saída do calor para o espaço. Como resultado, a energia se acumula nos mares, impactando o sistema climático global.

Este é o nono ano consecutivo de recorde no conteúdo de calor acumulado nas águas. Embora a temperatura da superfície do mar tenha sido a terceira mais alta em 2025, a maior parte do aquecimento ocorre nas camadas mais profundas, até 2 mil metros, impulsionado por correntes e circulação oceânica.

Fenômenos climáticos como El Niño e La Niña influenciam as variações superficiais da temperatura, mas o calor total no oceano segue crescendo. As regiões mais aquecidas incluem o Atlântico Tropical e Sul, o Mar Mediterrâneo, o norte do Oceano Índico e o Oceano Antártico.

O calor acumulado no oceano tem efeitos duradouros, como aumento da frequência e intensidade de ondas de calor marinhas e tempestades tropicais. O aquecimento desses corpos d’água indica que o sistema climático da Terra está fora de equilíbrio térmico, o que terá consequências por décadas, mesmo se as emissões forem reduzidas agora.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.