ONU cria primeiro painel científico para avaliar riscos da inteligência artificial

ONU institui painel global de especialistas para analisar os impactos e riscos da inteligência artificial.
13/02/2026 às 18:01 | Atualizado há 2 horas
               
ONU cria painel sobre IA; EUA votam contra iniciativa global. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

A Assembleia Geral da ONU aprovou a criação do primeiro painel científico internacional voltado para avaliar os riscos e impactos da inteligência artificial. O grupo conta com 40 especialistas selecionados entre mais de 2.600 candidatos e terá mandato de três anos, com relatórios anuais sobre o tema.

O secretário-geral António Guterres ressaltou que o painel permitirá discussões igualitárias entre países, independentemente do nível tecnológico. A medida marca a primeira iniciativa global científica dedicada exclusivamente à IA.

Apesar do apoio majoritário, os Estados Unidos se opuseram à criação do painel, argumentando que o tema deve ser tratado fora da ONU para proteger a competitividade econômica. Especialistas também alertam para os riscos e desafios da rápida evolução da tecnologia.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a criação do painel científico internacional para analisar os riscos e impactos relacionados à inteligência artificial. Este grupo, formado por 40 especialistas escolhidos entre mais de 2.600 candidatos, terá mandatos de três anos e vai publicar relatórios anuais sobre os efeitos e oportunidades da IA. A iniciativa foi aprovada com 117 votos a favor, 2 contra e algumas abstenções.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que o painel oferecerá uma avaliação científica rigorosa e independente, permitindo que todos os países, independentemente do nível tecnológico, participem das discussões em condições iguais. Isso representa o primeiro corpo científico global dedicado exclusivamente à inteligência artificial.

Os Estados Unidos se posicionaram contrariamente à criação do painel, argumentando que a governança da IA deve ficar fora do âmbito da ONU, que, segundo representantes americanas, deveria focar em temas tradicionais como segurança internacional e direitos humanos. Também foram levantados avisos sobre possíveis impactos negativos de regulações excessivas para a competitividade econômica, especialmente em meio à disputa pela liderança tecnológica entre EUA e China.

Dentro do setor tecnológico, ex-pesquisadores e líderes de empresas de IA manifestam preocupações sobre os rumos da tecnologia. Especialistas como Mrinank Sharma, da Anthropic, e Zoe Hitzig, ex-OpenAI, alertam sobre riscos combinados da IA com outras crises globais. Figuras como Sam Altman e Steve Wozniak também sinalizam a importância de monitorar os efeitos da evolução desta tecnologia.

Via Olhar Digital

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.