Um novo relatório da ONU revela que as emissões globais de gases de efeito estufa devem começar a cair antes de 2030. Essa é uma expectativa animadora que surge após anos de esforços significativos contra a crise climática. A projeção coincide com a necessidade de ação urgente para limitar o aquecimento global.
Entretanto, o estudo alerta que essa redução, embora positiva, não será suficiente para alcançar a meta de 1,5 °C. Para isso, seria necessário um corte de 60% nas emissões até 2035, enquanto as metas atuais prevêem uma redução média de apenas 17%. Isso levanta preocupações sobre os impactos contínuos das mudanças climáticas.
A reunião COP30 no Brasil em 2025 se torna um marco crucial para acelerar a implementação de políticas climáticas efetivas. Espera-se que o encontro promova o fortalecimento de compromissos e ações que possam realmente impactar a trajetória das emissões globais, especialmente com a inclusão de novas estratégias para enfrentar questões sociais e ambientais.
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Um novo relatório da ONU aponta para uma mudança promissora no cenário climático global: as emissões globais de gases de efeito estufa devem começar a diminuir antes de 2030. Essa é a primeira vez que tal projeção surge desde a criação do Acordo de Paris em 2015, um marco importante nos esforços para combater a crise climática.
Apesar desse avanço significativo, o relatório adverte que o ritmo de redução ainda não é suficiente para alcançar a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 °C. Essa meta é crucial para evitar os piores impactos da crise climática, como eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos.
O estudo da ONU analisou 64 planos climáticos nacionais (NDCs) submetidos até 30 de setembro de 2025, representando cerca de 30% das emissões mundiais. A implementação desses planos pode levar a um pico nas emissões antes de 2030, seguido por uma queda média de 11% a 24% até 2035 em relação aos níveis de 2019.
Este relatório da ONU indica um progresso real, com as NDCs apontando para uma trajetória de declínio nas emissões. No entanto, para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 °C, seria necessário um corte de 60% nas emissões até 2035. As metas atuais preveem uma redução média de apenas 17%.
Mesmo com esses novos compromissos, o planeta ainda está caminhando para um aumento de temperatura superior a 2°C. Isso intensificaria eventos como ondas de calor, secas e enchentes. O relatório destaca que 89% dos países agora têm metas que abrangem toda a economia, incluindo setores como energia, transporte e agricultura.
Além disso, 73% das novas NDCs incluem medidas para adaptar-se aos impactos climáticos já em curso. Um total de 88% dos planos se baseiam no Global Stocktake, o primeiro balanço global do Acordo de Paris, finalizado em 2023. Os novos compromissos também incorporam questões sociais, como igualdade de gênero, participação de jovens e povos indígenas, e uma transição justa para trabalhadores e comunidades afetadas pela mudança energética.
A União Europeia, por outro lado, adiou a definição de suas metas climáticas para 2035 e 2040, aumentando a pressão para que o bloco apresente uma proposta concreta na COP30, a ser realizada no Brasil. A Comissão Europeia propôs reduzir as emissões em 90% até 2040, com foco na neutralidade climática em 2050, mas enfrenta resistência de países como França, Alemanha e Itália, que buscam metas mais flexíveis para proteger suas indústrias.
Dinamarca e outros países do norte defendem a aprovação conjunta das metas intermediárias, buscando fortalecer a credibilidade europeia nas negociações. O debate também envolve o uso de créditos de carbono internacionais, que permitiriam compensar emissões fora do bloco. Essa opção tem sido criticada por ambientalistas, que argumentam que ela dilui a responsabilidade dos países desenvolvidos em reduzir as emissões globais de gases.
A COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro de 2025, é vista como uma plataforma para acelerar as ações climáticas. Segundo Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC, o encontro será o primeiro desde a adoção das novas NDCs e deve marcar uma transição de promessas para a implementação efetiva de políticas públicas e investimentos verdes.
Espera-se que a COP30 impulsione ações climáticas concretas, com foco na implementação de políticas públicas e investimentos em projetos verdes. As discussões sobre as emissões globais de gases e as metas climáticas da União Europeia serão cruciais para o sucesso do evento.
Via InfoMoney
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