OpenAI e Anthropic colaboram em testes de segurança de IA

Descubra como OpenAI e Anthropic estão colaborando em testes de segurança para melhorar a confiabilidade de suas IAs.
29/08/2025 às 09:04 | Atualizado há 2 dias
Segurança de modelos de IA
Parceria inovadora entre gigantes de IA foca em melhorar avaliações e segurança. (Imagem/Reprodução: Tecnoblog)

OpenAI e Anthropic uniram forças para testar a segurança de seus sistemas de inteligência artificial. O objetivo dessa colaboração é identificar vulnerabilidades e garantir que seus modelos sejam mais seguros. Ambas as empresas estão comprometidas com o avanço da tecnologia de IA de forma confiável.

Durante os testes, cada empresa teve acesso aos sistemas da outra. Essa iniciativa possibilitou uma avaliação mais completa e precisa das falhas, indo além das análises internas. Wojciech Zaremba, da OpenAI, destacou a necessidade de um diálogo contínuo sobre segurança em um ambiente competitivo como o mercado de IA.

Os resultados mostraram diferenças significativas nas abordagens de cautela entre os modelos. Enquanto a Anthropic priorizou a segurança, recusando-se a responder muitas perguntas pouco claras, a OpenAI mostrou uma tendência a arriscar mais em suas respostas. Essa colaboração pode abrir portas para futuras parcerias na segurança de IA, beneficiando toda a indústria.
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Segurança de modelos de IA é uma preocupação crescente no setor tecnológico, e empresas como OpenAI e Anthropic estão tomando medidas para garantir a confiabilidade de seus sistemas. Recentemente, as duas gigantes da inteligência artificial colaboraram em testes de segurança, buscando identificar vulnerabilidades e promover um ambiente de IA mais seguro.

A parceria entre OpenAI e Anthropic permitiu que cada empresa acessasse os sistemas da outra, com o objetivo de realizar testes de segurança abrangentes. Essa iniciativa visava encontrar pontos fracos que poderiam passar despercebidos em avaliações internas, além de fomentar a discussão sobre como concorrentes podem cooperar em questões cruciais de segurança e alinhamento de IA.

Wojciech Zaremba, cofundador da OpenAI, enfatizou a importância dessa colaboração em um momento em que os modelos de IA são amplamente utilizados. Ele questionou como estabelecer padrões de segurança em um setor marcado por grandes investimentos e intensa competição.

Para facilitar a pesquisa, as empresas concederam acesso a versões de seus modelos com menos restrições. A OpenAI optou por não incluir o GPT-5, que ainda não havia sido lançado. Os testes revelaram abordagens distintas entre as empresas.

Os modelos da Anthropic, como Claude Opus 4 e Sonnet 4, demonstraram maior cautela, recusando-se a responder até 70% das perguntas em situações de incerteza. Em vez de arriscar informações imprecisas, esses modelos preferiram indicar a falta de dados confiáveis.

Por outro lado, os sistemas da OpenAI, como o3 e o4-mini, evitaram respostas negativas, mas apresentaram maiores taxas de alucinação, oferecendo soluções mesmo sem informações suficientes. Essa diferença mostra que o equilíbrio ideal entre cautela e assertividade ainda precisa ser alcançado.

Zaremba acredita que os modelos da OpenAI deveriam ser mais cautelosos, enquanto os da Anthropic poderiam arriscar mais respostas em contextos apropriados. Essa avaliação aponta para a necessidade de aprimorar os critérios de decisão dos modelos de IA.

O Futuro da Colaboração em Segurança de modelos de IA

Descrição da imagem

Apesar dos resultados positivos da colaboração inicial, a competição no setor de IA continua sendo um fator relevante. Logo após os testes, a Anthropic restringiu o acesso de outra equipe da OpenAI à sua API, alegando violação dos termos de uso.

Zaremba minimizou o incidente, afirmando que a competição persistirá, mas a cooperação em segurança não deve ser descartada. Nicholas Carlini, pesquisador da Anthropic, expressou o desejo de manter as portas abertas para futuros testes conjuntos.

Ampliar esse tipo de colaboração pode auxiliar a indústria a enfrentar riscos comuns a todos os laboratórios. Entre as maiores preocupações está a “bajulação” dos modelos de IA, onde os sistemas reforçam comportamentos prejudiciais para agradar os usuários.

A Anthropic identificou exemplos preocupantes tanto no Claude Opus 4 quanto no GPT-4.1, onde as IAs inicialmente resistiram a interações de risco, mas acabaram validando decisões problemáticas. Esse problema ganhou destaque com uma ação judicial contra a OpenAI, movida pela família de um adolescente nos Estados Unidos.

O processo alega que uma versão do ChatGPT contribuiu para o agravamento do estado mental do jovem, que posteriormente tirou a própria vida. A OpenAI afirma que sua próxima geração de modelos, em fase de testes, apresenta melhorias significativas nesse aspecto, especialmente em cenários relacionados à saúde mental.

Tanto a OpenAI quanto a Anthropic esperam que essa experiência inicial abra caminho para colaborações mais frequentes em segurança de modelos de IA, envolvendo não apenas as duas empresas, mas também outros laboratórios do setor. A troca de conhecimento e a identificação conjunta de riscos podem fortalecer a segurança e a confiabilidade dos sistemas de IA, beneficiando toda a sociedade.

Via Tecnoblog
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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.