OpenAI firma parceria com o Pentágono após veto de Trump a concorrente

OpenAI assina contrato com o Pentágono após Trump bloquear Anthropic no governo dos EUA.
28/02/2026 às 08:41 | Atualizado há 2 horas
               
Modelos de Sam Altman serão adotados pela Defesa dos EUA, apesar de controvérsias. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A OpenAI firmou um acordo com o Departamento de Defesa dos EUA para integrar seus modelos de IA à rede das Forças Armadas. A iniciativa foi anunciada pelo CEO Sam Altman logo após o presidente Donald Trump vetar o uso da tecnologia da rival Anthropic no governo federal.

O secretário de Defesa classificou a Anthropic como risco para a segurança nacional, motivando a suspensão do uso de seus serviços pelo governo. O contrato com a OpenAI inclui restrições para evitar vigilância doméstica em massa e exige supervisão humana em sistemas militares.

Essa movimentação destaca a competição entre fornecedores de IA para órgãos governamentais e reforça os debates sobre o uso ético e seguro da tecnologia na área militar.

A OpenAI firmou um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para integrar seus modelos de inteligência artificial na rede das Forças Armadas. O anúncio foi feito pelo CEO Sam Altman em rede social na última sexta-feira (27). Essa decisão ocorre após o presidente Donald Trump determinar, no mesmo dia, a suspensão imediata do uso da tecnologia da concorrente Anthropic no governo federal.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou a Anthropic como um “risco de cadeia de suprimentos para a segurança nacional”, o que resultou em pressão para que fornecedores do Pentágono deixem de utilizar seus modelos.

Segundo Altman, o contrato com o Pentágono contempla duas restrições claras: a proibição da vigilância doméstica em massa e a exigência de supervisão humana no uso da força, inclusive em sistemas de armas autônomas. Esses limites foram incluídos para garantir um uso responsável da inteligência artificial na área militar.

A Anthropic foi a primeira empresa a oferecer seus modelos para a rede de Defesa, mas suas negociações foram interrompidas após tentar incluir cláusulas similares às adotadas pela OpenAI. A startup expressou tristeza com a decisão e informou que pretende contestar judicialmente a classificação da empresa como risco pelo governo.

Esse acordo da OpenAI marca uma movimentação importante no uso da inteligência artificial por órgãos governamentais, especialmente em um contexto de competição entre fornecedores e debate sobre as aplicações éticas e de segurança da tecnologia.

Via InfoMoney

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