A OpenAI está investindo pesado no aplicativo Sora, que permite criação e compartilhamento de vídeos com inteligência artificial. Estimativas indicam que o custo diário pode chegar a US$ 15 milhões, o que representa um gasto anual próximo de US$ 5 bilhões.
O Sora, lançado em setembro de 2025, busca competir com plataformas de vídeos curtos usando modelos avançados de IA. A operação demanda grande infraestrutura e recursos, o que eleva os custos significativamente.
Especialistas alertam que o modelo atual não é sustentável economicamente, e a OpenAI pretende limitar o uso gratuito e explorar novas formas de monetização para diminuir perdas e aumentar receitas.
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A OpenAI está investindo pesado no seu aplicativo de vídeos Custos do app Sora. Estimativas da Forbes indicam que a empresa pode estar gastando cerca de US$ 15 milhões por dia, o que equivale a aproximadamente US$ 5 bilhões por ano. Esses números revelam o alto custo por trás da operação e manutenção do app Sora, que ainda não está disponível no Brasil.
O app Sora, lançado no final de setembro de 2025, combina o modelo de geração de vídeos Sora 2 com um feed de rolagem vertical, buscando competir no mercado de vídeos curtos. A plataforma permite que os usuários criem, remixem e compartilhem vídeos de IA, em um formato semelhante ao TikTok. Essa proposta inovadora, entretanto, exige um investimento considerável em infraestrutura e recursos computacionais.
A Forbes chegou a essa estimativa analisando diversos fatores, como os preços das GPUs, a eficiência na inferência, o número de usuários e a quantidade de vídeos publicados diariamente. Para auxiliar na tarefa, a publicação consultou os analistas Deepak Mathivanan, da Cantor Fitzgerald, e AJ Kourabi, da SemiAnalysis. A OpenAI se recusou a comentar as estimativas e não forneceu dados específicos sobre o uso do aplicativo.
Os especialistas consultados estimam que cada vídeo de dez segundos gerado pela inteligência artificial tem um custo aproximado de US$ 1,30. Esse valor considera 40 minutos de trabalho de GPU e US$ 2 por hora de aluguel de GPU, levando em conta que as GPUs podem trabalhar em paralelo, acelerando o processo de criação dos vídeos. Esse custo está alinhado com os preços da API da OpenAI: US$ 1 por vídeo de dez segundos usando o modelo Sora 2 e US$ 3 usando o Sora 2 Pro.
Com cerca de 4,5 milhões de usuários, estima-se que 25% deles postam cerca de dez vídeos por dia, totalizando 11,3 milhões de vídeos diários. Ao custo de US$ 1,30 por vídeo, a OpenAI estaria gastando quase US$ 15 milhões por dia. Esses números, contudo, podem variar, já que a OpenAI pode restringir o uso gratuito da ferramenta no futuro. Atualmente, cada usuário tem 30 créditos diários para usar no app, e a compra de 10 créditos extras custa US$ 4.
Diante desse cenário, Bill Peebles, que lidera o Sora na OpenAI, reconheceu que o modelo atual é economicamente insustentável e que a empresa precisará reduzir o limite de uso gratuito. Ele também mencionou a possibilidade de outros modelos de monetização para o Sora, como a cobrança por aparições de personagens e pessoas queridas. A OpenAI também está explorando o comércio eletrônico, sugerindo produtos pelo ChatGPT e ficando com uma comissão das vendas.
Sam Altman, CEO da OpenAI, revelou recentemente que as receitas anuais recorrentes da empresa superaram a marca de US$ 20 bilhões e podem chegar às centenas de bilhões em 2030. A empresa também assinou acordos para investir US$ 1,3 trilhão em infraestrutura, mostrando que o foco principal continua sendo o crescimento e a expansão, mesmo que o lucro ainda esteja distante.
Via Tecnoblog
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