O grupo Opep+ optou por não alterar a produção de petróleo para o mês de março, mesmo com os preços próximos ao maior patamar dos últimos seis meses, devido às tensões entre Irã e Estados Unidos.
A decisão foi tomada em reunião com os principais membros, incluindo Arábia Saudita e Rússia, que mantêm um acordo para aumento gradual da produção até 2025.
Especialistas destacam que a instabilidade geopolítica e a previsão de menor demanda no segundo trimestre motivam a cautela do grupo, que seguirá monitorando o cenário antes de qualquer ajuste.
O grupo de produtores Opep+ decidiu manter sua produção de petróleo para março sem alterações, conforme anúncio feito neste domingo. A decisão acontece em meio a preços do petróleo próximos ao maior patamar dos últimos seis meses, em torno de US$ 70 o barril, impulsionados por tensões geopolíticas envolvendo o Irã e os Estados Unidos.
A reunião contou com a presença dos oito países membros principais: Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã. Esses países já haviam acordado um aumento gradual de produção de cerca de 2,9 milhões de barris diários entre abril e dezembro de 2025, representando aproximadamente 3% da demanda global.
Apesar da recente alta nos valores do barril, a Opep+ não indicou planos futuros para ajustes na produção após março. Especialistas apontam que a instabilidade nas relações entre Irã e EUA mantém o grupo em alerta, deixando as opções em aberto, e que a previsão de menor demanda para o segundo trimestre também limita a possibilidade de expansão da oferta.
Além disso, o Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento (JMMC) reforçou a importância do cumprimento rigoroso dos acordos de produção vigentes, embora não detenha poder decisório sobre volumes. O Cazaquistão enfrenta interrupções no setor petrolífero, com retomada gradual no campo de Tengiz, o que também influencia o cenário corrente.
A próxima reunião da Opep+ está marcada para 1º de março, com acompanhamento do JMMC em abril, onde novas deliberações poderão ser discutidas.
Via Forbes Money