Na última terça-feira (3), a Operação Castelo de Areia prendeu um casal em Baixo Guandu (ES) por envolvimento em organização criminosa.
O grupo movimentou cerca de R$ 70 milhões entre 2018 e 2024 por meio de empresas de fachada, agiotagem e roubos. O casal mantinha vida luxuosa com imóveis e carros importados.
Além da lavagem de dinheiro, o homem é suspeito de fraudes em seguros e roubo a banco. As investigações seguem com bloqueio judicial de bens e apreensões de armas e dinheiro.
Na última terça-feira (3), em Baixo Guandu (ES), um casal foi detido durante a Operação Castelo de Areia, acusado de fazer parte de uma organização criminosa focada em lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. As investigações indicam que Bárbara Alves Foege, 34 anos, e Bruno Soares Mendonça, 37 anos, conhecido como “Leite Ninho”, movimentaram aproximadamente R$ 70 milhões entre 2018 e 2024 por meio de empresas de fachada, agiotagem e roubos.
O casal ostentava uma vida com imóveis de alto padrão, veículos importados e grande volume de dinheiro, apontam as autoridades. Bárbara gerenciava uma empresa de estética que não possuía funcionários nem atividade concreta, usada apenas para justificar a origem dos recursos ilegais, que eram reinvestidos em outras entidades fictícias e bens.
Bruno é suspeito de crimes mais diretos, como fraudes em seguros ao simular o roubo de dois veículos e autoria do roubo a uma agência bancária em Guarapari, de onde levaram cerca de R$ 600 mil. O esquema de agiotagem envolvia empréstimos garantidos por bens que eram registrados em cartório como compra e venda, transferindo legalmente a propriedade em caso de inadimplência.
Durante a operação, as forças policiais apreenderam armas, munições, carros importados e dinheiro em espécie. Foram ainda cumpridos mandados em cidades do Espírito Santo e Minas Gerais, com bloqueio judicial de R$ 70 milhões em contas relacionadas aos suspeitos. A ação reuniu cerca de 50 policiais civis e está sob responsabilidade do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), que segue investigando o grupo.
Via ES Hoje