Por que órgãos de porcos podem ser usados em humanos, mas cultivar órgãos humanos em porcos gera polêmica

Entenda por que transplantes de órgãos de porcos em humanos avançam e cultivos de órgãos humanos em porcos são questionados eticamente.
10/12/2025 às 15:25 | Atualizado há 4 meses
               
A pesquisa com quimeras está suspensa, mas o xenotransplante continua progredindo. (Imagem/Reprodução: Super)

Em 2025, médicos realizaram o primeiro transplante de rim de porco modificado geneticamente em um paciente humano, buscando reduzir a espera por órgãos. Essa técnica, chamada xenotransplante, enfrenta desafios de rejeição, mas avança com o uso de medicamentos intensos.

Apesar disso, o cultivo de órgãos humanos dentro de porcos é proibido pelo NIH desde 2015, devido a preocupações éticas sobre a possível “humanização” dos animais, especialmente no cérebro, o que aumentaria a necessidade de proteção moral. Especialistas questionam essa proibição, argumentando que a presença de células humanas não transforma o animal em humano.

A escassez de doadores estimula pesquisas para tornarem órgãos suínos opções viáveis e seguras no futuro. O debate ético sobre os limites dessas práticas segue em andamento, mostrando a complexidade desse avanço médico.

Em 2025, médicos realizaram o primeiro transplante bem-sucedido de um rim de porco geneticamente modificado em um paciente humano, buscando reduzir a espera por órgãos. Essa prática, chamada xenotransplante, tem avançado apesar dos conhecidos desafios da rejeição imunológica que ainda exigem medicamentos intensos. Em contrapartida, em 2015, o NIH proibiu o financiamento para cultivos de órgãos humanos dentro de porcos, devido a preocupações éticas sobre a “humanização” dos animais.

A controvérsia surge porque, embora seja aceito colocar órgãos de porcos em humanos, cultivar órgãos totalmente humanos em porcos é considerado problemático. A justificativa do NIH baseia-se no temor de que células humanas, especialmente no cérebro, possam alterar o status moral dos porcos, elevando seu nível de consciência e, assim, a necessidade de proteção ética maior.

Entretanto, esta linha de pensamento é questionada por especialistas, como a professora Monika Piotrowska, que aponta falhas lógicas na regra. Segundo ela, o respeito moral aos humanos decorre do pertencimento à espécie, não necessariamente de capacidades cognitivas específicas. Por isso, a presença de células humanas em porcos não transforma esses animais em humanos.

Enquanto isso, a escassez de doadores no mundo estimula pesquisas em xenotransplante para salvar milhares de vidas. A expectativa é que, com o avanço da edição genética, órgãos suínos possam se tornar opções viáveis e seguras, mesmo que o debate sobre os limites éticos prossegue.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.