Os espelhos possuem uma história que começa há cerca de 8 mil anos, iniciando com pedaços de obsidiana usados como superfícies refletivas, especialmente encontrados em sepultamentos na Turquia. Antes disso, superfícies naturais de água já serviam para observar reflexos.
Ao longo dos séculos, diferentes civilizações criaram espelhos com materiais variados: no Egito, pedras polidas; na China, bronze; na Mesopotâmia, metais como cobre e prata. Já nas Américas, povos antigos usaram minerais como antracite e obsidiana para fabricar suas versões.
No Império Romano, surgiram os primeiros espelhos de vidro com reflexos imperfeitos. A técnica moderna combinando vidro com metais como estanho e mercúrio evoluiu a partir da Europa, particularmente em Veneza no século XVI, marcando o início dos espelhos que conhecemos hoje.
O invento do espelho é resultado de uma longa trajetória que começa há cerca de 8 mil anos, com objetos feitos de obsidiana, um vidro vulcânico natural, encontrados na Turquia. Esses primeiros espelhos eram peças usáveis, fixadas com argamassa, geralmente em sepultamentos femininos. Antes disso, superfícies refletivas naturais, como poças d’água, já eram usadas para ver o próprio reflexo.
Há aproximadamente 4.500 anos, no Egito, surgiram versões de espelhos feitos com pedras polidas. Na antiga China, por volta de 4 mil anos atrás, existiam espelhos de bronze com botão perfurado; acredita-se que essa tecnologia tenha raízes no contato com povos da Sibéria. Na Mesopotâmia, por volta de 3.200 anos, metais como cobre, ouro e prata eram fundidos para fabricar espelhos convexos.
Nas Américas, os povos Chavin, no atual Peru, criaram os espelhos mais antigos conhecidos localmente, produzidos com antracite, um tipo de carvão polido. Culturas como os Olmecas e Maias produziram, há cerca de 2 mil anos, espelhos côncavos feitos de minerais como obsidiana e pirita de ferro.
O desenvolvimento dos espelhos de vidro começou no Império Romano, no século 1, com técnicas que envolviam cortar pequenas bolhas de vidro quente, resultando em superfícies irregulares, côncavas ou convexas. A qualidade e o custo limitavam sua popularidade, mantendo os espelhos metálicos como preferência na Europa.
Os espelhos modernos, combinando vidro com revestimentos reflexivos de estanho e mercúrio, tiveram seu método desenvolvido em Roma, depois melhorado na Alemanha e difundido em Veneza no século 16. Registros do naturalista Plínio, o Velho, mencionam técnicas primitivas de fabricação que podem ser os primeiros passos para o que hoje conhecemos.
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