De origem humilde a juíza: a trajetória de Ândrea Zani no Judiciário brasileiro

Conheça a história inspiradora da juíza Ândrea Zani, que superou dificuldades para conquistar seu lugar no Judiciário.
23/02/2026 às 07:41 | Atualizado há 3 semanas
               
Superação e foco: juíza do Trabalho de Jardim América inspira com sua trajetória. (Imagem/Reprodução: Simnoticias)

Ândrea Carla Zani, criada em um bairro modesto de Cariacica, conciliou trabalho e estudos desde a adolescência para alcançar seu sonho de ser juíza. Sem recursos para escolas particulares, optou por cursos técnicos antes de ingressar em Direito na Ufes, onde acumulou experiência com estágios diversos.

Aos 30 anos, decidiu se dedicar aos concursos públicos, apoiada pela família, especialmente pela avó que proporcionava um ambiente de estudo. Em 2008, foi aprovada no concurso para o TRT de Campinas e hoje atua como juíza titular em Vitória.

Sua história é um exemplo de persistência e disciplina. Ândrea recomenda que quem enfrenta dificuldades mantenha o foco e a autoconfiança, mostrando que nunca é tarde para realizar sonhos.

A trajetória da juíza Ândrea Carla Zani evidencia como a persistência pode transformar vidas. Criada no bairro Jardim América, em Cariacica, em uma família humilde, ela conciliou trabalho e estudos para conquistar o sonho de ser magistrada. Desde os 15 anos, Ândrea já estagiava para ajudar nas despesas da casa e garantir sua independência financeira.

Sem recursos para escolas particulares, optou por estudar na escola técnica, onde cursou Edificações e Segurança do Trabalho, antes de ingressar em Direito na Ufes. Durante a faculdade, dividiu suas horas entre estágios no INSS, escritório de advocacia e aulas noturnas, atrasando a formatura, mas ganhando experiência.

A decisão de se dedicar aos concursos públicos veio aos 30 anos, quando um edital despertou seu interesse. “Eu achava que não era possível”, confessou, diante das dificuldades de origem e falta de referências. Com recursos limitados, investiu em livros e contou com o apoio de Dona Donília, sua avó, que garantia silêncio e apoio diários.

Casada com Eduardo, que também contribuiu para que Ândrea mantivesse o foco, ela foi aprovada em 2008 no concurso do TRT de Campinas, depois retornando ao Espírito Santo por permuta. Hoje, aos 50 anos, é juíza titular da 6ª Vara do Trabalho de Vitória, seguindo uma rotina disciplinada que começou na infância.

Para quem enfrenta adversidades, ela recomenda constância e autoconfiança: “Nunca é tarde para começar. Se só tem uma hora, estude uma hora. O maior concorrente é a gente mesmo.”

Via Sim Notícias

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.