O soft power é a capacidade de um país influenciar outras nações por meio da cultura, sem recorrer à força militar. Esse conceito, popularizado por Joseph Nye na década de 1990, tem raízes antigas, remontando à influência cultural da Índia na Ásia durante a Idade Média.
A Indosfera é um exemplo histórico de soft power, onde religiões e tradições indianas se espalharam pacificamente por meio do comércio e intercâmbios culturais. Atualmente, esse tipo de influência é exercido por países como França, Japão, Estados Unidos e China, que usam a cultura para fortalecer sua presença global.
O soft power continua sendo uma ferramenta estratégica na geopolítica contemporânea, promovendo a disseminação de valores culturais e a cooperação internacional de forma silenciosa e duradoura.
O termo soft power se refere à capacidade de um país influenciar o mundo por meio da cultura, sem o uso da força militar. Essa noção, popularizada pelo cientista político Joseph Nye em 1990, tem origem muito mais antiga do que se imagina, remontando à Índia há cerca de 1.800 anos. Na Idade Média, a Índia exercia influência cultural sobre vastas regiões da Ásia, do Camboja à Indonésia, disseminando religiões, sistemas de escrita e literatura sem conquistar esses territórios por meio de invasões.
Esse poder cultural se manifestou pela circulação comercial e pelo prestígio das tradições indianas, formando a chamada Indosfera, que abrangeu povos de diversas regiões asiáticas. A expansão do budismo e do hinduísmo, por exemplo, ocorreu sem imposição militar, resultado do comércio e de intercâmbios culturais pacíficos.
Nos tempos mais recentes, países como França, Itália, Japão e Estados Unidos também exemplificam o soft power. A França é referência em literatura e moda, o Japão em tecnologia e cultura pop, enquanto os Estados Unidos influenciaram globalmente o mundo com filmes e música após a Segunda Guerra Mundial. A Itália, por sua vez, consolidou a culinária e o design, fenômenos que se fortaleceram pela interação cultural com outras nações, especialmente pelos fluxos migratórios.
O comércio e a cultura andam juntos, demonstram histórias como a do pad thai na Tailândia ou da popularização das telenovelas brasileiras na Rússia. A China também vem investindo na difusão cultural, promovendo sua língua e cultura globalmente como parte da estratégia para ampliar seu protagonismo internacional.
Assim, o soft power continua como ferramenta chave na geopolítica, em que a cultura é arma de influência silenciosa e duradoura.
Via Super