O Xiaomi SU7 Max, sedã elétrico chinês, é testado como uma opção acessível e competitiva, mas não está disponível para compra nos Estados Unidos.
Isso ocorre devido a tarifas elevadas e preocupações dos EUA com segurança nacional e controle do mercado automotivo local.
Enquanto os EUA restringem esses modelos, o Brasil e outros mercados já começam a receber investimentos e conseguem acesso a veículos elétricos chineses.
Marques Brownlee, conhecido por seus reviews de tecnologia, testou por duas semanas o Xiaomi SU7 Max, um sedã elétrico disponível na China, mas não nos EUA. Com preço aproximado de US$ 42 mil no mercado americano, o veículo entrega uma experiência comparável a carros de US$ 75 mil a US$ 100 mil. A pergunta que fica é: por que um modelo tão competitivo não pode ser comprado nos Estados Unidos?
A resposta está nas barreiras políticas e de segurança nacional. Os EUA temem o uso dos dados coletados por carros chineses e também tentam proteger seu mercado de modelos “bons e baratos” que podem impactar as montadoras locais. Em 2024, uma tarifa de 100% foi imposta sobre veículos elétricos chineses, e programas de incentivo federal foram encerrados para frear a concorrência externa.
Enquanto as montadoras americanas, como General Motors e Ford, ajustam suas estratégias após perdas bilionárias em projetos elétricos e mudam suas linhas para produtos menos tecnológicos, marcas chinesas avançam em outros mercados. A Geely, por exemplo, sinaliza expansão para os EUA usando a estrutura da Volvo Cars. Ao mesmo tempo, no Brasil, modelos elétricos chineses têm conquistado espaço, com 19 marcas já atuando no país e investimentos de US$ 575 milhões em 2024.
Essa postura mostra que os Estados Unidos não rejeitam a tecnologia elétrica, mas controlam o acesso a ela baseado em interesses econômicos e geopolíticos. Assim, carros como o Xiaomi SU7 Max permanecem exclusivos para quem está fora do mercado americano.
Via InvestNews