Os perigos do vaping: novas evidências em análise

Saiba mais sobre os riscos do vaping com as novas pesquisas sobre o tema.
11/07/2025 às 13:42 | Atualizado há 2 meses
Riscos do vaping
Estudo revela metais pesados em vapes, elevando preocupações sobre sua segurança. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O uso de vapes, que surgiu como uma alternativa aos cigarros tradicionais, tem levantado diversas questões sobre seus reais impactos na saúde. Inicialmente comercializados como uma opção menos prejudicial e uma ferramenta para auxiliar fumantes a largarem o cigarro, os riscos do vaping começaram a ser revelados por meio de pesquisas científicas. Estudos recentes têm demonstrado que, embora os vapes não contenham todas as substâncias nocivas encontradas nos cigarros, eles apresentam seus próprios perigos.

Uma pesquisa recente revelou a presença de altos níveis de metais pesados na névoa produzida pelos vapes. A quantidade encontrada foi tão alta que um dos cientistas envolvidos no estudo chegou a suspeitar de uma falha no equipamento de análise. Além disso, há evidências de que o vaping pode afetar negativamente o coração, os pulmões e o cérebro.

O sistema cardiovascular é particularmente suscetível aos efeitos imediatos do vaping. Uma única sessão de vaping pode elevar a frequência cardíaca e contrair os vasos sanguíneos, o que, a longo prazo, pode levar ao endurecimento das artérias. O Dr. James H. Stein, da Universidade de Wisconsin, adverte que o uso contínuo de vapes pode resultar em pressão alta constante, aumentando o risco de arritmias, derrames e ataques cardíacos.

Os pulmões também sofrem com a exposição ao vaping, que pode causar inflamação crônica das vias aéreas e agravar condições preexistentes como asma e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). Os usuários de vapes podem experimentar tosse persistente e falta de ar. Embora ainda não haja confirmação se o vaping causa câncer, sabe-se que ele expõe os usuários a substâncias que aumentam o risco da doença.

Um estudo conduzido por Brett Poulin, da Universidade da Califórnia, Davis, identificou altos níveis de metais pesados como níquel e antimônio em vapes descartáveis populares, ambos associados ao câncer de pulmão. Além disso, os produtos químicos presentes nos vapes aromatizados podem danificar as membranas celulares, elevando o risco de doenças pulmonares, cardíacas e câncer.

A saúde bucal também é afetada pelo vaping, que restringe o fluxo sanguíneo para as gengivas, tornando-as mais vulneráveis a doenças e infecções. A nicotina presente nos vapes também pode danificar o tecido gengival. A dependência é outra preocupação, com adolescentes relatando dificuldades extremas em abandonar o hábito.

A Dra. Pamela Ling, da Universidade da Califórnia, São Francisco, observou casos de adolescentes que dormem com vapes e os usam logo ao acordar, evidenciando o alto potencial de dependência desses produtos. A situação se agrava com o surgimento de vapes contendo níveis ainda mais elevados de nicotina, alguns com até 20.000 tragadas, o equivalente a 100 maços de cigarros.

Com a rápida evolução dos produtos de vaping, torna-se cada vez mais desafiador para a ciência acompanhar e compreender completamente seus efeitos na saúde. É crucial que os consumidores estejam cientes dos riscos do vaping e dos potenciais danos que esses produtos podem causar a longo prazo.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.