Ouro e Bitcoin como proteção em tempos de crise

Entenda como a expansão fiscal e riscos geopolíticos influenciam a busca por Ouro e Bitcoin.
21/10/2025 às 20:04 | Atualizado há 3 meses
               
Ouro e Bitcoin
Gastos governamentais elevam interesse no ouro e tecnologias como blockchain em tempos de crise. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A busca por segurança tem levado investidores a considerar ativos como ouro e Bitcoin. Com a expansão fiscal global e o aumento das tensões geopolíticas, a análise da Nord Investimentos enfatiza a alocação nesses ativos como proteção e rentabilidade.

O endividamento mundial pós-pandemia resultou na desvalorização das moedas. Assim, o ouro surge como um porto seguro para investidores em meio à instabilidade econômica, preservando o valor dos ativos em tempos incertos.

Além disso, o aumento do risco geopolítico tem impulsionado o interesse em criptomoedas. O Bitcoin oferece uma alternativa sem intermediários, imune a bloqueios, aumentando a diversificação das carteiras de investimentos.
A busca por segurança patrimonial tem levado investidores a considerar ativos como Ouro e Bitcoin. Em um cenário de expansão fiscal global e tensões geopolíticas crescentes, a análise da Nord Investimentos aponta para uma alocação estratégica nesses ativos como forma de proteção e rentabilidade.

O endividamento dos países após a pandemia resultou na desvalorização de moedas fiduciárias. Assim, o ouro emergiu como um porto seguro para investidores e bancos centrais, buscando preservar o valor de seus ativos frente à instabilidade econômica global.

Ademais, o aumento do risco geopolítico desde 2022, especialmente após o congelamento de ativos russos, impulsionou o interesse em alternativas como o Bitcoin. As criptomoedas oferecem uma forma de transferir recursos sem a necessidade de intermediários financeiros, tornando-se imunes a bloqueios bancários.

Dentro da categoria de investimentos alternativos, ouro e Bitcoin ganham espaço em carteiras internacionais. A Nord Investimentos recomenda uma exposição de 1% do patrimônio em ativos digitais, com foco no Bitcoin, para seus clientes.

Renato Breia, sócio-fundador da Nord Investimentos, ressalta que a alocação tradicional brasileira concentra investimentos no Brasil, criando um portfólio assimétrico e de alto risco. A diversificação com ativos globais, incluindo ouro e Bitcoin, pode reduzir a volatilidade e aumentar o retorno.

Para Breia, a alocação internacional também funciona como uma proteção cambial contra a inflação, que impacta mais os clientes de alta renda. Ele considera arriscado não ter exposição a ativos globais, especialmente em um cenário de instabilidade política.

Clientes de alto padrão já alocam entre 30% e 35% de seus recursos fora do país, enquanto a meta para perfis conservadores é de 10% a 15%. A estratégia visa mitigar riscos e aproveitar oportunidades em um mercado globalizado.

Para diversificar ainda mais a carteira, é importante considerar outras opções de investimentos alternativos.

É crucial que os investidores busquem informações e análises de fontes confiáveis antes de tomar decisões.

Uma carteira bem estruturada deve equilibrar diferentes classes de ativos, buscando um bom retorno com risco controlado.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.