Padilha alerta que conflito no Oriente Médio pode elevar preço dos remédios no Brasil

Ministro Padilha alerta que guerra no Oriente Médio pode aumentar custo dos remédios e destaca importância da soberania na saúde.
10/03/2026 às 16:01 | Atualizado há 3 horas
               
Ministro Padilha reforça: guerra não traz benefício para ninguém, destaca em SP. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou sobre o impacto da guerra no Oriente Médio no custo dos medicamentos no Brasil. Ele explicou que a disputa pode encarecer remédios devido a alterações na cadeia global de produção e distribuição de insumos farmacêuticos, muitos vindos da Índia e passando pela região em conflito.

Padilha destacou que não há benefício para a saúde em conflitos armados e reforçou a importância de aumentar a autonomia nacional na produção farmacêutica para evitar vulnerabilidades. Desde 2023, o governo investiu mais de R$ 5,6 bilhões na fabricação de medicamentos para doenças graves.

Além disso, o Brasil e Angola firmaram acordo para fortalecer a saúde pública angolana. O programa visa capacitar 38 mil profissionais até 2027, reforçando a cooperação internacional e a transferência de conhecimentos do SUS.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou para possíveis impactos do conflito no Oriente Médio nos preços dos medicamentos no Brasil. Segundo ele, a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã pode elevar custos devido a mudanças na cadeia global de produção e na distribuição de insumos farmacêuticos. Muitos remédios brasileiros dependem de princípios ativos importados, principalmente da Índia, e a logística envolve aeroportos na região conflagrada, o que pode obrigar rotas alternativas, elevando os valores finais.

Padilha ressaltou que não existe guerra que faça bem para a saúde e afirmou que o ministério está atento aos efeitos na logística de medicamentos. Ele defendeu maior autonomia nacional na produção farmacêutica para reduzir a vulnerabilidade causada por crises internacionais. Desde 2023, o governo investiu mais de R$ 5,6 bilhões para incentivar a fabricação no Brasil de medicamentos oncológicos e para doenças raras e autoimunes.

No mesmo evento em São Paulo, o Brasil e Angola oficializaram um acordo para fortalecer a saúde pública angolana. O pacto prevê a transferência de conhecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na capacitação de 38 mil profissionais em diversas áreas até 2027. O programa inclui treinamentos acadêmicos e está coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação, em parceria com ministérios brasileiros e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

Essa cooperação amplia o acesso da população angolana a serviços de saúde e representa um movimento estratégico na internacionalização da expertise do SUS, reforçando os laços entre os dois países na área da saúde.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.