Pagamento de imposto em tempo real será adiado para 2027; entenda o split payment

Implementação do split payment, sistema de pagamento de imposto em tempo real, será adiada para 2027 no Brasil.
02/01/2026 às 06:22 | Atualizado há 13 horas
               
Atrasos na integração com o financeiro adiam prazo do split payment pelo governo. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O pagamento de imposto em tempo real, conhecido como split payment, terá sua implementação adiada para 2027 no Brasil. O sistema previsto pela Reforma Tributária busca melhorar a arrecadação e combater fraudes, dividindo o valor do tributo automaticamente na transação.

O adiamento ocorre devido à necessidade de adaptação das empresas e do setor financeiro à nova infraestrutura tecnológica. Esta mudança deve impactar o fluxo de caixa das companhias, que terão mais tempo para se preparar.

O split payment é usado em outros países e promete maior transparência no controle fiscal. Em 2027, o sistema passará por testes junto à Receita Federal, exigindo preparo e ajustes para garantir eficiência na cobrança dos impostos.

O sistema de pagamento de imposto em tempo real, conhecido como split payment, terá sua implementação adiada para 2027. Previsto pela Reforma Tributária, este mecanismo altera a forma como os tributos sobre consumo serão recolhidos, dividindo o valor automaticamente no momento da transação. Essa mudança busca combater fraudes e melhorar a arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Na prática, ao pagar por um produto ou serviço, uma parte do valor é direcionada diretamente ao governo, enquanto a outra vai para o fornecedor. Segundo especialistas, o atraso está relacionado ao preparo insuficiente das empresas e do setor financeiro para operar a infraestrutura tecnológica que o sistema demanda. O adiamento também permite mais tempo para a adaptação e treinamento dos contribuintes, já que a novidade traz impacto direto no fluxo de caixa das companhias.

O split payment não é exclusivo do Brasil, sendo utilizado em países da Europa, Ásia e no Chile. Ele prevê o controle em tempo real das operações, reduzindo brechas para evasão fiscal e assegurando ressarcimentos automáticos aos contribuintes. Contudo, a nova sistemática exige uma governança fiscal integrada e sistemas robustos para processar milhões de transações instantaneamente.

Especialistas alertam que 2027 será um ano de testes, com ajustes constantes entre empresas e Receita Federal, para alcançar uma coleta eficiente e transparente dos tributos. A recomendação é que as empresas intensifiquem a preparação dos seus sistemas e equipes para enfrentar essa transformação.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.