Maha Capital espera autorização dos EUA para investir em campos petrolíferos da Venezuela operados pela PDVSA
A Maha Capital está esperando a autorização dos Estados Unidos para exercer uma opção que pode garantir participação indireta em campos petrolíferos na Venezuela, administrados pela estatal PDVSA. A empresa possui direitos exclusivos para adquirir 60% de uma subsidiária que detém 40% em uma joint venture importante no país.
O acordo envolve um pagamento inicial de 4,6 milhões de euros pela exclusividade e prevê valores adicionais até maio de 2026, caso a opção seja exercida. A expectativa é alcançar uma produção diária de até 40 mil barris de óleo equivalente a partir desses ativos, que possuem um potencial considerado relevante.
Maha Capital acompanha também as propostas de reforma da legislação venezuelana para atrair investimentos. Apesar da mudança recente da empresa para fintechs, o interesse pela Venezuela permanece, sobretudo considerando o contexto geopolítico e as oportunidades no setor petrolífero local.
A Maha Capital aguarda uma autorização dos Estados Unidos para exercer uma opção que pode garantir participação indireta em campos petrolíferos da Venezuela, geridos pela estatal PDVSA, informou Paulo Thiago Mendonça, presidente do conselho da companhia sueca. A empresa detém direitos exclusivos para adquirir 60% de uma subsidiária espanhola da Novonor, que tem 40% na joint venture PetroUrdaneta, responsável por concessões em La Paz, Mara Oeste, Mara Este e El Moján.
O acordo prevê o pagamento inicial de 4,6 milhões de euros pela exclusividade, com valores adicionais caso a opção seja exercida até maio de 2026. A Maha planeja alcançar uma produção diária de até 40 mil barris de óleo equivalente com esses ativos, que somam um histórico de 1,4 bilhão de barris produzidos e estimam cerca de 400 milhões de barris recuperáveis.
Mendonça destacou que aguarda um posicionamento dos EUA para prosseguir, acompanhando também a proposta de reforma da Lei de Hidrocarbonetos venezuelana, que pode criar ambiente para novos investimentos. Apesar da recente mudança da Maha para fintechs, a empresa mantém interesse na Venezuela, considerando o país estável após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro pelos EUA.
As concessões da PetroUrdaneta tiveram produção máxima histórica de 250 mil barris/dia e produziam cerca de 1,5 mil barris em 2020. O executivo acredita que pequenas e médias petrolíferas, com maior agilidade e disposição a riscos, devem liderar os primeiros investimentos no país, dada a complexidade geopolítica e estrutural local.
US Bancorp adquire corretora BTIG por US$ 1 bilhão nos EUA
O US Bancorp concluiu a aquisição da corretora BTIG por US$ 1 bilhão, reforçando sua presença no mercado de investment banking. A compra inclui pagamento em dinheiro e ações, envolvendo cerca de 700 funcionários e operações internacionais.
O valor total da transação considera um pagamento inicial e uma parcela variável condicionada ao alcance de metas futuras nos próximos anos. Essa movimentação ocorre em um cenário de competição crescente entre bancos regionais americanos.
Com a aquisição, o US Bancorp pretende ampliar seu portfólio de serviços financeiros e manter o CEO da BTIG na liderança, garantindo continuidade nas operações focadas em fusões, aquisições e mercado de capitais.
O US Bancorp realizou a compra da corretora BTIG por US$ 1 bilhão, ampliando sua atuação no mercado de investment banking. A transação ocorre em um momento de intensa movimentação entre bancos regionais nos EUA. Com valor de mercado de US$ 84,6 bilhões, o maior banco regional dos Estados Unidos investiu recursos em dinheiro e ações para adquirir a corretora com cerca de 700 funcionários e operações internacionais.
O negócio envolve pagamento inicial de US$ 725 milhões, dividido entre US$ 362,5 milhões em dinheiro e 6,6 milhões de ações entregues aos acionistas do BTIG, além de um valor adicional de US$ 275 milhões condicionado a metas futuras a serem cumpridas nos próximos três anos. A aquisição encerra uma parceria de longa data, iniciada em 2016, focada no segmento de equity capital markets, estendida em 2023 para fusões e aquisições.
Segundo Stephen Philipson, vice-presidente do US Bancorp, o movimento visa suprir lacunas no portfólio de produtos voltados para clientes. A vertical de investment banking do US Bancorp foi criada em 2009 e hoje gera receita anualizada de US$ 1,4 bilhão, com foco em renda fixa. O BTIG, por sua vez, projeta US$ 750 milhões em receitas para 2025, especialmente em M&A e ECM.
A corretora participou de mais de 1,2 mil operações desde 2015 e ocupou posição próxima ao topo do ranking da Bloomberg em volume de IPOs. Depois da compra, o CEO do BTIG manterá seu cargo, passando a se reportar a Philipson. A operação é a mais recente entre bancos regionais que buscam maior competividade frente aos grandes bancos nacionais.
Tendência ‘2026 é o novo 2016’ viraliza e resgata memórias de uma década atrás
Uma nova tendência nas redes sociais, “2026 é o novo 2016”, tem provocado a volta de fotos e memórias de 10 anos atrás, especialmente entre os brasileiros no TikTok. A hashtag #2016 teve um aumento significativo desde o fim de 2025, mostrando um interesse renovado pelo passado recente.
A movimentação não se limita só ao Brasil, alcançando países como EUA, Canadá, Argentina e Itália, e reflete o desejo de relembrar os hábitos e estilos da última década. Celebridades nacionais e internacionais aderiram à trend, compartilhando momentos marcantes de 2016 e ampliando o alcance da nostalgia.
Os usuários expressam saudades e reflexão sobre as mudanças ocorridas na última década, ressaltando o valor de revisitar o passado para compreender transformações pessoais e sociais. A trend destaca a memória coletiva que envolve esse período recente.
Uma nova tendência chamada 2026 é o novo 2016 tem tomado conta das redes sociais, reunindo fotos e memórias de dez anos atrás. A popularidade da hashtag #2016 cresceu muito desde o fim de 2025, especialmente no TikTok, onde só no último mês usuários brasileiros publicaram 25 mil conteúdos com a tag, quase 85% do total registrado nos quatro meses anteriores.
A onda não ficou restrita ao Brasil, expandindo para países como Estados Unidos, Canadá, Argentina e Itália, demonstrando seu alcance global. Essa movimentação reflete um interesse renovado por hábitos, estilos e plataformas que marcaram a década passada, incluindo o auge do Tumblr, Snapchat, e um Instagram com fotos mais espontâneas.
Famosos também entraram na brincadeira, impulsionando a popularidade da trend. Viih Tube teve mais de 600 mil curtidas em sua publicação sobre 2016, enquanto Maisa ultrapassou 1 milhão, resgatando seu tempo aos 15 anos. Entre artistas internacionais, Dua Lipa expressou o desejo de “desarquivar tudo” ao rever suas lembranças de 2016. Kylie Jenner e Hailey Bieber compartilharam imagens antigas com a frase “You just had to be there”.
Nos comentários, os usuários demonstram um sentimento coletivo de nostalgia, com frases como “Eu era feliz e não sabia 🥹” e “Como eu amava esse tempo, ninguém era triste”. Essa tendência destaca o interesse em revisitar o passado recente e refletir sobre as mudanças pessoais e sociais ocorridas nos últimos dez anos.
STF bloqueia bens de Nelson Tanure em investigação sobre Banco Master
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure, envolvido na investigação relacionada ao Banco Master. A medida foi tomada na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de manipulação de mercado e fraudes financeiras.
Tanure é investigado por ser sócio oculto do Banco Master, segundo a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. A decisão inclui, além do bloqueio patrimonial, a apreensão de seu celular e mandados cumpridos em endereços ligados a outros investigados.
Apesar da investigação, Tanure nega participação no controle do banco e mantém ativos em setores como energia, óleo e gás. A ação ressalta o impacto das apurações na esfera financeira e empresarial do país.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli ordenou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure, envolvendo o mesmo valor requisitado para Daniel Vorcaro, ex-controlador do extinto Banco Master. A ação, solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), integra a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de manipulação de mercado e fraudes financeiras.
Conforme apontado pela PGR e confirmado pela Polícia Federal, Tanure seria sócio oculto do Banco Master, atuando por meio de fundos e estruturas societárias complexas, justificando o bloqueio do seu patrimônio. A decisão foi proferida em 6 de janeiro, com o bloqueio efetuado em 14 do mesmo mês, além da apreensão do celular do empresário e cumprimentos de mandados em endereços ligados a Vorcaro e sua família.
Tanure negou ser controlador ou sócio, mesmo minoritário, do Banco Master em nota divulgada no dia 15 de janeiro. Apesar da investigação, ele mantém investimentos estratégicos em outras áreas, como na Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro, onde seu fundo WNT detém 18,9% do capital e planeja participar de aumento de capital previsto em até R$ 1,5 bilhão.
Enquanto se desfaz quase totalmente de sua participação na Prio para pagar credores, Tanure segue ativo no mercado, atuando nas áreas de energia, óleo e gás, saúde e varejo, mesmo sob escrutínio financeiro e policial.
Tabela do Imposto de Renda terá defasagem de 157% em 2025, diz Sindifisco
O Sindifisco Nacional revelou que a defasagem da tabela do Imposto de Renda deve alcançar 157,22% em 2025 devido à inflação acumulada desde 1996, quando cessou o reajuste automático. A inflação medida pelo IPCA aumentou em relação a 2024, mantendo a defasagem em alta.
Se a tabela fosse corrigida integralmente, somente quem recebe mais de R$ 6.694,37 por mês pagaria imposto. Em 2026, a isenção de IR subiu para rendimentos de até R$ 5 mil, mas a defasagem ainda eleva a carga tributária sobre a classe média.
Simulações indicam que contribuintes com renda mensal de R$ 6.500 pagam até R$ 535 a mais, e quem ganha R$ 10 mil paga R$ 1.186 a mais, mostrando impacto regressivo do imposto e a necessidade de correção plena da tabela.
O Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) apontou que a defasagem da tabela do Imposto de Renda atingiu 157,22% em 2025, considerando a inflação acumulada desde 1996, quando o reajuste automático foi interrompido. A inflação oficial, medida pelo IPCA, fechou o ano em 4,26%, conforme o IBGE, representando aumento em relação a 2024, quando a defasagem era de 154,49%.
Se a tabela fosse totalmente corrigida, apenas quem recebe mais que R$ 6.694,37 por mês pagaria imposto, com alíquota máxima de 27,5% válida para ganhos superiores a R$ 12.374,74. Atualmente, essa alíquota incide sobre rendas a partir de R$ 7.350,01.
Entre 2016 e 2022, a tabela ficou congelada. O governo atual aumentou a faixa de isenção em 2023 e 2025, elevando-a a R$ 2.428,80, com dedução que garante isenção para até R$ 3.036,00 mensalmente. Desde janeiro de 2026, a isenção chegou a rendimentos de até R$ 5.000, com redução gradual até R$ 7.350, mantendo a tabela progressiva acima desse valor.
O presidente do Sindifisco, Dão Real, destacou avanço com a isenção para rendas até R$ 5 mil, mas lembrou que a defasagem da tabela do Imposto de Renda continua penalizando especialmente a classe média devido ao efeito arrasto, que eleva implicitamente a carga tributária.
Simulações mostram que contribuintes com renda de R$ 6.500 pagam R$ 535 a mais por mês, e quem ganha R$ 10 mil, R$ 1.186 a mais, em comparação com tabelas corrigidas. Para rendas muito altas, o impacto é menor, evidenciando a regressividade do imposto.
O Sindifisco reforça que a correção integral da tabela não deve limitar-se à faixa de isenção, sob pena de manter a elevação oculta da tributação.
Sumsub e fintech argentina belo firmam parceria para expansão no Brasil
A Sumsub firmou parceria com a fintech argentina belo para apoiar sua expansão no Brasil e outros países da América Latina. O acordo prevê o uso de tecnologias avançadas para verificação de identidade e cumprimento de normas locais, facilitando o cadastro dos usuários.
A fintech belo oferece carteira digital para criptomoedas e moedas fiduciárias e iniciou operações no Brasil em novembro de 2025. Com o suporte da Sumsub, terá acesso a ferramentas baseadas em inteligência artificial para garantir conformidade regulatória sem perder agilidade.
Essa colaboração visa consolidar a presença da belo na região, promovendo processos seguros e alinhados às exigências regulatórias, além de reduzir custos operacionais e facilitar o crescimento do mercado fintech na América Latina.
A Sumsub firmou uma parceria com a fintech argentina belo para apoiar sua expansão no Brasil e em outros países da América Latina. A acordo prevê a utilização de tecnologias avançadas de verificação de identidade e soluções para garantir conformidade regulatória local, facilitando o cadastro e onboarding de novos usuários. A belo, que oferece carteira digital para transferência de criptomoedas, stablecoins e moedas fiduciárias, começou suas operações no Brasil em novembro de 2025.
Com o suporte da Sumsub, a fintech terá acesso à cobertura regional e ferramentas baseadas em inteligência artificial para cumprir normas como KYC (Know Your Customer) e AML (prevenção à lavagem de dinheiro). A meta é manter a conformidade sem prejudicar a agilidade no processo de cadastro.
Segundo Edwin Rager, cofundador da belo, a parceria reforça o compromisso da startup com a conformidade para expandir os negócios com segurança, oferecendo uma experiência eficiente aos usuários na América Latina. A Sumsub relata que suas soluções possibilitam até 99% de aprovação nos processos de verificação, com um tempo médio de confirmação da identidade de 20 segundos.
A empresa ainda destaca que a automação dos processos reduz custos operacionais em até 40%, além de atender às regulações do Banco Central do Brasil e padrões internacionais contra fraudes. Daniel Mazzucchelli, gerente de Desenvolvimento da Sumsub para a região, afirma que o apoio à belo está alinhado com o objetivo de impulsionar o crescimento do mercado fintech na América Latina.
Essa colaboração busca consolidar a presença da belo, com processos seguros e alinhados às exigências regulatórias em múltiplas jurisdições latino-americanas.
Exportações brasileiras de carne bovina devem manter volume de 3,3 a 3,5 milhões de toneladas em 2026
As exportações de carne bovina do Brasil devem se manter estáveis em 2026, com volumes estimados entre 3,3 e 3,5 milhões de toneladas. Essa previsão leva em conta o cenário atual, incluindo as restrições comerciais da China, principal mercado brasileiro.
Para compensar a diminuição da demanda chinesa, o Brasil aposta na diversificação dos destinos das exportações, focando em países como Vietnã, Japão, Coreia do Sul, Filipinas e Indonésia. Essa estratégia visa preservar o volume total exportado e manter o país como líder global no setor.
As exportações de carne bovina do Brasil devem manter-se estáveis em 2026, com volumes previstos entre 3,3 milhões e 3,5 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Em 2025, o país exportou cerca de 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, incluindo produtos frescos e processados.
O presidente da Abiec, Roberto Perosa, explicou que essa estabilidade acontece apesar das restrições impostas pela China, principal mercado comprador, que adotou medidas para proteger sua indústria interna. A China adquiriu metade do total das exportações brasileiras no ano passado.
Para compensar essa redução de demanda chinesa, a Abiec aposta na realocação das carnes para outros mercados. O Vietnã recentemente liberou a importação de carne bovina brasileira, enquanto negociações avançam para ampliar vendas no Japão, Coreia do Sul, Filipinas e Indonésia.
As empresas brasileiras de carne listadas em bolsa, como JBS, Marfrig e Minerva, estão entre as representadas pela Abiec. A diversificação dos destinos das exportações deve ajudar a preservar o volume total de carnes embarcadas pelo Brasil em 2026, mantendo o país como um dos maiores exportadores globais.
Protestos no Roblox levantam debate sobre segurança digital e liberdade de expressão
Em janeiro de 2026, o Roblox implementou a verificação de idade por biometria facial para liberar o uso do chat, visando proteger crianças contra assédio e grooming. A medida gerou protestos virtuais de crianças e pré-adolescentes, que questionam a relação entre segurança e liberdade de expressão nessa plataforma.
Especialistas destacam que esses conflitos mostram a importância do letramento digital para a Geração Alpha, que vê o ambiente virtual como espaço de convivência e identidade. A biometria é apenas uma medida, e o combate real ao assédio depende de educar jovens para identificar riscos e agir de forma crítica.
Pesquisadores alertam que o chat oferece riscos constantes, e que as tecnologias restritivas são barreiras adicionais. Porém, é essencial unir tecnologia, políticas públicas e educação para proteger sem cercear a autonomia jovem, garantindo um debate equilibrado e inclusivo.
Em janeiro de 2026, a Roblox implementou a verificação de idade por biometria facial e documentos para liberar o uso do chat, buscando proteger crianças contra assédio e grooming. A ação causou protestos dentro da plataforma, com crianças e pré-adolescentes organizando manifestações virtuais, refletindo preocupações sobre a liberdade de expressão e segurança digital.
Especialistas como Thais Pianucci, da Start by Alura, destacam que esses protestos revelam como os ambientes virtuais são espaços de convivência e construção de identidade para a Geração Alpha. Para ela, sem letramento digital, a proteção pode ser vista como limitação à autonomia, pois jovens entendem esses espaços como praças públicas digitais.
A biometria é uma camada importante, mas não suficiente, já que pode ser burlada. Pianucci ressalta que o real combate ao assédio depende do desenvolvimento do pensamento crítico e da identificação de comportamentos de risco, temas essenciais do letramento digital estruturado. O objetivo é transformar jovens em criadores ativos, entendendo que as regras garantem liberdade e ética na criação.
Por sua vez, Daniel Barbosa, pesquisador da ESET Brasil, afirma que o chat representa risco constante e que medidas restritivas oferecem uma proteção extra. Ele alerta para ameaças como executors, que funcionam como portas para malwares e roubos de dados visando crianças e adolescentes.
O caso reforça a necessidade de combinar tecnologia, políticas públicas e educação digital, para proteger sem restringir indevidamente. O debate mostra que faixa etária não é medida eficaz de comportamento e que é fundamental ouvir o público jovem.
STF bloqueia bens de Nelson Tanure em investigação sobre Banco Master
O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure dentro da investigação sobre o extinto Banco Master. A decisão atende pedido da Procuradoria-Geral da República na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga manipulação de mercado e fraudes.
Nelson Tanure é apontado como sócio oculto do Banco Master, segundo a Polícia Federal e a PGR, mas nega ligação societária. Além do bloqueio, houve apreensão de celular e mandados cumpridos contra aliados de Daniel Vorcaro, controlador do banco.
Mesmo com as investigações, Tanure mantém seus investimentos no setor energético, como na distribuidora Light, e continua atuando no mercado brasileiro, apesar dos desafios jurídicos e financeiros.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli ordenou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure, em valor correspondente ao pedido contra Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master. A decisão atende a solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) dentro da segunda fase da Operação Compliance Zero.
A PGR aponta Tanure como “sócio oculto” do Banco Master, influenciando via fundos e estruturas societárias complexas, conforme dados da Polícia Federal. A operação investiga suspeita de manipulação de mercado e fraudes financeiras, acumulando R$ 5,7 bilhões bloqueados em bens de investigados. Tanure também teve seu celular apreendido e cumpridos mandados em endereços ligados a Vorcaro e familiares.
O empresário nega qualquer relação societária com o Master, afirmando: “Não fui nem sou controlador, tampouco sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”. Conhecido por atuar em empresas em crise, Tanure mantém participação no setor energético.
Embora esteja se desfazendo da Prio para pagar credores, Tanure preserva investimentos na distribuidora Light, onde o fundo WNT, vinculado a ele, detém 18,9% do capital. A Light renovou a concessão junto ao Ministério de Minas e Energia e planeja um aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão, operação que Tanure deve acompanhar para manter sua posição.
Mesmo sob investigação e desafios financeiros em parte do portfólio, Tanure permanece como acionista relevante em energia, óleo e gás, saúde e varejo no mercado brasileiro.
Em janeiro de 2026, a plataforma Roblox implementou a verificação de idade usando biometria facial ou documento para liberar o uso do chat, visando proteger crianças contra assédio e grooming. A medida, porém, gerou protestos virtuais de crianças e pré-adolescentes, que discutem liberdade de expressão, segurança digital e autonomia online. Esses jovens enxergam o ambiente virtual como um espaço público e manifestam resistência à restrição.
Especialistas como Thais Pianucci, diretora da Start by Alura, destacam que a biometria é apenas uma camada de proteção, pois pode ser burlada. Ela ressalta que a educação digital, com foco no desenvolvimento do pensamento crítico, é fundamental para identificar comportamentos de risco. A especialista defende que o equilíbrio está em transformar usuários passivos em criadores ativos, mostrando que as regras de segurança incentivam a criatividade com ética.
Além disso, Pianucci aponta que famílias e escolas devem dividir responsabilidades para reduzir um “novo analfabetismo digital” que agrava desigualdades. Plataformas, por sua vez, precisam ser aliadas no processo educativo, adotando transparência e promovendo alfabetização midiática.
Na área de cibersegurança, especialistas reforçam a importância das restrições para proteger crianças de vulnerabilidades, como chats abertos e programas maliciosos externos que podem roubar dados. O diálogo atual confirma que combinar tecnologia, políticas públicas e letramento digital é essencial para garantir proteção sem limitar a autonomia dos jovens.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação