X não possui regras para impedir criação de deepnudes com a IA Grok
A inteligência artificial Grok, do X (antigo Twitter), não possui diretrizes específicas para impedir a criação de deepnudes, imagens que expõem pessoas nuas sem consentimento. Desde o início de 2026, foram denunciadas milhares de imagens explícitas geradas automaticamente, principalmente envolvendo mulheres e crianças.
Um caso emblemático foi o da cantora Julie Yukari, que teve sua imagem alterada sem permissão para uma cena sexual. Apesar da plataforma inicialmente negar violação das regras, a imagem foi removida posteriormente. Autoridades brasileiras têm sido acionadas para investigar e regulamentar o uso dessa tecnologia.
Especialistas alertam para a vulnerabilidade causada pela falta de medidas de proteção, ressaltando a necessidade de políticas públicas mais rigorosas. Alguns países já bloquearam o acesso à ferramenta, enquanto a empresa anunciou restrições geográficas para evitar a criação de conteúdos ilegais.
O Grok, inteligência artificial do X (antigo Twitter), não possui diretrizes que impeçam a geração de deepnudes, imagens que mostram pessoas nuas sem consentimento. Desde o início de 2026, denúncias revelaram a criação de milhares de imagens explícitas, principalmente afetando mulheres e crianças, geradas automaticamente a partir de fotos publicadas na plataforma.
Um caso recente envolveu a cantora Julie Yukari, que teve sua imagem alterada pelo Grok para uma cena sexual sem permissão. A plataforma negou inicialmente a remoção, alegando ausência de violação das diretrizes; porém, mais tarde, a imagem foi removida sem explicações.
A deputada Erika Hilton denunciou o Grok ao Ministério Público Federal e à Agência Nacional de Proteção de Dados, destacando os riscos dessa prática. Especialistas afirmam que, legalmente, plataformas podem ser responsabilizadas por conteúdos gerados sem consentimento, reforçando que termos de uso não substituem a legislação vigente.
Em resposta, a xAI anunciou o bloqueio geográfico para impedir que o Grok produza imagens de nudez em regiões onde isso é ilegal, como Reino Unido e Califórnia. Países como Malásia, Indonésia e Filipinas bloquearam completamente o acesso à ferramenta.
Pesquisadoras alertam que a ausência de proteção reforça a vulnerabilidade de mulheres e crianças. O uso inadequado da IA, especialmente baseada em conteúdos pornográficos, inclusive infantil, exige políticas públicas e regulamentações mais rigorosas. Recomenda-se cuidado na publicação de imagens pessoais online, sobretudo de menores, para reduzir riscos.
O debate segue aberto sobre como equilibrar inovação tecnológica e proteção dos direitos individuais em redes sociais que incorporam IA.
Nos últimos 39 anos, o HIV causou a morte de 44 milhões de pessoas no mundo. Um avanço importante é o lenacapavir, medicamento que pode reduzir significativamente os efeitos da pandemia.
No Brasil, onde a Aids é controlada com relativo sucesso, o lenacapavir representa um passo relevante junto com outros tratamentos. A cooperação internacional e políticas públicas são essenciais para o controle da doença globalmente.
Ao longo dos últimos 39 anos, o HIV foi responsável pela morte de 44 milhões de pessoas mundialmente. Um avanço recente na luta contra a doença vem com o lenacapavir, o medicamento que tem se destacado como a melhor arma contra o HIV e promete diminuir significativamente os impactos da pandemia.
Em 1989, a reportagem que revelou o diagnóstico do cantor Cazuza foi um marco para o debate aberto sobre a doença no Brasil. Desde então, já se viu uma série de avanços nas pesquisas, desde a esperança em vacinas até tratamentos mais eficazes. Ainda que a cura definitiva não esteja disponível, o lenacapavir representa um passo importante junto a outros protocolos preventivos.
O Brasil é lembrado mundialmente pelo controle relativamente eficaz sobre a Aids. No entanto, há preocupações com países da África Subsaariana, onde o controle da doença depende fortemente da cooperação internacional e da implementação consistente de políticas públicas.
Para a erradicação da doença, é necessário que a ciência ultrapasse os laboratórios e se incorpore em políticas que atendam globalmente quem mais precisa. A cooperação entre economias e sistemas de saúde será essencial para transformar o progresso científico em resultados efetivos no combate ao vírus.
O cenário atual aponta para um futuro acessível e realista, em que a doença pode ser controlada com a ajuda de tratamentos como o lenacapavir, aproximando profissionais e pacientes do que muitos esperam chamar de o obituário da maldita.
Mercado Bitcoin adquire corretora do Banco Mercantil no Brasil
O Mercado Bitcoin concluiu a compra da corretora CCTVM do Banco Mercantil, operação aprovada pelo Banco Central e aguardando confirmação oficial.
Com a aquisição, o Mercado Bitcoin expande sua atuação para além dos ativos digitais, incluindo títulos, valores mobiliários e câmbio. A base de clientes ultrapassa 4 milhões.
Essa movimentação acontece antes da entrada do novo marco regulatório para ativos virtuais, que vai alinhar as operações de criptoativos às regras do mercado financeiro tradicional.
O Mercado Bitcoin anunciou a compra da Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários (CCTVM) do Banco Mercantil, operação aprovada pelo Banco Central e aguardando publicação oficial.
Com essa aquisição, a empresa amplia sua atuação em áreas reguladas como títulos, valores mobiliários e câmbio, além do mercado de ativos digitais. A base de clientes ultrapassa 4 milhões, que agora terão mais opções e acesso a criptoativos.
Essa movimentação acontece pouco antes da vigência do novo marco regulatório para o mercado de ativos virtuais, que entra em vigor em fevereiro. As regras, definidas pelo Banco Central, exigem que as empresas de cripto estejam autorizadas e sigam padrões rigorosos de governança e controle, aproximando suas operações das instituições financeiras tradicionais.
Esse novo ambiente regula também operações internacionais com criptoativos, alinhando-as às normas do mercado de câmbio.
Roberto Dagnoni, chairman do Mercado Bitcoin, afirmou que a compra fortalece a integração entre o mercado financeiro tradicional e a economia digital, contribuindo para um ecossistema de investimentos mais completo.
Após a aquisição, a CCTVM fará parte das empresas reguladas do grupo, que já inclui instituição de pagamento, administradora de valores mobiliários e plataforma de investimento, todas supervisionadas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários.
Bolsa da Venezuela em disparada: oportunidade real ou armadilha para os investidores?
O mercado financeiro venezuelano vive dias de euforia sem precedentes. Após a notícia da captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, a bolsa de valores da Venezuela, o IBVC, registrou uma alta meteórica de 148%, medida a partir de 23 de dezembro. O movimento, embora expressivo, levanta um questionamento entre os investidores: é o início de uma recuperação histórica ou um voo de galinha alimentado pela especulação?
Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e criador do canal Economista Sincero, a resposta exige cautela. \”O mercado trabalha com expectativa. Em cenários bons, a expectativa sobe, em cenários ruins, cai\”, explica o economista, ressaltando que a alta atual do IBVC se baseia exclusivamente na possibilidade de uma troca de regime, uma vez que o chavismo ainda mantém estruturas de poder.
Mendlowicz compara o momento atual com a dinâmica de resultados de empresas. “Muitas vezes, uma ação sobe antes de um balanço positivo e despenca quando o resultado, mesmo sendo bom, já foi precificado. No caso da Venezuela, a euforia é alimentada por uma tese de ‘fruta baixa’, cuja estratégia é buscar ativos extremamente baratos após décadas de crise”, explica o economista.
Essa onda de otimismo não está isolada. O economista aponta que o investidor global voltou a olhar para a América Latina com bons olhos, citando a Argentina, que registrou recentemente o menor risco soberano dos últimos 7 anos, e as mudanças políticas no Chile. Para o Brasil, ele projeta um cenário igualmente otimista, caso haja uma sinalização de alternância de governo em 2026: \”Apenas a possibilidade da troca de governo por um gestor respeitável poderia levar o Ibovespa aos 200 mil pontos\”, pontua Charles.
Imóveis na Venezuela: preços de banana, riscos de ouro
Uma das maiores curiosidades dos investidores de varejo tem sido o mercado imobiliário venezuelano. Com a debandada de mais de 8,6 milhões de pessoas do país, os preços das propriedades desabaram entre 50% e 90%. Só na capital, estima-se a existência de 3 mil casas abandonadas segundo declarações do ex-presidente da Câmara Imobiliária Metropolitana de Caracas, Roberto Orta Martínez.
No entanto, Mendlowicz alerta para o que chama de ‘armadilha para inocentes’. Embora seja possível encontrar apartamentos de luxo por frações do preço de um imóvel no Brasil, os riscos são sistêmicos.
“É fácil comprar, mas pode ser impossível vender se a recuperação econômica não se concretizar, isso afeta a liquidez. Há risco de insegurança jurídica, com relatos de golpes onde o mesmo imóvel é vendido para múltiplas pessoas, além da ocupação por cartéis ou grupos armados. É preciso ficar também atento aos custos ocultos. Propriedades abandonadas exigem reformas estruturais caríssimas, e a gestão à distância é um desafio logístico e de segurança”, alerta o Economista Sincero.
Como investir com segurança?
Para quem ainda assim deseja exposição ao renascimento venezuelano, o economista sugere o mercado financeiro em vez do físico. Gestoras nos Estados Unidos já estão em processo de registro de ETFs (fundos de índice) focados na Venezuela, o que permitiria ao investidor entrar e sair do mercado com muito mais agilidade.
\”Eu prefiro de longe investir em renda variável, ações e ETFs, do que comprar um imóvel sem conhecimento local\”, afirma Charles. Ele traça um paralelo com a febre dos NFTs de ‘macacos’ (Bored Apes), lembrando que muitos influenciadores promovem ativos no topo para depois deixarem os seguidores com o prejuízo na mão.
Charles Mendlowicz finaliza a análise dizendo que a alta de 148% da bolsa de valores da Venezuela é um sinal de que o mundo está de olho no país, mas o investidor consciente deve priorizar a liquidez e evitar decisões baseadas apenas no FOMO (fear of missing out, ou medo de ficar de fora). \”Nesse momento, eu só peço calma. Se for investir, tem que fazer direito\”, conclui o economista.
Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller \”18 princípios para você evoluir\”. Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.
Via: Grayce Rodrigues
16/01/2026 às 15:12 - Tecnologia e Inovação
Descoberta de vidros formados por impacto cósmico no Brasil revela colisão de 6 milhões de anos
Pesquisadores brasileiros identificaram o primeiro campo de vidros formados por impacto cósmico, chamados geraisitos, no Brasil. Esses fragmentos foram encontrados em Minas Gerais, Bahia e Piauí, formando uma extensão de mais de 900 km. Eles datam de cerca de 6,3 milhões de anos, resultado da passagem de um corpo extraterrestre que derreteu material terrestre.
Os geraisitos possuem alta concentração de sílica e baixo teor de água, com formatos variados e superfícies translúcidas sob luz intensa. A análise indicou origem na crosta continental arqueana, correspondente ao final do Mioceno. A cratera responsável por esse impacto ainda não foi encontrada, mas a busca foca no cráton do São Francisco.
Essa descoberta amplia o conhecimento sobre impactos cósmicos na América do Sul e ajuda a diferenciar vidros de impacto de materiais comuns. A equipe da Unicamp continua investigando para entender melhor a energia do impacto e suas características.
Pesquisadores brasileiros confirmaram a existência do primeiro campo de tacitos no Brasil, denominado de geraisitos, fruto de um impacto cósmico ocorrido há aproximadamente 6,3 milhões de anos. Esses fragmentos vítreos foram encontrados inicialmente no norte de Minas Gerais, com ocorrências ampliadas para a Bahia e Piauí, formando uma faixa de mais de 900 km.
Os geraisitos, formados a partir do material terrestre derretido e rapidamente resfriado durante a passagem atmosférica de um corpo extraterrestre, apresentam alta concentração de sílica (entre 70,3% e 73,7%) e baixíssimo teor de água, típico desses vidros de impacto. Com formatos variados, esses fragmentos vão de menos de 1 grama a quase 86 gramas, e exibem superfícies escuras e cavadas, porém translúcidas sob luz intensa.
A análise isotópica revela que os materiais originaram-se da crosta continental arqueana, datando um evento único no final do Mioceno. Até agora, não foi identificada a cratera correspondente, fato comum em campos de tacitos globais. A busca pela cratera no Brasil foca no cráton do São Francisco, uma área geologicamente antiga.
A descoberta amplia o conhecimento sobre impactos cósmicos na América do Sul, antes limitada a poucos registros. A equipe responsável, liderada por Álvaro Penteado Crósta da Unicamp, segue investigando a distribuição dos geraisitos e modelando parâmetros do impacto, como energia e velocidade, para entender melhor suas características.
O estudo destaca a relevância de identificar corretamente esses vidros e evitar confusões com materiais comuns, contribuindo para separar dados científicos de especulações sobre riscos de meteoritos.
Ações da CVC (CVCB3) caem mais de 20% após troca no comando da empresa
As ações da CVC (CVCB3) tiveram uma forte queda na B3 nesta sexta-feira (16), chegando a recuar até 24,81% durante o pregão e fechando com baixa de 13,70%, cotadas a R$ 2,33.
Essa movimentação acompanha a substituição do CEO Fabio Martinelli Godinho, que liderava a empresa desde 2023. O novo presidente é Fabio Mader, com mandato até a próxima reunião do conselho após a Assembleia Geral Ordinária de 2025.
Segundo o banco Citi, a troca é vista como neutra com viés positivo, enquanto o Santander considera o movimento um passo natural na estratégia da CVC. Analistas destacam alinhamento na estratégia e desafios financeiros futuros.
As ações da CVC (CVCB3) sofreram forte queda nesta sexta-feira (16) na B3, chegando a registrar uma baixa de 24,81% durante o pregão, fechando em recuo de 13,70%, cotadas a R$ 2,33 por volta das 14h30 (horário de Brasília). O movimento negativo acompanha o anúncio da substituição do CEO da empresa.
O conselho de administração decidiu destituir Fabio Martinelli Godinho, que havia assumido o cargo em 2023 para conduzir um processo de reestruturação na companhia. A partir de agora, a liderança da CVC passa a ser exercida por Fabio Mader, com mandato até a reunião seguinte do conselho após a Assembleia Geral Ordinária de 2025.
O banco Citi classificou a mudança como uma ação neutra, mas com viés positivo. Segundo os analistas, Godinho foi responsável por iniciativas importantes como oferta de ações e renegociação de dívidas, enquanto Mader deve focar em aspectos técnicos, como produto e precificação, num momento de maior estabilidade para a empresa. Ainda assim, o Citi mantém recomendação neutra para a CVC, apontando o alto nível de endividamento como um fator limitante para valorização dos papéis.
Para o Santander, a troca no comando é um “próximo passo natural” dentro do plano já existente, sem alterações no “rumo” da companhia. Os analistas do banco destacam que Mader está alinhado com a estratégia de crescimento e melhoria da rentabilidade, também buscando um balanço financeiro mais equilibrado.
Walmart promove mudanças na liderança antes da troca de presidente nos EUA
O Walmart realizou alterações na direção de suas principais divisões nos Estados Unidos, com David Guggina assumindo o cargo de CEO da divisão americana. Essa mudança faz parte da preparação para a chegada de um novo presidente global na empresa.
Guggina, que veio da Amazon, lidera o setor digital do Walmart nos EUA desde janeiro, focando em expansão de entregas e redução de custos logísticos. A transição ocorre com a aposentadoria do atual CEO Doug McMillon e visa fortalecer a empresa em um mercado competitivo.
Além disso, houve mudanças na direção do Sam’s Club e do Walmart International, com novos CEOs assumindo esses setores. As alterações entram em vigor em fevereiro, coincidindo com a inclusão do Walmart no Nasdaq 100 Index.
O Walmart promoveu mudanças importantes na liderança de suas principais divisões nos Estados Unidos, preparando a transição para a chegada de um novo presidente nas próximas semanas. David Guggina, ex-diretor executivo de comércio eletrônico, foi elevado ao posto de CEO da divisão americana, que é o maior negócio da companhia e movimenta centenas de bilhões de dólares. Ele substitui John Furner, que liderava essa área há seis anos e agora assume como CEO global da empresa.
Guggina chegou ao Walmart vindo da Amazon há oito anos e, desde janeiro, comanda o negócio digital no país, direcionando esforços para expansão das entregas e redução dos custos logísticos, o que tem ajudado a aumentar a rentabilidade frente a um mercado cada vez mais competitivo e consumidores exigentes.
Essas mudanças coincidem com a aposentadoria do atual CEO Doug McMillon, responsável pela transformação da empresa em uma potência digital. O Walmart enfrenta concorrência acirrada de redes como Costco, Target, Aldi, além da própria Amazon, que tem ampliado sua oferta física e de alimentos.
Além disso, a direção do Sam’s Club, rede de clubes de compras, terá Latriece Watkins como nova CEO, enquanto Chris Nicholas assume o comando do Walmart International, mercado significativo que inclui China, México e Índia.
Essas alterações começam a valer em 1º de fevereiro, quando o Walmart também será incluído no Nasdaq 100 Index, após transferência do pregão da Bolsa de Nova York.
Ações da CVC caem mais de 20% após troca no comando da empresa
As ações da CVC registraram uma queda expressiva na B3, de até 24,81%, após o anúncio da troca no comando da empresa. O antigo CEO, Fabio Martinelli Godinho, foi substituído por Fabio Mader, que assume com mandato até 2025.
Analistas do Citi e Santander consideram a mudança neutra a positiva, destacando a experiência do novo CEO em áreas-chave. Entretanto, o alto endividamento da empresa limita o potencial de valorização das ações.
A alteração no comando é vista como parte da estratégia para buscar crescimento e controle financeiro, mantendo a recomendação neutra para os papéis da CVC no mercado.
As ações da CVC (CVCB3) sofreram queda significativa na B3 nesta sexta-feira (16), chegando a recuar até 24,81% (R$ 2,03) no menor momento do pregão. Por volta das 14h30, os papéis fechavam com queda de 13,70%, cotados a R$ 2,33, liderando as perdas entre as ações negociadas fora do Ibovespa.
A queda acompanha o anúncio da troca no comando da companhia de turismo, com o conselho de administração destituindo Fabio Martinelli Godinho, que assumiu o cargo em 2023 para conduzir a reestruturação da empresa. A partir de agora, o novo CEO será Fabio Mader, com mandato até a primeira reunião do conselho após a Assembleia Geral Ordinária do ano de 2025.
Analistas do Citi consideram a mudança um movimento “neutro” a potencialmente positivo, visto que Godinho liderou processos importantes como a oferta de ações e renegociação de dívidas, enquanto Mader traz experiência técnica especialmente em produto e precificação. Apesar disso, o banco mantém a recomendação neutra para as ações, destacando o elevado endividamento da empresa, que limita o potencial de valorização.
O Santander vê a alteração no comando como um passo esperado da estratégia da CVC, sem mudanças relevantes em seu rumo. Os analistas do banco avaliam a nomeação do novo CEO alinhada à busca por crescimento, rentabilidade e controle da alavancagem financeira. A recomendação também segue neutra, com preço-alvo de R$ 2,40, indicando uma possível desvalorização de 11,1% em relação ao último fechamento.
Walmart realiza mudanças na liderança antes da troca no comando
O Walmart promoveu importantes mudanças na sua equipe de liderança antes da chegada do novo presidente. David Guggina foi oficializado como CEO da divisão americana, enquanto John Furner foi nomeado CEO global, substituindo Doug McMillon que se aposentará.
Além dessas nomeações, Latriece Watkins assume no Sam’s Club e Chris Nicholas na área internacional, focando expansão em mercados estratégicos. Essas decisões refletem a estratégia do Walmart para continuar competitivo em um mercado desafiador.
A empresa também reforça seus investimentos em tecnologia e inovação, estreando no Nasdaq 100 e integrando inteligência artificial para aprimorar suas operações e aumentar a rentabilidade.
O Walmart está passando por mudanças importantes na liderança antes da chegada do novo presidente, que assume em algumas semanas. David Guggina, que até então comandava o e-commerce nos EUA, foi promovido a CEO da divisão americana, principal negócio da rede varejista. John Furner, que esteve à frente dessa unidade por seis anos, foi nomeado CEO global. Essas alterações acompanham a aposentadoria de Doug McMillon, atual executivo-chefe.
Guggina, ex-Amazon, participou do crescimento da área digital do Walmart, impulsionando áreas de entrega e otimizando custos, o que ajudou a alcançar rentabilidade. O desafio agora é liderar uma operação que responde por centenas de bilhões de reais em vendas, em um cenário marcado pela concorrência forte de empresas como Costco, Target, Aldi e Amazon.
Além dessas mudanças, Latriece Watkins passa a ser CEO do Sam’s Club, buscando ampliar a base de associados e enfrentar o Costco. Chris Nicholas assume o Walmart International, com mercados como China, Índia e México no foco do crescimento global.
Seth Dallaire será chief growth officer, responsável por ações de publicidade, programas de associação e estratégias no marketplace, que contribuem para a lucratividade da rede americana. Todas as nomeações vigorarão a partir de 1º de fevereiro.
O Walmart também estreia no Nasdaq 100 Index, após troca de bolsa em dezembro, e segue investindo em inteligência artificial para integrar melhorias tecnológicas às operações de compra.
Brava Energia adquire ativos da Petronas na Bacia de Campos por US$ 450 milhões sem aumentar dívidas
A Brava Energia concluiu a aquisição de 50% dos ativos da Petronas nos campos Tartaruga Verde e módulo III de Espadarte, na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões. A transação envolve uma produção média projetada de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia para 2025, gerando receita imediata à Brava.
Apesar do valor da compra, a empresa mantém a meta de não aumentar sua alavancagem financeira. O pagamento será escalonado até 2025 e a operação deve contribuir para a redução da relação dívida/EBITDA.
A aquisição está alinhada com a nova estratégia da Brava, sob liderança do CEO Richard Kovacs, que aposta em fusões e aquisições para diversificar o portfólio e otimizar capital. A Petrobras mantém direito de preferência nessa transação.
A Brava Energia finalizou a compra da participação 50% da Petronas nos campos Tartaruga Verde e módulo III de Espadarte, na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões. Apesar de surpreender o mercado, a operação não altera a meta da empresa de reduzir a alavancagem financeira. Uma fonte próxima afirmou ao Brazil Journal que este deal contribui para desalavancar, já que o EBITDA gerado supera os desembolsos previstos.
O pagamento será dividido em US$ 50 milhões na assinatura, US$ 350 milhões no fechamento, previsto para julho de 2025, e duas parcelas de US$ 25 milhões em 12 e 24 meses após o closing. Os campos envolvem uma produção média de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia em 2025, gerando receita imediata para a Brava.
O movimento é o primeiro desde a mudança na liderança da companhia, com Richard Kovacs assumindo o posto de CEO a partir de 31 de janeiro, com uma estratégia clara de acelerar fusões e aquisições. Os ativos são operados pela Petrobras, que possui direito de preferência na transação.
A aquisição está alinhada com a busca contínua por diversificação e eficiência na alocação de capital, segundo comunicado oficial. A Brava também avalia novas oportunidades de revisão em seu portfólio.
Formada pela fusão entre Enauta e 3R Petroleum, a Brava encerrou o terceiro trimestre de 2025 com alavancagem de 2,3 vezes, abaixo das 3,4 vezes do primeiro trimestre, e mantém valor de mercado de R$ 8,36 bilhões.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação