Astronauta registra imagens de aurora vista da Estação Espacial Internacional
O astronauta japonês Kimiya Yui compartilhou imagens de auroras captadas durante sua missão na Estação Espacial Internacional (ISS). Essas imagens foram feitas poucos dias antes do retorno da missão Crew-11, que ocorreu em 15 de janeiro.
As auroras foram formadas devido à atividade solar, quando partículas emitidas pelo Sol interagem com o campo magnético da Terra, gerando cores vermelhas e verdes na atmosfera. Essa é uma demonstração da importância da ISS para o estudo de fenômenos naturais inacessíveis da Terra.
A missão Crew-11 voltou antecipadamente por causa de um problema médico não divulgado, partindo para o pouso no Oceano Pacífico, próximo à Califórnia. Essa foi a primeira antecipação médica da NASA em 25 anos de ocupação contínua da estação.
O astronauta japonês Kimiya Yui, de 55 anos, da Jaxa, divulgou imagens de uma aurora captada durante sua estadia na Estação Espacial Internacional (ISS). A publicação foi feita em sua conta na rede X poucos dias antes de seu retorno à Terra, ocorrido em 15 de janeiro. Yui integrou a missão Crew-11, que teve seu retorno antecipado devido a um problema médico não divulgado pela Nasa.
Segundo Yui, a atividade solar contribuiu para a formação das auroras que conseguiu registrar. O fenômeno ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol entram em contato com o campo magnético da Terra, gerando luzes coloridas na atmosfera. As imagens gravadas no espaço mostram os tons típicos de vermelho e verde que iluminam o planeta.
O retorno da Crew-11, programado inicialmente para maio, foi antecipado para garantir a segurança da equipe após a identificação do problema de saúde. O pouso foi realizado no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, Estados Unidos, às 5h42 (horário local).
Esta foi a primeira vez que a Nasa antecipou a volta de uma missão da ISS por motivações médicas, desde que a estação está ocupada ininterruptamente há 25 anos. A agência espacial costuma manter discrição sobre detalhes clínicos para preservar a privacidade dos astronautas.
Durante sua postagem, Kimiya Yui destacou a alegria em compartilhar as imagens das auroras vistas do espaço, ressaltando a importância da conexão entre os astronautas e o público interessado em observações espaciais e atmosféricas. Esse registro reforça a relevância da ISS como plataforma para estudos e registros que são inacessíveis da Terra.
Polícia Civil de São Paulo combate venda de ingressos falsos para shows do Iron Maiden
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação para combater a venda de ingressos falsos para os shows do Iron Maiden, que ocorrerão em outubro. Cinco mandados de busca foram cumpridos em locais no Tatuapé e Guarulhos, áreas da capital e Grande São Paulo.
O golpe usava sites que imitavam a plataforma oficial de vendas e aplicava phishing para enganar compradores que pagaram via Pix, mas não receberam seus ingressos. Foram apreendidos veículos, dinheiro e equipamentos eletrônicos para investigação, que segue em andamento.
A Polícia Civil de São Paulo iniciou uma operação para combater a venda de ingressos falsos para os shows da banda Iron Maiden, programados para os dias 25 e 27 de outubro. Cinco mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em empresas e residências no Tatuapé e em Guarulhos, regiões da capital paulista e da Grande São Paulo.
Chamada de “Fear Of The Pix”, a ação investigou um site fraudulento que imitava o visual da plataforma de vendas oficial LivePass. Os ingressos eram vendidos entre R$ 200 e R$ 700, com as vítimas realizando pagamentos pelo Pix, mas sem receber os bilhetes.
Foram apreendidos 13 relógios, três carros de luxo, R$ 11 mil em dinheiro, seis computadores e diversos documentos para análise. O esquema usava phishing para induzir os compradores a acreditarem estar em sites legítimos. Os valores pagos eram direcionados à empresa Rede de Serviços Financeiros Ltda., intermediada pela Hyper Wallet IP Ltda., que não tenha bloqueado as transações mesmo após denúncias.
Segundo a Polícia Civil, o golpe caracteriza estelionato, previsto no Código Penal no Artigo 171. A investigação começou após denúncia de vítima que pagou R$ 690 em dezembro de 2025 e não recebeu o ingresso.
Especialistas recomendam desconfiar de ofertas muito vantajosas, verificar cuidadosamente a URL dos sites, evitar compras por links enviados em mensagens e buscar sempre os canais oficiais para garantir a autenticidade das transações.
Smartfit enfrenta desafios, mas mantém otimismo para 2026, diz CEO
A Smartfit registrou queda de 9% nas ações após declarações do CEO Edgard Corona durante evento do BTG Pactual. Ele destacou possíveis pressões nas margens da empresa em 2026 devido ao cenário macroeconômico e aumento de feriados.
Apesar dos desafios, Corona permanece otimista, confiando em ganhos com o TotalPass, crescimento das margens em unidades em maturação e expansão em novas regiões para compensar os impactos.
A pressão no curto prazo preocupa investidores, especialmente com a intensificação das inaugurações e aumento da concorrência no setor fitness, como a entrada da rede australiana F45 no Brasil.
A ação da Smartfit registrou queda de 9% após declarações do fundador e CEO Edgard Corona no Retail CEO Day do BTG Pactual, enquanto o Ibovespa teve alta de 0,2%. Corona mencionou possível pressão nas margens da empresa em 2026, embora se mantenha otimista para o ano.
O executivo explicou que o cenário macroeconômico no Brasil, somado a um aumento significativo de feriados durante a semana, pode afetar as margens brutas das unidades maduras. Contudo, ele espera que esse impacto seja compensado pelos ganhos do TotalPass, pelo crescimento das margens em unidades em maturação e por resultados em novas regiões.
Investidores mostraram preocupação com a perspectiva de curto prazo, considerando a mensagem sobre margens um pouco mais pressionadas como uma reação exagerada. A margem bruta já enfrentou desafios no quarto trimestre de 2025 devido à intensificação das inaugurações, com 341 novas unidades abertas no ano, sendo 217 somente no último trimestre. Essas lojas recentes ainda têm baixa contribuição de receita, mas aumentam os custos.
Além das pressões internas, aumentou no Brasil a concorrência no setor fitness com a chegada da rede australiana F45 Training, que escolheu o país para expandir na América do Sul, com unidades no Rio de Janeiro e São Paulo.
A Smartfit está avaliada em R$ 12,5 bilhões e suas ações negociam a 12,7 vezes o lucro estimado para 2024, acumulando alta de 13,6% nos últimos 12 meses.
SPX Capital investirá até R$ 400 milhões na Vision Cybersecurity para ampliar atuação no mercado privado
A SPX Capital anunciou um investimento de até R$ 400 milhões na Vision Cybersecurity, empresa derivada da ISH Tecnologia. O aporte será destinado ao desenvolvimento tecnológico, expansão de soluções e futuras aquisições, com a SPX assumindo participação majoritária.
A Vision focará no mercado privado com 400 clientes iniciais, enquanto a ISH continuará atendendo o setor público. Essa divisão visa maior agilidade comercial e especialização. Rodrigo Dessaune seguirá na presidência do conselho de ambas as empresas.
O investimento responde ao aumento de ataques cibernéticos no Brasil e à baixa penetração de serviços de segurança digital, principalmente em médias empresas. O uso crescente de inteligência artificial por criminosos aumenta a demanda por soluções robustas, favorecendo o crescimento acelerado da Vision no mercado nacional.
A SPX Capital fará um aporte de até R$ 400 milhões na Vision Cybersecurity, empresa criada a partir de um spin-off da ISH Tecnologia, referência em cibersegurança no Brasil. O investimento, focado em inovação tecnológica, desenvolvimento de soluções e aquisições, ocorrerá majoritariamente em capital primário. Com a operação concluída, a SPX terá participação majoritária na Vision, que estréia com 400 clientes no setor privado.
A separação societária visa aumentar a agilidade e o foco comercial: a Vision atenderá exclusivamente o mercado privado, enquanto a ISH continuará sua atuação no setor público e defesa. Rodrigo Dessaune, fundador da ISH, seguirá como presidente do conselho em ambas.
Para a SPX Capital, o investimento une liderança tecnológica a um mercado com potencial de expansão. Enzo Ciantelli, responsável pela operação, destaca que a Vision usa intensamente inteligência artificial para inovar e escalar seus serviços, mantendo altos níveis de atendimento. A satisfação dos clientes reforça a expectativa de crescimento acelerado, que será impulsionado por futuras aquisições estratégicas.
O investimento surge em um momento de demanda intensa no Brasil, segundo país com maior número de ataques cibernéticos no mundo. Apesar disso, a penetração de serviços de segurança digital ainda é baixa, especialmente entre médias empresas. O aumento no uso de inteligência artificial por criminosos virtuais deve ampliar a necessidade por soluções robustas, favorecendo a expansão do setor no país acima da média global.
Você corre… e alguém pode “tomar” o seu território: como um app está transformando cidades em jogos invisíveis
Correr sempre foi um ato simples: sair de casa, escolher um caminho e voltar cansado. Mas um novo aplicativo está mudando essa lógica ao transformar ruas, bairros e até áreas verdes em territórios disputados digitalmente — e o mais curioso: sem que a maioria das pessoas perceba.
O aplicativo INTVL usa GPS, dados de corrida e mapas urbanos para criar um jogo silencioso que acontece em paralelo à vida real. Cada trajeto percorrido vira uma área conquistada. Cada nova corrida pode reforçar ou derrubar esse domínio. E o detalhe que prende os usuários: outras pessoas podem “invadir” o mesmo território correndo pelo mesmo percurso.
O resultado é um tipo de competição que mistura exercício físico, tecnologia de localização e mecânicas típicas de jogos online — só que espalhadas pela cidade.
O jogo não está na tela. Está na rua.
Diferente de aplicativos tradicionais de corrida, o INTVL não se limita a métricas como tempo, ritmo ou calorias. Ele cria uma camada invisível sobre o espaço urbano.
Quando um usuário inicia uma corrida, o aplicativo registra o trajeto com precisão. Aquela rota passa a ser “marcada”. Se outro corredor com o mesmo app passar por ali e fizer um percurso mais longo ou mais frequente, o território muda de dono — e o antigo proprietário é avisado.
Não há personagens virtuais, mapas coloridos ou gráficos chamativos na rua. Tudo acontece silenciosamente, enquanto a cidade segue normal. Quem não usa o app não vê nada. Quem usa, passa a enxergar o espaço urbano de outra forma.
Exercício virou competição digital — e isso muda o comportamento
Especialistas em tecnologia e comportamento digital observam que esse tipo de aplicativo não é apenas uma inovação fitness. Ele se encaixa em uma tendência maior: a gamificação extrema da vida cotidiana.
Ao transformar movimento físico em disputa territorial, o INTVL ativa gatilhos psicológicos conhecidos do mundo dos games: posse, defesa, progresso e reação imediata. Cada notificação funciona como um chamado à ação. Não para clicar, mas para sair de casa e correr.
Esse modelo já vem sendo analisado em portais especializados em tecnologia, como o TecMaker, que publicou uma análise mais aprofundada sobre como o app transforma cidades em verdadeiros tabuleiros de disputa digital. A abordagem mostra que o sucesso do INTVL não está apenas no esporte, mas na forma como ele usa tecnologia para redefinir o espaço urbano.
Integração com relógios inteligentes acelera a adesão
Outro fator que impulsiona o crescimento do aplicativo é a integração direta com Apple Watch e outros relógios inteligentes. Em muitos casos, o usuário sequer precisa levar o celular durante a corrida. O dispositivo registra tudo automaticamente.
Essa fluidez reduz atrito, aumenta a adesão e reforça o caráter quase invisível do jogo. A cidade vira cenário, o corpo vira controle, e o app atua em segundo plano.
Esse tipo de integração faz parte de um movimento maior observado no mercado de tecnologia, no qual dispositivos vestíveis deixam de ser acessórios e passam a ser interfaces centrais de experiências digitais — tema recorrente em análises publicadas no TecMaker sobre comportamento tecnológico emergente.
O INTVL não se limita à corrida individual. O aplicativo possui rankings, modos de jogo em grupo, clubes e competições mensais. Quanto mais territórios um usuário conquista e mantém, mais pontos acumula — e esses pontos podem gerar prêmios reais em desafios organizados pela plataforma.
Além disso, há um feed social interno onde corredores compartilham trajetos, estratégias e experiências. Essa camada comunitária reforça o engajamento e cria um senso de pertencimento que vai além do exercício físico.
Esse modelo lembra outros aplicativos recentes que exploram curiosidade, alerta constante e recompensa como forma de engajamento — uma lógica que vem sendo discutida em reportagens sobre novos apps que “prendem” o usuário sem parecerem invasivos.
Embora a proposta seja criativa, ela também levanta discussões importantes:
Como o uso intenso de GPS afeta a percepção de privacidade?
Até que ponto a competição constante pode gerar pressão ou comportamento compulsivo?
As cidades estão prontas para virar plataformas de jogos invisíveis?
Essas perguntas ainda não têm respostas definitivas. O que está claro é que aplicativos como o INTVL indicam um novo estágio da tecnologia: quando o digital deixa a tela e passa a disputar espaço com o mundo físico.
Conclusão: a cidade agora também joga
O INTVL mostra que a tecnologia já não precisa de realidade aumentada visível, óculos especiais ou cenários artificiais para mudar comportamentos. Basta um bom uso de dados, mapas e mecânicas de engajamento.
Enquanto muita gente ainda corre apenas para se exercitar, outras já estão, sem perceber, disputando territórios digitais pelas ruas da cidade. E esse jogo silencioso tende a crescer.
Para quem quer entender mais a fundo como esse tipo de aplicativo funciona, quais tecnologias estão por trás e por que eles se tornam tão envolventes, análises especializadas podem ser encontradas no TecMaker, portal dedicado a explicar essas transformações digitais de forma acessível.
Universidades chinesas avançam em rankings globais; instituições americanas recuam
Universidades chinesas têm se destacado em rankings globais de pesquisa acadêmica, assumindo as primeiras posições entre as melhores instituições do mundo. A Zhejiang University, na China, superou Harvard, que caiu para o terceiro lugar, refletindo um avanço significativo das universidades chinesas.
Esse movimento ocorre em meio a cortes no financiamento para pesquisa nas universidades americanas e a políticas restritivas para acadêmicos estrangeiros. A China investe fortemente em ciência e tecnologia, atraindo pesquisadores internacionais e aumentando sua produção científica.
A mudança indica uma reconfiguração na liderança acadêmica mundial, evidenciando a crescente importância da produção científica para o desenvolvimento tecnológico e a competitividade dos países.
Universidades chinesas vêm crescendo expressivamente em posições de destaque em rankings globais focados em produção acadêmica, enquanto instituições americanas perdem espaço. Segundo o Leiden Ranking, da Universidade de Leiden, na Holanda, a Zhejiang University, localizada em Hangzhou, China, assumiu a liderança, ultrapassando a tradicional Harvard, que caiu para a 3ª colocação.
Esse movimento representa uma mudança na dinâmica da pesquisa global, com instituições chinesas aumentando consideravelmente o volume e a qualidade de suas publicações científicas. Atualmente, oito das 10 primeiras posições do ranking são ocupadas por universidades chinesas, um contraste com o cenário do início dos anos 2000, quando sete das 10 melhores eram americanas e apenas uma chinesa figurava no top 25.
O avanço chinês ocorre em meio a cortes significativos nos financiamentos federais para pesquisa nas universidades dos EUA e a restrições que afetam acadêmicos internacionais. Enquanto as universidades americanas continuam aumentando a produção, o ritmo de crescimento da China é mais intenso, refletindo investimentos bilionários e políticas voltadas a atrair pesquisadores estrangeiros.
Essas mudanças sinalizam uma nova configuração na liderança acadêmica mundial e ressaltam a importância da produção científica não só para o prestígio das instituições, mas também para a competitividade dos países em inovação tecnológica e conhecimento avançado.
Bicycle negocia warrants na ancoragem do IPO do PicPay na Nasdaq
A gestora Bicycle, liderada por Marcelo Claure, firmou compromisso de US$ 75 milhões na ancoragem do IPO do PicPay na Nasdaq, buscando captar US$ 400 milhões. A Bicycle terá warrants que permitem comprar ações da J&F Participações após o período de lock-up, ajustados pela inflação americana.
Esses warrants dão à Bicycle a chance de ampliar seu investimento caso as ações se valorizem, sem diluir os demais acionistas. A operação inclui lock-up para J&F e direitos de preferência para recomprar os warrants.
Coordenado pelos bancos Citi, Bank of America e Royal Bank of Canada, o IPO visa atrair confiança dos investidores diante da volatilidade do mercado com as eleições no Brasil.
A gestora Bicycle, liderada por Marcelo Claure, negociou condições especiais para participar da ancoragem do IPO do PicPay na Nasdaq, buscando captar US$ 400 milhões. O compromisso da Bicycle é de US$ 75 milhões, sujeito a um lock-up de seis meses. Além disso, a gestora receberá warrants, options que lhe dão direito de comprar ações do PicPay da J&F Participações após o período entre o 11º e 14º mês do fechamento da oferta, corrigidas pela inflação americana (CPI).
Esses warrants permitem à Bicycle ampliar o investimento em PicPay, adquirindo ações ao preço do IPO ajustado pela inflação. Caso as ações valorizem além desse valor, a gestora pode aumentar sua participação, reduzindo o custo médio do investimento. Se o preço cair, os warrants perderão valor. Importante destacar que a compra das ações da J&F não resultará em diluição para os demais acionistas da fintech.
Esta estratégia de ancoragem é pouco usual, mas já foi adotada em IPOs brasileiras anteriores, como do banco Inter e da Smiles, com investidores como Atmos, Squadra e General Atlantic. A J&F terá direito de preferência para recomprar os warrants caso a Bicycle deseje vendê-los, e haverá lock-up para a J&F vender suas ações até três meses após o exercício dos bônus.
Os bancos Citi, Bank of America e Royal Bank of Canada atuam como coordenadores da oferta, prevista para ser lançada em breve, com definição do preço final no fim do mês. A negociação busca fortalecer a confiança dos investidores diante da volatilidade provocada pela aproximação das eleições no Brasil.
O uso de psicodélicos em tratamentos clínicos enfrenta desafios devido à necessidade de longas sessões para monitorar estados alterados de consciência. Duas abordagens principais tentam viabilizar essa terapia: a primeira busca eliminar os efeitos psicodélicos mantendo a neuroplasticidade; a segunda foca em abreviar os efeitos para melhorar a eficiência do tratamento.
Pesquisas indicam que a duração prolongada da experiência psicodélica pode ser fundamental para o impacto terapêutico, proporcionando um período maior para reorganizar pensamentos e comportamentos. Substâncias como ibogaína e LSD são destaque nessa linha de estudo.
Entretanto, sem suporte psicoterapêutico adequado, a plasticidade cerebral aumentada pode gerar frustração, ressaltando a importância do acompanhamento profissional no uso clínico dos psicodélicos.
A incorporação das terapias com psicodélicos em tratamentos clínicos enfrenta desafios, principalmente pela necessidade de longas sessões para monitorar estados alterados de consciência.
Duas abordagens principais buscam viabilizar essa terapia. A primeira, chamada de psicoplastógenos, tenta eliminar os efeitos psicodélicos enquanto mantém a indução de neuroplasticidade, que facilita novas conexões cerebrais, consideradas essenciais para o benefício terapêutico.
Essa estratégia, porém, pode reduzir a experiência subjetiva profunda, priorizando a funcionalidade e o equilíbrio emocional ao custo da transformação psicológica significativa.
A segunda abordagem busca abreviar os efeitos psicodélicos para melhorar a relação custo-benefício e facilitar a assimilação pelo sistema de saúde mental. Pesquisas exploram o uso de substâncias como DMT em formatos inaláveis para depressão.
Porém, estudos recentes indicam que o benefício está relacionado ao tempo prolongado de abertura da janela de aprendizado facilitada pelos psicodélicos. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley mostram que substâncias como ibogaína e LSD, que provocam viagens longas, promovem um “afterglow” – efeito residual que é crucial para o impacto terapêutico contínuo.
Essa terceira via sugere que experiências mais longas proporcionam um período estendido para reorganizar pensamentos e comportamentos, o que pode ser fundamental para a eficácia do tratamento.
No entanto, sem suporte psicoterapêutico adequado, essa plasticidade aumentada pode gerar frustração ou desespero, evidenciando a importância do acompanhamento profissional no uso clínico dos psicodélicos.
Via Folha de S.Paulo
15/01/2026 às 11:43 - Tecnologia e Inovação
X anuncia bloqueio para impedir geração de imagens sexuais ilegais pelo Grok onde leis proibirem
A rede social X informou que seu chatbot Grok não permitirá a geração de imagens sexuais ilegais em regiões com legislação que proíba esse tipo de conteúdo. A medida busca evitar a criação de imagens abusivas, especialmente envolvendo mulheres e menores, e limitar seu uso conforme as leis locais.
O bloqueio será por localização geográfica e envolverá restrições para todos os usuários, incluindo assinantes. Essa ação responde às críticas e investigações globais sobre a disseminação de conteúdos não consentidos e deepfakes, tema que gera preocupação crescente.
Além disso, países como Indonésia e Malásia já bloquearam o acesso a Grok, e organizações civis pedem a remoção do aplicativo nas lojas da Apple e Google. O caso destaca a necessidade de uso ético da IA nas plataformas sociais.
A rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, anunciou que seu chatbot Grok não permitirá a geração de imagens ilegais sexuais nas regiões onde houver legislação que proíba esse tipo de conteúdo. Esta medida vem após críticas globais sobre a criação de imagens sexualizadas, incluindo de mulheres e menores, sem consentimento.
A plataforma informou que implementará um bloqueio geográfico que impedirá usuários de criar imagens que envolvam pessoas em “biquínis, roupas íntimas e outras peças similares” em locais com leis que proíbem esses atos. Essa restrição valerá para todos os usuários, inclusive assinantes.
Apesar de ter limitado a geração de imagens ao público pagante anteriormente, a medida não reduziu a produção de imagens abusivas, o que gerou reações negativas de autoridades e especialistas. O procurador-geral da Califórnia iniciou uma investigação contra a empresa de IA de Elon Musk por facilitar a disseminação de montagens íntimas não consentidas, conhecidas como deepfakes.
Dados da ONG AI Forensics mostraram que, das imagens produzidas por Grok, mais da metade retratavam pessoas com pouca roupa, sendo 81% mulheres e 2% aparentando ser menores. Países como Indonésia, Malásia e Filipinas bloquearam o acesso ao chatbot, enquanto a União Europeia e órgãos reguladores iniciaram apurações sobre o tema.
Além disso, uma coalizão de organizações civis solicitou que Apple e Google removam Grok e X de suas lojas de aplicativos devido ao aumento de conteúdos sexualizados. As investigações e bloqueios indicam uma crescente preocupação com o uso ético e legal da inteligência artificial em plataformas sociais.
Gerdau moderniza operação industrial com IA, gêmeos digitais e monitoramento em tempo real
A Gerdau adotou a inteligência artificial generativa para modernizar suas operações industriais e comerciais. Com modelos preditivos e automação, a empresa busca reduzir consumo energético e aumentar a segurança nas plantas.
O Centro de Monitoramento em Belo Horizonte integra dados de várias usinas, aplicando big data e análise avançada para otimizar processos metalúrgicos. A companhia também utiliza gêmeos digitais para simular cenários produtivos, facilitando decisões rápidas.
Além disso, sistemas que monitoram equipamentos críticos e tecnologia 4G/5G garantem produtividade com segurança. O AI Innovation Center impulsiona o desenvolvimento de projetos de IA focados em cadeia de suprimentos e digitalização.
A siderúrgica Gerdau incorporou a Inteligência Artificial Generativa como peça central na sua estratégia de transformação digital, usando sistemas de IA para modernizar operações industrial e comercialmente. A empresa aplica modelos preditivos, automação e monitoramento em tempo real para melhorar processos, minimizar consumo energético e aperfeiçoar a segurança nas plantas.
Um exemplo é o Centro de Monitoramento em Belo Horizonte, que reúne dados de várias usinas e usa análise avançada e big data para otimizar processos metalúrgicos, servindo também como centro de treinamento. Outro destaque é o modelo Meltdown, que fornece insights instantâneos para reduzir o consumo energético nos fornos de aciaria.
Além disso, a Gerdau utiliza sistemas de gestão de ativos que monitoram cerca de 800 equipamentos críticos no Brasil e Argentina, combinando redes 4G e 5G com video analytics para garantir produtividade e segurança. Gêmeos digitais simulam cenários de produção, favorecendo decisões mais rápidas sobre matéria-prima e logística.
A operação ainda conta com o AI Innovation Center, laboratório que acelera o desenvolvimento de projetos de IA em áreas como cadeia de suprimentos e leitura automatizada de documentos. A Gerdau Intelligence Platform permite o uso de modelos de linguagem para perguntas e respostas, simplificando o acesso a informações e ampliando a adoção de IA nas rotinas.
Os resultados práticos passam por maior controle dos processos, redução de paradas, eficiência energética e aumento da segurança, alinhando tecnologia com governança ética e responsabilidade. Para 2026, a companhia planeja ampliar essas iniciativas, mantendo a inteligência artificial geração como fundamento para otimizar atividades e aprimorar a experiência dos clientes.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação