DNA de rinoceronte-lanoso da Era do Gelo é recuperado de carne no estômago de lobo na Sibéria
Pesquisadores obtiveram o genoma de um rinoceronte-lanoso que viveu há 14,4 mil anos a partir da análise da carne preservada no estômago de um filhote de lobo na Sibéria. O estudo comparou esse material genético com outros rinocerontes da espécie para entender sua população durante a Era do Gelo.
Os resultados indicam que a população de rinocerontes-lanosos se manteve geneticamente saudável até o fim da Era Glacial, quando sofreu um colapso rápido devido ao aquecimento climático que alterou seu habitat. A influência humana na extinção não é descartada, embora haja poucas evidências arqueológicas de caça intensa.
Este achado confirma que é possível recuperar material genético de alta qualidade até mesmo de restos parcialmente preservados. A descoberta oferece novas informações sobre as extinções que ocorreram no final da última Era do Gelo e sobre a fauna adaptada ao frio.
Pela primeira vez, pesquisadores obtiveram o genoma de um rinoceronte-lanoso que viveu há 14,4 mil anos, durante a Era do Gelo, a partir da análise da carne preservada no estômago de um filhote de lobo. O espécime foi encontrado em permafrost próximo à vila de Tumat, na Sibéria. Publicado na revista Genome Biology and Evolution, o estudo comparou esse genoma com o de outros rinocerontes da espécie Coelodonta antiquitatis, vivos entre 18 mil e 49 mil anos atrás.
Os resultados indicam que a população se manteve geneticamente saudável até o fim da Era Glacial, quando sofreu um colapso rápido, provavelmente causado pelo aquecimento climático que destruía o ambiente de estepe-tundra que esses animais preferiam. O rinoceronte-lanoso era um grande herbívoro, com cerca de dois metros de altura, pelagem longa, dois chifres e pernas curtas, adaptado a temperaturas frias.
Embora existam humanos na região há cerca de 15 mil anos antes da extinção, sem causar declínio populacional evidente, não se pode descartar a influência humana no processo. A caça intensa, entretanto, já tem poucas evidências arqueológicas.
Os filhotes de lobo onde foi achada a carne apresentam estágios iniciais de vida, indicando que a carne foi provavelmente fornecida por sua mãe ou matilha, que pode ter obtido os restos de uma carcaça ou caçado o animal.
Este achado mostra que é possível recuperar material genético de alta qualidade mesmo a partir de restos mal preservados, fornecendo informações valiosas sobre extinções da última Era do Gelo.
Por que gestores brasileiros enxergam valor na Randon apesar dos desafios do setor
A Randon tem despertado o interesse de gestores mesmo diante da queda acentuada no setor de implementos rodoviários em 2023. A empresa, avaliada em cerca de R$ 2,2 bilhões, apresenta um valor de mercado bem inferior ao de sua subsidiária Fras-le, alimentando a percepção de “deep value” no mercado.
Especialistas e fundos destacam o potencial de valorização da Randon, estimando ganhos expressivos com melhorias operacionais e recuperação cíclica. Recentes avaliações positivas e contratos relevantes reforçam as apostas no crescimento da empresa.
Apesar dos desafios previstos para os próximos anos, a Randon projeta economia significativa e forte geração de caixa, recebendo recomendações de compra e preços-alvo que indicam potencial de alta. Esse cenário faz da empresa um caso relevante para investidores focados em valor escondido.
A Randon tem atraído interesse de gestores mesmo em um cenário difícil para o setor de implementos rodoviários. Após uma queda superior a 40% no valor de mercado em 2023, a empresa é vista como um caso de deep value, com valor de mercado estimado em R$ 2,2 bilhões, consideravelmente inferior ao market cap de R$ 6,7 bilhões da Fras-le, subsidiária em que detém 50,6%.
Essa diferença sugere que os demais negócios do grupo são avaliados como nulos ou negativos. A Reach Capital destaca a Randon como principal aposta em seu fundo de small caps, projetando uma possível valorização de até 200% com base em melhorias operacionais, retomada cíclica e reprecificação de ativos.
Além disso, a Randon Consórcios foi recentemente avaliada em R$ 1,6 bilhão por um fundo do Pátria que adquiriu 20% do negócio, reforçando o potencial oculto do grupo. Analistas do Santander classificam a ação como a segunda maior oportunidade no setor, apontando um valuation negativo de R$ 1 bilhão se excluída a Fras-le, e definindo a companhia como veículo de investimento em deep value.
Apesar das dificuldades esperadas para 2026 na indústria automotiva pesada, cortes de custos de R$ 100 milhões anuais e uma forte geração de caixa projetada para 2026 e 2027 sustentam um potencial de alta. O Santander define preço-alvo de R$ 10, com upside superior a 50%.
O Itaú BBA elevou a recomendação para compra, prevendo lucro de R$ 215 milhões em 2026 e destacando oportunidades com contratos recentes, como um acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões para a Arauco. O banco enxerga quatro gatilhos de curto prazo para a Randon e estabelece preço-alvo em R$ 7,50.
O Futuro do Poder na Era da Inteligência Artificial em 2026
Em 2026, a inteligência artificial ultrapassa seu papel como ferramenta e se torna uma infraestrutura vital em setores como finanças, saúde e educação. Essa transformação traz uma discussão importante sobre o poder envolvido no controle desses sistemas.
O uso crescente da IA concentra o controle em poucas mãos, criando uma dependência dos usuários por sistemas que não compreendem totalmente. Regulamentações enfrentam dificuldades para acompanhar a rápida evolução da tecnologia.
A principal questão é definir limites claros, governança e valores para que a inteligência artificial atue de forma ética e responsável. A discussão envolve política, ética e cultura para garantir que essa nova infraestrutura beneficie toda a sociedade.
Em 2026, a inteligência artificial ultrapassa o papel de simples ferramenta para se tornar infraestrutura invisível e fundamental em áreas como finanças, saúde e educação. Essa presença crescente traz uma reflexão importante: não se trata apenas de tecnologia, mas de poder.
Essa infraestrutura molda acessos e decisões, concentrando controle em poucos operadores, enquanto usuários dependem de sistemas que não escolhem nem entendem totalmente. O modelo atual cria uma assimetria inédita, onde a governança de tais sistemas ainda é um desafio.
Esforços de regulamentação, como o AI Act europeu, tentam recuperar o controle, mas enfrentam ritmo lento frente à evolução acelerada da tecnologia. O risco maior não é o erro da inteligência artificial, mas sim seu erro em escala, legitimado pela aparência de neutralidade técnica. Viéses automatizados ganham força enquanto a responsabilidade pelas decisões automatizadas se torna nebulosa.
O debate sobre a inteligência artificial em 2026 é sobre definição clara de limites, governança e valores que devem orientar a delegação de decisões a sistemas inteligentes. A questão que se destaca não é se a IA decidirá por nós, mas quem e em que condições autorizou essa liderança. Essa discussão é ampla, envolvendo política, ética e cultura, e deve ocorrer para garantir que a nova infraestrutura sirva à sociedade como um todo.
Presidente da Embrapa reformula finanças para fortalecer o agronegócio brasileiro
A Embrapa enfrenta o desafio de manter a pesquisa agropecuária em meio a cortes orçamentários significativos nos últimos anos. Sob a liderança de Silvia Massruhá, a instituição busca redesenhar seu modelo financeiro para assegurar a competitividade do agronegócio brasileiro.
A estratégia inclui parcerias público-privadas e cooperação com o BNDES para ampliar fontes de financiamento, além da renovação do quadro técnico com profissionais em áreas como agricultura digital e inteligência artificial. O foco está também no crescimento internacional e em temas como bioeconomia e descarbonização.
Essas medidas visam garantir a continuidade dos avanços científicos e tecnológicos da Embrapa, mantendo sua atuação estratégica para o Brasil e fortalecendo a economia do setor agropecuário.
A Embrapa enfrenta em 2025 o desafio de manter a pesquisa agropecuária sob um cenário fiscal apertado, buscando garantir a competitividade do agronegócio brasileiro. Sob liderança da presidente Silvia Massruhá, a instituição foca em redesenhar seu modelo financeiro, reforçar o capital humano e ampliar sua presença internacional para sustentar avanços científicos.
Desde 2014, o orçamento direto para pesquisa caiu de cerca de R$ 800 milhões para R$ 160 milhões em 2022. Houve recuperação gradual a partir de 2023, alcançando R$ 335 milhões em 2025, e previsão de R$ 410 milhões em 2026. Contudo, esses valores ainda são insuficientes para operar 43 centros de pesquisa e manter seus 2,1 mil pesquisadores ativos.
A estratégia passa por parcerias público-privadas e cooperação com o BNDES, por meio do programa Inova, para criar fontes adicionais de financiamento, preservando o financiamento público essencial para pesquisas de longo prazo e de fronteira. Atualmente, existem cerca de 1.170 acordos de inovação aberta que trazem R$ 100 milhões anuais extras via codesenvolvimento e licenciamento de tecnologias.
Em 2024, a Embrapa implantou o Núcleo de Inovação Tecnológica para viabilizar o reinvestimento dos royalties gerados por suas pesquisas, criando um ciclo financeiro mais estável. Além disso, contratações de cerca de mil profissionais jovens em áreas como agricultura digital e inteligência artificial ampliam a renovação do quadro técnico.
O foco em bioeconomia, descarbonização e rastreabilidade reforça a contribuição da Embrapa para a economia brasileira e para o avanço tecnológico do setor agropecuário. A ampliação da atuação internacional, com presença em países como Etiópia, Estados Unidos e França, integra a ciência brasileira a demandas globais.
IA realmente cria ideias novas ou apenas recria conteúdos antigos?
Sistemas avançados de IA, como o GPT-5, têm auxiliado em áreas como matemática e biologia, mas ainda há dúvida se essas máquinas criam ideias inéditas ou apenas reinterpretam materiais já existentes.
Pesquisadores destacam que a IA funciona melhor como uma ferramenta para acessar e combinar informações complexas rapidamente, ajudando a propor hipóteses e acelerar pesquisas científicas, mas sem substituir o papel humano na análise crítica.
Especialistas afirmam que, apesar da IA não gerar inovação genuína sozinha, sua colaboração com cientistas pode aumentar a eficiência dos experimentos e o avanço do conhecimento quando bem orientada e supervisionada.
Sistemas como o GPT-5, lançados pela OpenAI, têm impulsionado avanços em áreas como matemática, biologia e química, mas a questão principal é se eles conseguem criar algo genuinamente novo ou apenas reproduzem conhecimentos já existentes. Uma startup chamada Harmonic usou sua IA, o Aristotle, em parceria com o GPT-5.2 Pro para resolver problemas famosos da matemática, conhecidos como problemas de Erdos. No entanto, especialistas afirmam que as soluções apresentadas não são inéditas, mas sim reinterpretações de trabalhos humanos anteriores.
O matemático Terence Tao comparou o desempenho da IA ao de um estudante que decorou muito conteúdo, mas não compreende profundamente os conceitos. Ainda assim, essas tecnologias mostram valor ao acessarem rapidamente informações difíceis de localizar por humanos, auxiliando na proposição de hipóteses e direcionando pesquisas, o que pode acelerar experimentos científicos.
Pesquisadores utilizam IAs para identificar soluções em problemas complexos, mas destacam que o papel humano permanece fundamental para guiar, avaliar e selecionar as contribuições da máquina. O uso da IA reduz o número de experimentos necessários, ampliando a eficiência no desenvolvimento científico.
Embora a IA ainda não crie ideias originais de forma independente, sua capacidade de analisar grandes volumes de informação e colaborar com especialistas a torna uma ferramenta poderosa, especialmente quando deve ser interpretada e orientada por um pesquisador experiente para que seu potencial seja plenamente explorado.
Opera One R3: navegador com IA que organiza abas e integra música
O Opera One R3 é a nova versão do navegador que traz melhorias na produtividade com uma inteligência artificial 20% mais rápida. A organização das abas em grupos chamados “Ilhas de Abas” evita a mistura de temas distintos para facilitar a navegação.
Além disso, a integração com YouTube permite obter resumos e esclarecer dúvidas sobre vídeos longos, e a função de tela dividida possibilita abrir até quatro sites simultaneamente para melhor comparação de informações. A barra lateral centraliza ferramentas como WhatsApp, Spotify, Gmail e Google Calendar, otimizando o uso.
Para tornar o ambiente mais agradável, o tema Sonic, feito com o Spotify, faz o fundo do navegador reagir à música. Outros temas oferecem sons ambientes para auxiliar na concentração durante o trabalho.
A Opera lançou o Opera One R3, versão atualizada do navegador que aposta em produtividade e design modular para melhorar a experiência de navegação. A atualização traz uma inteligência artificial redesenhada, que está 20% mais rápida e contextualiza as pesquisas dentro de cada grupo de abas, chamados de “Ilhas de Abas”, evitando misturar temas diferentes.
Uma integração inédita com o YouTube permite solicitar resumos ou esclarecer dúvidas sobre vídeos longos, o que facilita o consumo de conteúdo sem precisar assistir a tudo. O visual das Ilhas de Abas foi renovado, com a opção de nomear e colorir grupos, melhorando a organização.
Outra novidade é a função de tela dividida que agora permite abrir até quatro sites ao mesmo tempo, tanto em grade quanto em formato horizontal. Isso é útil para comparar informações ou trabalhar com várias fontes em monitores maiores.
O navegador reforça ainda o conceito de centralizar funções importantes. A barra lateral, que já tinha acesso rápido a WhatsApp e Spotify, agora exibe Gmail e Google Calendar, buscando reduzir a troca constante de abas durante o uso.
Para quem gosta de música, o tema Sonic, feito em parceria com o Spotify, faz o fundo do navegador reagir ao ritmo da trilha sonora. Outros temas, como Radiance e Orbit, oferecem ambientes sonoros próprios para um ambiente de trabalho mais agradável.
Ex-CEO da Virgo e ex-Itaú criam startup para organizar o mercado de crédito privado no Brasil
O mercado brasileiro de crédito privado movimenta mais de R$ 700 bilhões ao ano, mas enfrenta desafios com dados dispersos e sem padrão. Para resolver isso, uma startup fundada por ex-executivos do setor lançou uma plataforma que organiza e padroniza informações de cerca de 10 mil papéis, como CRIs, CRAs e debêntures.
A plataforma reúne dados de diversas fontes oficiais e oferece ferramentas para gestores e investidores acompanharem melhor seus portfólios e analisar ativos. Além disso, utiliza inteligência artificial para garantir a qualidade e a confiabilidade das informações.
Desde outubro de 2025, a empresa já gera receita mensal e planeja expandir suas tecnologias para ampliar o mercado. A expectativa é que dados mais organizados atraiam investidores e fortaleçam o crédito privado no Brasil.
O mercado brasileiro de crédito privado movimenta mais de R$ 700 bilhões anualmente, mas enfrenta desafios com dados dispersos e despadronizados, o que dificulta a gestão desses ativos. Para solucionar isso, uma startup criada por Daniel Magalhães, ex-CEO da Virgo, e Edson Lopes, ex-Itaú, lançou uma plataforma que se propõe a ser a Bloomberg do crédito privado.
Lançada em dezembro de 2025 após testes desde março, essa plataforma reúne, organiza e padroniza dados de cerca de 10 mil papéis, incluindo CRIs, CRAs e debêntures, a partir de diversas fontes como B3, Anbima e CVM. O sistema oferece funcionalidades importantes para gestores e investidores, como acompanhamento detalhado de portfólio, monitoramento de fluxo financeiro, acesso ágil a documentos e análises comparativas dos ativos.
A ferramenta também usa inteligência artificial para lidar com informações divergentes sobre taxas e dados de mercado, garantindo a confiabilidade das informações apresentadas. O objetivo é oferecer uma “tela de referência” para o crédito privado, focada no buy-side, com possibilidade futura de atender emissores interessados em entender melhor seus investidores e concorrentes.
Desde o início da monetização em outubro de 2025, a startup atingiu uma receita recorrente mensal de R$ 50 mil e projeta alcançar R$ 500 mil até o fim de 2026, acumulando cerca de R$ 3 milhões no ano. Também está planejando a primeira rodada de captação, voltada para o aprimoramento tecnológico, incluindo um centro de inovação em IA para precificação em tempo real.
A empresa aposta que mais dados organizados e acessíveis ampliarão o mercado de crédito privado, atraindo investidores e emissores para fortalecer o setor.
Golpe no WhatsApp usa imagens de visualização única para extorquir vítimas
Golpistas estão usando o recurso de visualização única do WhatsApp para aplicar golpes. Eles enviam imagens com conteúdo sensível e, ao abrir, as vítimas são ameaçadas a pagar para não terem a imagem exposta.
Após isso, os criminosos entram em contato se passando por autoridades ou membros de facções para intimidar ainda mais as vítimas. Essa fraude não visa roubar dados diretamente, mas usar a imagem como prova para extorsão.
Especialistas recomendam evitar abrir mensagens suspeitas, desativar a confirmação de leitura, e bloquear ou denunciar perfis suspeitos para se proteger desse tipo de golpe.
Um novo golpe ganhou força no WhatsApp, aproveitando o recurso de visualização única. Nessa fraude, criminosos enviam uma imagem com conteúdo sensível ou ilícito, como cenas de violência ou pornografia infantil. Quando a vítima abre a imagem, o golpista recebe a confirmação de leitura e inicia ameaças.
Após essa etapa, o mesmo número entra em contato se passando por delegado, advogado ou integrante de facção. A vítima é intimidada a pagar uma quantia sob a ameaça de exposição pública, denúncia às autoridades ou, até, violência física.
Esse tipo de ataque é classificado como phishing com extorsão, que usa engenharia social para criar uma situação comprometedora, sem necessariamente roubar dados diretos. A simples visualização da mensagem vira “prova” para pressionar a vítima.
No Brasil, extorsão e fraudes eletrônicas possuem penas que vão de quatro a dez anos de prisão, podendo aumentar conforme gravidade e se há envolvimento de pessoas vulneráveis. A lei também prevê punições para invasão de dispositivos eletrônicos.
Para se proteger, especialistas recomendam não abrir mensagens suspeitas ou com visualização única de números desconhecidos, desativar a confirmação de leitura no WhatsApp e desconfiar de contatos urgentes pedindo dinheiro. Bloquear e denunciar perfis suspeitos também ajuda a combater esses golpes.
É importante lembrar que a exploração de imagens envolvendo crianças é crime com punição prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Estratégias como essa reforçam a necessidade de atenção ao conteúdo recebido em aplicativos de mensagem.
PF inclui Tanure e Mansur em investigação da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal iniciou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes como lavagem de dinheiro e manipulação de mercado ligados ao Banco Master. Empresários como Nelson Tanure e João Carlos Mansur figuram entre os investigados, após denúncias e apreensões feitas em diversas regiões do país.
A investigação aponta suspeitas de gestão fraudulenta e controle oculto no banco, com bloqueios de bens avaliados em mais de R$ 5,7 bilhões. Tanure, que nega envolvimento, é conhecido por realizar investimentos complexos em empresas com ligação ao banco e enfrenta processos judiciais relacionados ao caso.
Mandados foram cumpridos em vários estados, incluindo apreensão de celulares de envolvidos. A PF busca esclarecer os supostos crimes e responsabilizar os envolvidos, aumentando a transparência em operações financeiras suspeitas de fraudes e irregularidades.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Entre os alvos de busca e apreensão estão Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso anteriormente, Fabiano Zettel, fundador da Moriah Asset, João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, e o empresário Nelson Tanure.
O Banco Central informou, em relatório ao TCU, que fraudes atribuídas ao Master envolveriam fundos administrados pela Reag. Em maio de 2025, a PF abriu investigação sobre possível controle oculto de Tanure no Master, após denúncia da gestora Esh Capital. Tanure nega participação e moveu dezenas de processos contra o denunciante Vladimir Timerman. Segundo a denúncia, Tanure teria financiado aportes de mais de R$ 700 milhões no banco, via fundo Estocolmo e compra de debêntures conversíveis pela Banvox.
O empresário possui investimentos em diversas empresas abertas, muitas em parceria com o Master ou gestores ligados ao banco, como WNT, Alliança Saúde, Oncoclínicas e Ambipar. Ele é conhecido por adquirir participações em companhias em dificuldades, usando cadeias de fundos que dificultam a identificação do controle. Casos polêmicos em que figura envolvem multas da CVM e investigações por manipulação de mercado.
A PF cumpriu 42 mandados em vários estados, envolvendo bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões. Tanure teve seu celular apreendido no aeroporto do Galeão, assim como o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. O advogado de Tanure afirmou que ele não enfrentou processos criminais relacionados às empresas onde atua e que aguarda o fim das apurações para comprovar a ausência de ilícitos.
Agibank protocolou pedido de oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Nova York
O Agibank protocolou formalmente um pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O documento foi enviado à SEC, órgão regulador dos mercados nos Estados Unidos, e inclui oferta primária e secundária dos papéis sob o código AGBK.
O processo conta com a participação de grandes bancos como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, além de instituições brasileiras. O banco informou que os recursos obtidos serão usados para fins corporativos gerais e possíveis aquisições, embora não haja acordos fechados até o momento.
O Agibank protocolou um pedido para uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Bolsa de Nova York (NYSE), conforme documento enviado à SEC, órgão regulador do mercado nos Estados Unidos. O banco planeja uma oferta primária e secundária, com os papéis sendo listados sob o código AGBK.
Os coordenadores globais do IPO são Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, com um sindicato de bancos incluindo também Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP Investimentos e Oppenheimer & Co. O Agibank afirmou que usará os recursos para “propósitos corporativos gerais”, podendo também investir em aquisições, embora não tenha acordos firmados para isso no momento.
Fundado em 1999 por Marciano Testa como Agiplan, o banco tem hoje cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, uma carteira de crédito de R$ 34 bilhões e lucro líquido de R$ 875 milhões até setembro de 2025. O retorno sobre patrimônio líquido médio registrado foi de 41%, e o quadro de funcionários chegou a 5.030, contra 4.700 em 2024.
O pedido do Agibank se soma a uma lista crescente de instituições financeiras brasileiras que abriram capital nos EUA, como Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo. Entre seus principais acionistas estão a Vinci Compass e a Lumina Capital Management, esta última liderada por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação