Fim da Moratória da Soja em Mato Grosso Gera Dúvidas sobre Metas Ambientais das Tradings
O fim da Moratória da Soja em Mato Grosso, que durou 20 anos e impediu a compra de soja de áreas desmatadas após 2008, gerou ceticismo entre ambientalistas quanto às metas de proteção do desmatamento por parte das tradings. A recente lei estadual eliminou incentivos fiscais que mantinham o pacto, levando diversas empresas a abandonarem seus compromissos.
Essa mudança afeta não apenas a Amazônia, mas também outras regiões importantes como Cerrado e Pantanal, que já enfrentam significativa perda de vegetação. As tradings assumiram metas para eliminar o desmatamento até 2025-2026, porém, a flexibilidade para compras de soja de áreas desmatadas até 2020 ou 2025 enfraquece o monitoramento conjunto.
Especialistas e organizações ambientais ressaltam a necessidade de transparência e fiscalização rigorosa para garantir resultados efetivos. O comércio global da soja, ligado à produção de carnes, depende de práticas sustentáveis para atender às pressões nacionais e internacionais.
Ambientalistas demonstram ceticismo em relação ao cumprimento das metas de desmatamento pelas tradings de grãos após o fim da Moratória da Soja em Mato Grosso. Essa medida, que vigorou por 20 anos, impedia a compra de soja cultivada em áreas desmatadas após 2008 e vinha protegendo a Amazônia. A lei estadual recém-aprovada eliminou incentivos fiscais para empresas que seguissem o pacto, levando a trêsmigrar da soja a abandonar o compromisso.
Esse cenário levanta dúvidas sobre a capacidade das tradings em manter compromissos contra o desmatamento, especialmente em outras áreas sensíveis como o Cerrado e o Pantanal, que também enfrentam perda significativa de vegetação.
Os grupos corporativos assumiram, desde 2021, a meta de eliminar o desmatamento em suas cadeias até 2025-2026, mas permitiram compras de soja oriundas de áreas desmatadas até 2020 ou 2025, variando conforme a empresa. Essa mudança para compromissos individuais fragiliza o monitoramento conjunto que foi crucial para o sucesso da moratória.
Grande parte da soja produzida no Brasil é destinada à ração animal, da qual saem carnes vendidas em redes globais. Contudo, os maiores consumidores ainda não detalharam como garantirão a fiscalização rigorosa dessa cadeia.
Representantes do Ministério do Meio Ambiente destacam a importância da transparência e verificação para garantir resultados. Enquanto a Cofco afirma que 99% de sua soja está livre de desmatamento recente, ONGs e grupos ambientais expressam preocupação com a eficácia das novas medidas.
Com leis mais rígidas e pressão internacional, a questão do desmatamento ligado à soja permanece no centro dos debates sobre sustentabilidade e comércio global.
Divórcio de co-criador é apontado como possível causa para críticas ao final de Stranger Things
O episódio final de Stranger Things, lançado em dezembro de 2025, gerou debates entre fãs por causa da sua recepção negativa. Uma das teorias, chamada “Divorce Gate”, sugere que o divórcio de Ross Duffer durante a produção afetou a trama e a qualidade do encerramento.
Ross Duffer iniciou o divórcio com Leigh Janiak em 2024. Fãs acreditam que Leigh, com experiência em filmes de terror e séries, pode ter colaborado secretamente nas primeiras temporadas. Sua ausência na quinta temporada possivelmente influenciou a falta de coerência do enredo.
Apesar das especulações, os irmãos Duffer podem ter enfrentado dificuldades comuns em concluir histórias complexas. Além disso, altas expectativas dos fãs também colaboraram para as críticas ao desfecho da série.
O episódio final de Stranger Things, lançado em 31 de dezembro de 2025, continua provocando debates. Muitas teorias tentam explicar porque a conclusão não agradou, incluindo a “Divorce Gate”, que associa problemas da trama ao divórcio de Ross Duffer durante a produção. Fala-se que ele e o irmão Matt não seriam os únicos responsáveis pelo sucesso da série.
Ross Duffer iniciou seu divórcio com Leigh Janiak em 2024. Ela, casada com Ross desde 2015, tem carreira sólida em roteiros de filmes de terror, como a trilogia Rua do Medo, e dirigiu episódios da série Pânico. Fãs suspeitam que Leigh tenha colaborado secretamente nas primeiras temporadas, ajudando a criar o tom da série. Porém, devido ao processo de separação, ela não participou da produção da Temporada 5.
Essa teoria aponta que a ausência de Janiak influenciou a perda de coerência da trama final. O documentário “A Última Aventura” revelou que a produção começou sem roteiros finalizados, sugerindo possíveis dificuldades durante a edição. Registros dos bastidores mostram o uso do ChatGPT, levantando dúvidas sobre a qualidade dos textos.
Apesar dessas especulações, é mais provável que os irmãos Duffer tenham enfrentado desafios normais de finalizar uma história complexa e que as expectativas altas dos fãs contribuíram para as críticas. O impacto do divórcio e da colaboração de Leigh Janiak no sucesso ou fracasso não tem confirmação oficial.
Novo estudo revela que tubarão-da-groenlândia mantém a visão apesar da longa vida
O tubarão-da-groenlândia, conhecido por viver até 400 anos em águas profundas do Atlântico Norte e do Ártico, foi considerado praticamente cego por muito tempo devido a parasitas que afetam seus olhos. No entanto, um novo estudo da Universidade da Califórnia em Irvine mostra que sua visão permanece ativa mesmo em baixíssima luminosidade.
Pesquisadores analisaram retinas de tubarões centenários e encontraram a proteína rodopsina funcional, essencial para a visão em ambientes escuros. Esse achado desafia a ideia de que o animal não utiliza a visão. Além disso, o tubarão possui mecanismos genéticos eficazes para reparar danos no DNA, o que contribui para sua longevidade extrema.
Entender esses mecanismos pode trazer avanços importantes para a medicina humana, especialmente no combate a doenças oculares relacionadas ao envelhecimento, como degeneração macular e glaucoma. O estudo amplia o conhecimento sobre adaptação e conservação da visão em ambientes extremos.
O tubarão-da-groenlândia é um dos vertebrados mais longevos, vivendo até 400 anos, e habita as profundezas escuras do Atlântico Norte e Ártico. Pesquisadores acreditavam que esse animal era praticamente cego, devido a parasitas que deixam seus olhos opacos e danificados. No entanto, um estudo recente publicado na Nature Communications revela que sua visão permanece funcional ao longo dos séculos, mesmo em ambientes de baixa luminosidade.
Ao analisar olhos de tubarões com mais de cem anos, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine encontraram retinas sem sinais claros de degeneração. A proteína rodopsina, essencial para visão em locais escuros, permanece ativa e ajustada para captar a luz azul, a mais penetrante nas águas profundas do Ártico. Isso desafia a ideia de que a visão teria pouca importância para essa espécie.
A longevidade extrema do tubarão está ligada a um genoma gigante, com aproximadamente o dobro do tamanho do genoma humano, contendo genes exclusivos para reparo de DNA. Esses mecanismos evitam o envelhecimento típico, preservando a integridade dos tecidos, inclusive da retina, após séculos. O gene TP53, também presente nessa espécie, atua na supressão de tumores e na manutenção do DNA, contribuindo para sua resistência a doenças associadas à idade.
Entender como o tubarão-da-groenlândia mantém olhos saudáveis pode oferecer pistas importantes para a medicina humana, principalmente no tratamento de doenças oculares ligadas ao envelhecimento, como degeneração macular e glaucoma. A pesquisa traz novas perspectivas sobre os processos biológicos por trás da longevidade e da saúde visual em condições extremas.
O governo dos Estados Unidos anunciou que vai suspender o processamento de vistos para visitantes de 75 países, incluindo o Brasil, a partir de 21 de janeiro. A informação foi divulgada pela Fox News, que citou um memorando do Departamento de Estado. Entre os países afetados também estão Somália, Rússia, Irã, Afeganistão, Nigéria e Tailândia.
Segundo o documento, as embaixadas americanas foram orientadas a negar vistos com base na legislação vigente enquanto o departamento revisa seus procedimentos. Até o momento, não há previsão para o término da suspensão. A medida faz parte de uma série de ações do governo Trump focadas em aumentar o controle da imigração desde que voltou ao poder em janeiro do ano passado.
Além disso, recentemente o Departamento de Estado ampliou o programa de caução para visto, exigindo que cidadãos de 38 países paguem entre US$ 5 mil a US$ 15 mil como garantia financeira para entrar nos EUA com visto de turismo. Essa cobrança visa assegurar que o visitante respeite o prazo do visto, com reembolso caso ele deixe o país no tempo correto ou tenha a entrada recusada. O Brasil continua fora dessa lista por enquanto.
Essas medidas sinalizam um endurecimento nas políticas de entrada e permanência de estrangeiros nos EUA, alinhadas à estratégia do governo atual para restringir imigrantes considerados de risco e ajustar regras para turistas e visitantes.
China registra importação recorde de soja em 2025 impulsionada pela América do Sul
A China importou um volume recorde de soja em 2025, totalizando 111,83 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela alta demanda da América do Sul, com destaque para o Brasil e a Argentina, principais exportadores da região.
Os compradores chineses anteciparam grandes compras, especialmente no primeiro semestre, elevando os volumes anuais de importação a níveis inéditos. Apesar de uma leve queda mensal em dezembro, o país se prepara para um aumento nas compras de soja americana em 2026, após a trégua na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.
A China registrou um volume recorde na importação de soja em 2025, chegando a 111,83 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% sobre o ano anterior, segundo dados alfandegários. Este crescimento foi impulsionado principalmente pela alta demanda vinda da América do Sul, em resposta a receios de escassez causados pela prolongação da guerra comercial com os Estados Unidos.
Compradores chineses anteciparam compras expressivas, reforçando a compra de soja do Brasil e Argentina, os maiores exportadores da região. A chegada concentrada desses embarques no primeiro semestre do ano elevou os totais anuais a níveis inéditos.
Em dezembro, as importações ficaram em 8,04 milhões de toneladas, 1,3% acima do mesmo mês de 2024, porém houve uma queda de 0,9% frente a novembro. Essa diminuição mensal coincidiou com o terceiro mês consecutivo sem registros de soja vindo dos EUA, devido às tarifas impostas.
Apesar disso, após a trégua comercial firmada em outubro passado, as compras chinesas de soja americana tiveram alta significativa, estimada em quase 10 milhões de toneladas para o início de 2026, próxima a 80% do acordo firmado entre os países. O governo chinês também realizou leilões para liberar espaço de armazenamento, preparando-se para os embarques futuros dos EUA.
Segundo analistas, a demanda em janeiro e fevereiro deve ser menor, sugerindo um período de oferta mais restrita nas usinas de esmagamento, que tiveram que ajustar operações devido a atrasos nos desembaraços alfandegários.
Citi recomenda compra das ações da Lojas Renner com preço-alvo ajustado
O Citi elevou sua recomendação para compra das ações da Lojas Renner, ajustando o preço-alvo de R$ 16,50 para R$ 17. Atualmente, os papéis estão em torno de R$ 13,60, apresentando alta em meio à volatilidade do mercado.
O banco destaca a estratégia da Renner para reduzir despesas e aumentar eficiência, com um corte previsto de 250 pontos base no opex sobre vendas até 2030. Espera-se um crescimento médio do lucro em cerca de 10% nos próximos anos, impulsionado por vendas e custos controlados.
Além disso, a empresa deve manter a distribuição de dividendos e recompra de ações, com yield estimado de até 9% em 2026. A projeção de crescimento das vendas foi revisada, mas a estabilidade das margens é esperada, garantindo a atratividade para investidores.
O Citi elevou a recomendação para compra das ações da Lojas Renner, citando uma relação risco-retorno mais favorável. O banco aumentou o preço-alvo de R$ 16,50 para R$ 17, enquanto o papel opera próximo a R$ 13,60, com alta de quase 2% em meio a volatilidade no mercado.
Os analistas destacam a postura da diretoria para melhorar a eficiência nas despesas gerais e administrativas, que vinham subindo acima da inflação entre 2021 e 2023 devido a investimentos em infraestrutura digital e e-commerce. Segundo o Citi, se o CEO Fabio Faccio conseguir reduzir esses custos, a Renner deve alcançar com facilidade o piso do guidance de eficiência, que prevê corte de 250 pontos base no opex sobre vendas entre 2026 e 2030.
Essa economia, combinada com um CAGR de vendas estimado em 8% nos próximos três anos — abaixo do guidance de 9% a 13% —, pode gerar crescimento médio de lucro ao redor de 10% nesse período. Isso levaria o valor da ação a cerca de 9 vezes o lucro projetado para 2026, segundo o banco.
Além disso, o Citi destaca a capacidade da empresa em devolver valor aos acionistas por meio de dividendos, juros sobre capital próprio e recompra de ações. A estimativa é de um payout próximo a 70%, com dividend yield estimado em 8% no ano de 2026, podendo chegar a 9% ao incluir as recompras.
O banco revisou para baixo a projeção de crescimento das vendas mesmas lojas em 2026, de 6% para 4,7%, impactando a receita e lucro estimados em cerca de 2%. Contudo, a expectativa é que as margens permaneçam estáveis, com a redução do opex compensando a menor alavancagem operacional.
Elon Musk defende o Grok e afirma que IA não produz imagens ilegais de forma espontânea
Elon Musk se pronunciou sobre as controvérsias envolvendo o chatbot Grok, da rede social X. Ele garantiu que a inteligência artificial não cria imagens ilegais por conta própria, apenas responde a comandos dos usuários, respeitando as leis vigentes.
Musk também mencionou que invasões nos comandos do Grok podem ter causado conteúdos inesperados, mas que esses erros são corrigidos rapidamente. O caso gerou críticas internacionais e pedidos de restrições ao chatbot.
Grupos de proteção digital e organizações feministas pedem o bloqueio do Grok no Brasil, apontando riscos de abusos. A empresa desenvolvedora nega as acusações, mas o assunto segue em debate e com investigações em andamento.
O bilionário Elon Musk se posicionou sobre a polêmica envolvendo o chatbot Grok, da rede social X, que foi acusado de criar imagens falsas, algumas sexualizadas, incluindo menores de idade. Musk afirmou que o Grok não gera esses conteúdos espontaneamente e só responde a solicitações dos usuários, recusando produzir material ilegal, respeitando as normas vigentes.
Anunciou que pode ter havido invasões nos comandos do Grok, o que ocasionaria resultados inesperados, e garantiu que, quando isso ocorre, as falhas são corrigidas rapidamente. A declaração surge após investigações no Reino Unido e críticas em outros países, como Índia, Indonésia e Malásia, que exigiram ou impuseram restrições ao chatbot.
No início de janeiro, o próprio Grok admitiu falhas nos sistemas de proteção que permitiram a geração de imagens sexualizadas de menores, as quais circularam na plataforma. Casos de manipulação de fotos, conhecidos como deepfake, também foram relatados, como o de uma brasileira que teve sua imagem alterada sem consentimento.
Organizações feministas e grupos de proteção digital pedem o bloqueio do Grok no Brasil e pressionam Apple e Google a retirarem o aplicativo da X de suas lojas, alegando que o sistema facilita abusos a mulheres e crianças. A empresa por trás da tecnologia, xAI, negou tais acusações chamando a mídia tradicional de mentirosa. Até o momento, Apple e Google não se pronunciaram sobre o assunto.
Saks, ícone do luxo nos EUA, entra com pedido de recuperação judicial
A Saks Global Enterprises, dona das lojas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, entrou com pedido de recuperação judicial no Texas para lidar com dívidas altas e prejuízos crescentes.
A empresa tem grandes credores como LVMH, Kering e Chanel, com uma dívida de US$ 136 milhões só para a Chanel, e anunciou a nomeação de novo CEO e um financiamento de US$ 1,75 bilhão para reestruturação.
As operações continuarão abertas durante o processo, que inclui pagamento a fornecedores e salário dos empregados, visando a manter a liquidez e ajustar a empresa diante dos desafios do mercado de luxo.
A Saks Global Enterprises, responsável pelas lojas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) no Texas para enfrentar dívidas elevadas e prejuízos crescentes. A lista de credores inclui grandes nomes do setor de luxo, como LVMH, Kering — proprietária da Gucci — e Chanel, sendo que a dívida com a Chanel chega a aproximadamente US$ 136 milhões.
O conglomerado de luxo LVMH é credor de cerca de US$ 26 milhões, enquanto a Kering deve receber US$ 60 milhões. A empresa informou que a quantidade de credores varia entre 10 mil e 25 mil, indicando a escala do desafio financeiro enfrentado.
Em comunicado, a Saks anunciou a nomeação de Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO do Neiman Marcus, como novo CEO, ressaltando planos de reestruturação e foco em investimentos estratégicos de longo prazo. A companhia assegurou US$ 1,75 bilhão em financiamento, incluindo US$ 1,5 bilhão de um grupo ad hoc de detentores de bonds seniores.
O financiamento de US$ 1 bilhão, após aprovação judicial, permitirá liquidez para operações e reestruturação, com mais US$ 500 milhões disponíveis ao final do processo, previsto para este ano. As lojas permanecerão abertas, e a empresa garantirá pagamentos a fornecedores, salários e benefícios.
Este pedido de recuperação judicial segue um período difícil para a empresa, que, após levantamento de novas dívidas, teve queda de 13% na receita no segundo trimestre de 2025, impactada por desafios na gestão de estoques e na adaptação do mercado de luxo, com as marcas vendendo diretamente ao consumidor.
China proíbe uso de softwares de cibersegurança dos EUA e Israel devido a riscos de segurança
Agências chinesas ordenaram que empresas locais parem de usar softwares de segurança provenientes dos Estados Unidos e Israel. A medida, que visa evitar o envio de dados sensíveis para fora do país, atinge grandes empresas como VMware, Palo Alto Networks, Fortinet e Check Point Software Technologies.
Essa ação integra o esforço da China de reduzir sua dependência de tecnologia estrangeira e priorizar soluções nacionais, especialmente em áreas estratégicas como inteligência artificial. O governo pretende assim ampliar sua autonomia digital e fortalecer o setor tecnológico interno.
Embora órgãos reguladores chineses ainda não tenham se manifestado, espera-se que novas informações confirmem o movimento para substituir tecnologias ocidentais por produtos nacionais, em meio a restrições e embargos impostos pelos EUA que dificultam o avanço tecnológico chinês.
Agências chinesas pediram que empresas do país suspendam o uso de softwares de segurança vindos dos Estados Unidos e Israel. Segundo a Reuters, existe preocupação de que essas ferramentas possam enviar dados sensíveis para fora da China.
A medida atingiu programas de companhias americanas como VMware, Palo Alto Networks e Fortinet, além da israelense Check Point Software Technologies. Nenhuma dessas empresas comentou o caso até o momento.
Não está claro o número exato de organizações chinesas notificadas, mas a ação visa evitar que invasores estrangeiros usem esses softwares para espionagem. Essa decisão faz parte do esforço de Pequim para diminuir a dependência tecnológica de produtos ocidentais e fortalecer soluções domésticas, inclusive no setor de inteligência artificial.
O governo chinês quer substituir tecnologias americanas por opções nacionais e mais acessíveis, ampliando sua autonomia digital. A China já avançou em IA com produtos como o DeepSeek e investimentos da Alibaba. Por outro lado, os Estados Unidos aplicaram embargos para dificultar o desenvolvimento tecnológico chinês, incluindo restrições à venda de chips avançados usados em IA.
Órgãos reguladores locais como a Administração do Ciberespaço da China e o Ministério da Indústria e Tecnologia não se pronunciaram. Mais informações sobre essa proibição de softwares de segurança estrangeiros devem surgir em breve, confirmando o movimento da China em priorizar sua independência tecnológica.
GameStop prioriza investimentos em bitcoin e colecionáveis e reduz foco em games
A GameStop, rede varejista americana, está mudando seu foco estratégico ao priorizar investimentos em bitcoin e itens colecionáveis, deixando os games em segundo plano. Desde 2026, a empresa fechou quase 500 lojas nos Estados Unidos, refletindo a queda nas vendas físicas de jogos e a competição crescente do comércio digital.
O mercado de colecionáveis, como cartas de Pokémon, tem crescido, e a GameStop busca atuar como intermediária e certificadora desses produtos. A adoção de criptomoedas como reserva financeira também faz parte da nova estratégia, repercutindo positivamente no valor das ações da empresa.
Essa mudança representa uma tentativa de adaptação frente à digitalização do consumo e à concorrência de gigantes do e-commerce, numa busca para manter a relevância financeira em setores emergentes e mercados alternativos.
A GameStop, cadeia varejista fundada em 1984 e conhecida por suas lojas de jogos, está mudando sua estratégia ao priorizar investimentos em bitcoin e itens colecionáveis, colocando os games em segundo plano. Desde o início de 2026, a rede fechou quase 500 lojas nos Estados Unidos, somando mais de mil fechamentos globais nos últimos dois anos.
A empresa de Texas enfrenta o desafio do avanço das compras digitais, que reduzem a demanda por pontos físicos. A venda de consoles, jogos e acessórios caiu no último ano fiscal, enquanto o mercado de colecionáveis, como cartas de Pokémon, cresce. A GameStop pretende atuar como intermediária e certificadora desses itens, valorizados por sua escassez e especulação.
A decisão também passa pela valorização dos ativos digitais. A GameStop está adotando criptomoedas como reserva financeira e poderá emitir dívida em moedas digitais. Esse movimento fez o valor de suas ações subir 16% logo após o anúncio. Investidores veem a empresa mais como investidora em ativos financeiros do que apenas uma varejista de games.
O fechamento das lojas e a mudança de foco refletem transformações nas preferências dos consumidores e nos hábitos virtuais. A concorrência com gigantes digitais como Amazon e a digitalização das compras de jogos pressionam o modelo tradicional da cadeia.
Assim, a GameStop busca se reinventar diante do cenário atual, apostando em novos mercados para manter sua relevância financeira enquanto o mercado de games físicos perde espaço.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação