EUA autorizam exportação do chip avançado H200 da Nvidia para a China
O governo dos Estados Unidos autorizou a exportação do chip H200 da Nvidia para a China, apesar das preocupações sobre o avanço tecnológico do país asiático.
A nova regulamentação impõe limites, restringindo a China a adquirir no máximo 50% desses chips e exige testes independentes para garantir o uso seguro do componente.
Essa medida busca equilibrar interesses econômicos e de segurança nacional, mantendo a vantagem tecnológica dos EUA sem frear completamente o comércio com a China.
O governo dos Estados Unidos autorizou a exportação do chip H200 da Nvidia, o segundo mais potente para inteligência artificial da empresa, para a China, apesar das preocupações de autoridades contrárias ao avanço tecnológico do país asiático. Essa decisão inclui a obrigatoriedade de testes técnicos feitos por um laboratório independente para validar as capacidades do componente antes do envio.
Além disso, a nova regulamentação limita que a China receba no máximo 50% do total desses chips vendidos por empresas americanas. A Nvidia precisa assegurar que há oferta suficiente do H200 em território americano, e os compradores chineses deverão comprovar que adotam procedimentos de segurança e que os chips não terão uso militar.
A exportação do hardware segue uma mudança na política iniciada pelo governo Trump, que revogou a proibição imposta na gestão Biden contra a venda de chips avançados para a China. Com taxas de 25% sobre essas operações, o governo acredita que a liberação pode conter a concorrência chinesa, desestimulando empresas locais, como a Huawei, de desenvolver tecnologias semelhantes.
Essa decisão não está isenta de críticas dentro dos Estados Unidos, onde setores políticos alertam para o risco de enfraquecer a vantagem americana em inteligência artificial, fornecendo componentes que podem reforçar potenciais usos militares na China. A Nvidia e a embaixada chinesa não comentaram o assunto até o momento.
Com essa medida, os Estados Unidos ajustam sua estratégia tecnológica e comercial em meio a uma disputa crescente pelo domínio em inteligência artificial, equilibrando interesses econômicos e de segurança nacional.
Pele sintética que altera cor e textura reproduz camuflagem dos polvos
Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram uma pele sintética capaz de mudar simultaneamente sua cor e textura, inspirada na camuflagem dos polvos. A inovação utiliza camadas poliméricas que se deformam ao contato com água, criando relevos e variações de cor.
Essa tecnologia permite quatro estados visuais distintos e pode revolucionar áreas como camuflagem dinâmica e displays táteis. Apesar das limitações atuais, como a necessidade de líquidos para ativação, o avanço abre caminho para novos materiais programáveis e interativos.
O desenvolvimento é pioneiro ao integrar controle independente de cor e textura em um material sintético, prometendo aplicações futuras em acessibilidade e arte interativa, embora ainda precise superar desafios para uso prático fora do laboratório.
Pesquisadores da Universidade de Stanford criaram uma pele sintética que muda simultaneamente de cor e textura, inspirada na capacidade dos polvos em se camuflar. Essa inovação imita os cromatóforos e papilas destes moluscos, permitindo alterações rápidas e controladas na aparência da superfície.
O dispositivo é formado por camadas de filmes poliméricos que incham quando expostos à água, deformando-se para criar relevos e modificar a cor. A camada superior controla o relevo, coberta por uma fina película de ouro que reflete a luz de maneira ajustável. Na camada inferior, duas camadas douradas formam uma câmara óptica que determina a cor final da superfície.
Essa estrutura possibilita quatro estados visuais diferentes, combinando presença ou ausência de cor e textura, com transformações que ocorrem em cerca de 20 segundos. É a primeira tecnologia a integrar de forma independente controle de cor e textura, algo antes inexistente em materiais sintéticos.
Entre as possíveis aplicações estão camuflagens dinâmicas, displays táteis para pessoas com baixa visão e obras de arte interativas. No entanto, atualmente, a necessidade de imersão em líquidos limita o uso prático e a portabilidade dessa tecnologia.
Segundo o professor Francisco Martin-Martinez do King’s College London, essa pele sintética pode abrir caminho para telas que variam a textura sob demanda, formando botões elevados ou caracteres em braille, que depois se achatam completamente.
O avanço traz novas perspectivas para materiais programáveis que respondem ao ambiente, mas ainda é preciso superar desafios para garantir sua aplicação prática fora de laboratório.
Yvy Capital, gestora ligada a Paulo Guedes, lança fundo de R$ 500 milhões para concessões rodoviárias
A Yvy Capital, gestora vinculada a Paulo Guedes e Gustavo Montezano, está montando um fundo de infraestrutura com objetivo de captar R$ 500 milhões para investimentos em concessões rodoviárias. A iniciativa conta com parceria do Grupo Houer, que contribuirá com R$ 200 milhões.
O fundo pretende adquirir até 25% da concessão da Rota do Pará, administradora de 526 km de rodovias estaduais privatizadas recentemente. Também buscará ampliar seu portfólio com novos projetos e investimentos em empresas associadas.
A captação é direcionada a investidores qualificados, com aplicação mínima de R$ 1 milhão. A estratégia foca concessões em fases iniciais para garantir menor competição e maior potencial de retorno, visando até IPCA + 13% ao ano.
A gestora Yvy Capital, criada pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes e pelo ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano, está organizando um fundo de infraestrutura para captar até R$ 300 milhões. O objetivo é investir em concessões rodoviárias, em parceria com o Grupo Houer, que deve aportar mais R$ 200 milhões.
O foco principal é adquirir até 25% da concessão da Rota do Pará, responsável pela administração de 526 km de rodovias estaduais que conectam Marabá a Belém, privatizadas em 2023. Além disso, o fundo vai direcionar recursos para novos projetos rodoviários e investimentos em empresas ligadas ao próprio Grupo Houer.
A captação, iniciada esta semana, é destinada a investidores qualificados, com investimento mínimo de R$ 1 milhão. O fundo espera retorno de até IPCA + 13% ao ano e terá estrutura com cotas seniores para investidores externos e cotas subordinadas para o Grupo Houer, que funcionam como proteção contra perdas iniciais.
A estratégia do fundo Yvy Capital Atlas Rodovias inclui a ampliação do portfólio com concessões em fases preliminares, que apresentam menor competição e maior potencial de lucro. A Yvy Capital foi fundada em 2023 e, desde então, tem investido em infraestrutura, com apoio do UBS no capital social.
O Grupo Houer atua principalmente em consultoria e operação de concessões rodoviárias, com experiência em modelagem de projetos no valor de cerca de R$ 140 bilhões em todo o país.
Crítica de O Cavaleiro dos Sete Reinos destaca nova abordagem no universo de Game of Thrones
O Cavaleiro dos Sete Reinos, disponível no HBO Max, apresenta uma narrativa mais humana e simples no universo de Game of Thrones, focando na vida de Duncan e seu escudeiro Egg. A trama se passa entre A Casa do Dragão e a série original, destacando temas como amizade e paternidade.
A série abre mão de dragões e intrigas políticas intensas para apostar em uma abordagem mais leve, com humor e cenas de ação, mantendo a atmosfera medieval característica de George R. R. Martin. Com episódios curtos, a produção é acessível para novos fãs e agrada quem busca algo diferente.
Uma segunda temporada já está confirmada, prometendo aprofundar ainda mais essa visão íntima de Westeros, consolidando a série como uma aposta dentro do universo Game of Thrones.
A nova série O Cavaleiro dos Sete Reinos, disponível no HBO Max, traz um olhar diferente para o universo de Game of Thrones. Diferentemente das produções anteriores, que focavam em sexo e dragões, ela destaca uma narrativa mais simples e humana, centrada na vida de Duncan, chamado de Dunk, e seu escudeiro Egg. A trama se passa entre a história de A Casa do Dragão e a série original.
Dunk perde seu mentor e decide honrar sua memória entrando em torneios para conquistar uma vaga como cavaleiro entre as casas nobres de Westeros. Egg, um garoto misterioso que se oferece como seu escudeiro, traz um contraste interessante com sua figura pequena e inocente. Juntos, eles exploram temas como amizade, paternidade e a rotina de pessoas comuns em um mundo medieval repleto de desafios.
A produção abre mão de dragões e intrigas políticas intensas para focar em uma abordagem mais leve, com pitadas de humor, mas sem fugir das cenas de ação e da típica atmosfera medieval criada por George R. R. Martin. Destaca-se também o elenco, especialmente Peter Claffey e Dexter Sol Ansell, que dão vida a essa dupla cativante que esbanja equilíbrio entre drama e comédia.
Com episódios curtos, de cerca de 30 minutos, a série oferece uma experiência rápida, que deixa o desejo por mais. Essa escolha faz de O Cavaleiro dos Sete Reinos uma porta de entrada acessível para novos fãs do universo e um alívio para quem buscava algo diferente após o encerramento da saga principal e a demora da segunda temporada de A Casa do Dragão.
Uma segunda temporada já está confirmada, prometendo expandir essa abordagem mais íntima de Westeros.
Estudo global aponta desafios na adoção de inteligência artificial no varejo
Um estudo global realizado pela Tata Consultancy Services revelou que a adoção da inteligência artificial no varejo ainda enfrenta grandes desafios. Apenas 24% das empresas utilizam IA para decisões autônomas, e a maioria ainda depende de tecnologias básicas como chatbots.
A pesquisa ouviu mais de 800 executivos em 18 países e apontou que avanços significativos ainda são limitados, com pouca integração da IA em áreas chave como gestão de estoque e precificação dinâmica. A falta de habilidades e a pressão financeira são os principais obstáculos para uma maior implementação.
Apesar das dificuldades, o setor vê na IA uma ferramenta essencial para o futuro. A expectativa é que investimentos aumentem para ampliar o uso de tecnologias avançadas e alcançar maior agilidade e otimização nas operações varejistas.
Um estudo da Tata Consultancy Services (TCS) mostra que, apesar da IA no varejo ser vista como fundamental para decisões estratégicas, a adoção em larga escala ainda é limitada. Apenas 24% dos varejistas usam inteligência artificial para decisões autônomas, enquanto 85% não começaram nem planejam implementar sistemas de IA multiagentes.
A pesquisa, que ouviu mais de 800 executivos seniores em 18 países, aponta que muitas empresas ainda focam em tecnologias básicas de IA, como chatbots e assistentes virtuais, que são a principal iniciativa de 51% dos varejistas. Recursos mais avançados permanecem isolados em setores de atendimento ao cliente, sem integração profunda em áreas como merchandising, cadeia de suprimentos ou precificação.
Entre as prioridades apontadas pelos executivos para os próximos anos estão a capacidade de detectar mudanças de mercado em tempo real e tomar decisões adaptativas baseadas em IA. No entanto, a lacuna de habilidades na força de trabalho e as pressões financeiras figuram entre os maiores obstáculos até 2026.
O estudo destaca dados importantes:
Apenas 33% dos varejistas apostam em alfabetização digital para transformação organizacional.
Somente 45% aplicam insights de fidelidade em estratégias de preços e promoções.
39% já usam IA para detecção de demanda e 42% planejam implementar precificação dinâmica orientada por IA.
Os resultados indicam que a IA no varejo deverá se expandir, especialmente para otimização e agilidade, deixando claro que o futuro exige investimentos maiores para superar limitações atuais.
Elon Musk disponibiliza internet gratuita da Starlink no Irã após bloqueios durante protestos
Elon Musk começou a oferecer gratuitamente o serviço de internet da Starlink no Irã, onde o governo bloqueou o acesso para tentar conter protestos. Essa iniciativa ajuda iranianos a se manterem conectados apesar das restrições.
O Irã enfrenta protestos motivados por questões econômicas e políticas, com bloqueios de até 90% na internet. A Starlink, rede de satélites da SpaceX, tem sido usada para manter o acesso à rede nesses momentos críticos.
Essa ação reforça o papel da Starlink como alternativa de internet em áreas com restrições severas, após serviços semelhantes terem sido oferecidos em conflitos na Ucrânia e na Venezuela.
O bilionário Elon Musk passou a oferecer gratuitamente o serviço de internet da Starlink no Irã, como informou a Bloomberg. A ação ocorre enquanto o governo iraniano bloqueia o acesso à internet para controlar os protestos que já deixaram cerca de 2 mil mortos. A iniciativa foi confirmada por fontes ligadas à empresa e por Ahmad Ahmadian, diretor do grupo Holistic Resilience, que apoia iranianos no acesso à rede.
A Starlink é uma divisão da SpaceX, empresa espacial de Musk, responsável por criar uma rede de satélites para conectar regiões com pouca infraestrutura. No Irã, a conexão via satélite tem sido usada para driblar as restrições impostas pelo governo, que derrubou o tráfego da internet em até 90% em dias recentes, segundo dados da Cloudflare.
As manifestações começaram em Teerã, capital do país, motivadas por questões econômicas como a desvalorização do rial e dificuldades geradas por sanções internacionais, além da recuperação da guerra contra Israel em junho. Com o bloqueio da internet, a Starlink se tornou uma alternativa para manter iranianos conectados e informados.
Essa não é a primeira vez que Musk utiliza a rede para questões geopolíticas: o serviço também foi disponibilizado gratuitamente na Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia e, recentemente, para cidadãos venezuelanos durante tensões políticas.
A SpaceX não comentou oficialmente a oferta de internet gratuita no Irã, mas a ação reforça o papel da Starlink em fornecer acesso em áreas com restrições severas.
Sebrae-SP oferece 90 vagas gratuitas para startups negras em SP
O Sebrae-SP abriu inscrições para 90 vagas gratuitas em dois programas focados em startups lideradas por pessoas negras no estado de São Paulo. São os programas Ginga Prototipa, com 60 vagas para startups em fase de validação do MVP, e Ginga Imerso, que oferece 30 vagas para startups com produtos validados e buscando acelerar as vendas.
Os programas acontecem online entre março e agosto de 2026 e exigem dedicação mínima semanal de 6 horas. O Ginga Prototipa oferece mentorias e workshops para desenvolvimento inicial, enquanto o Ginga Imerso foca em aceleração comercial e resultados financeiros. Para participar, as startups devem estar sediadas ou atuar em São Paulo, com liderança negra maior de 18 anos.
Essa iniciativa visa fortalecer o ecossistema de inovação no estado, promovendo inclusão e apoio para o crescimento de negócios liderados por pessoas negras. As inscrições estão abertas até 12 de fevereiro de 2026, oportunizando o acesso a formação e conexões relevantes para o mercado.
O Sebrae-SP abriu 90 vagas gratuitas em programas voltados para startups lideradas por pessoas negras no Estado de São Paulo. São dois programas: o Ginga Prototipa, com 60 vagas, e o Ginga Imerso, que oferece 30 vagas. Ambos acontecem online, entre março e agosto de 2026, e têm inscrições até 12 de fevereiro de 2026.
O Ginga Prototipa é indicado para startups que estão em fase de validação do MVP (Produto Mínimo Viável). Os participantes terão acesso a workshops, mentorias estratégicas e acompanhamento individual, com uma dedicação mínima de 6 horas semanais. Para participar, é necessário que a startup tenha sede ou atue em São Paulo e que o fundador seja pessoa negra com mais de 18 anos.
Já o Ginga Imerso é voltado para startups com produto validado, primeiros resultados financeiros e necessidade de acelerar as vendas. O programa também oferece workshops, mentorias e suporte individual, exigindo o mesmo compromisso semanal de 6 horas. Os pré-requisitos são semelhantes, incluindo a atuação no Estado e liderança negra com idade acima de 18 anos.
Ambos os programas são executados pela Darwin Startups e prometem fortalecer o ecossistema de inovação por meio de formação prática e conexões estratégicas. Essa iniciativa busca apoiar negócios liderados por pessoas negras, estimulando o desenvolvimento e a escalada dessas startups no mercado.
Code Violet: jogo exclusivo de PS5 inspirado em Dino Crisis recebe críticas negativas em 2026
O jogo Code Violet, exclusivo para PS5, foi lançado pela TeamKill Media em 2026 e não agradou a crítica especializada nem o público. Inspirado no clássico Dino Crisis, ele apresenta ação e survival horror, mas sofre com problemas técnicos e jogabilidade falha.
A trama se passa no século 25 e segue Violet Sinclair, uma viajante do tempo em uma colônia humana que usa tecnologia para fins controversos. Apesar dos recursos avançados como ray tracing e áudio 3D, o título tem avaliação baixa no Metacritic e na PlayStation Store.
A equipe de desenvolvimento defende o estilo retrô do game, mas as avaliações negativas continuam prevalecendo. Code Violet é hoje considerado um dos lançamentos mais problemáticos do PS5 em 2026.
O lançamento de Code Violet, exclusivo para PS5 pela TeamKill Media, gerou uma recepção negativa rápida, colocando-o entre os piores avaliados na PS Store. Inspirado em Dino Crisis, o jogo traz ação e survival horror em terceira pessoa, mas não conseguiu convencer a crítica desde o início de 2026.
Ambientado no século XXV, Code Violet apresenta a história de Violet Sinclair, uma viajante do tempo acordando em um complexo de bioengenharia com dinossauros. A trama envolve uma colônia humana no planeta Trappist 1-E que utiliza tecnologia temporal para sequestrar mulheres do passado e usá-las em um programa artificial de reprodução.
A jogabilidade foca em gerenciamento de inventário, quebra-cabeças e combates contra criaturas pré-históricas, contando com recursos como ray tracing, áudio 3D e gatilhos adaptáveis do controle DualSense, desenvolvidos na Unreal Engine. Mesmo assim, as reviews destacam problemas como bugs, texturas borradas, câmera instável e combates pouco satisfatórios.
No Metacritic, o jogo soma média de 38 pontos, com críticas que classificam a narrativa como clichê, enquanto os usuários na PlayStation Store mostram avaliação semelhante, com 46% das notas sendo uma ou duas estrelas. Em resposta ao feedback negativo, a TeamKill Media afirmou nas redes sociais que desenvolvem para seus fãs, defendendo a jogabilidade “à moda antiga” e agradecendo o apoio recebido antes e após o lançamento.
Apesar da defesa do estúdio, as avaliações evidenciam que Code Violet enfrenta grande rejeição, tanto pela imprensa especializada quanto pelo público, colocando o título como um dos lançamentos mais problemáticos do PS5 em 2026.
Inflação na Argentina sobe 2,8% em dezembro e fecha 2023 com alta anual de 31,5%
A inflação na Argentina teve alta de 2,8% em dezembro na comparação com novembro, superando levemente os 2,5% do mês anterior. No acumulado do ano, o índice fechou em 31,5%, pouco acima dos 31,4% registrados em novembro.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec), setores como Transporte e Habitação tiveram os maiores aumentos em dezembro, impulsionando o avanço da inflação. O cenário revela uma aceleração moderada nos preços.
Esse contexto evidencia os desafios para conter a inflação no país, que impacta o poder de compra e as decisões econômicas do governo. As atenções seguem para as medidas que possam estabilizar a economia em 2024.
O índice de preços ao consumidor mostra que a inflação na Argentina avançou 2,8% em dezembro em relação a novembro. Esse crescimento é ligeiramente superior ao registrado no mês anterior, quando a alta foi de 2,5%. No comparativo anual, a inflação atingiu 31,5% no último mês do ano, um leve aumento em comparação aos 31,4% verificados em novembro.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) e indicam uma tendência de aceleração moderada no ritmo dos preços no país. Entre os setores que tiveram maior impacto no aumento mensal, destacam-se Transporte, com alta de 4,0%, e Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, que subiram 3,4%.
Esse cenário reforça os desafios enfrentados pela economia argentina para controlar a inflação, que tem sido um problema recorrente nos últimos anos. As variações nos preços afetam o poder de compra dos consumidores e também influenciam as decisões de política econômica do governo.
Com a inflação mantendo-se em patamares elevados, as expectativas para o início deste ano continuam focadas na definição de medidas que possam conter o avanço dos preços e estabilizar a economia.
Lenacapavir: novo medicamento aprovado contra o HIV no Brasil
O lenacapavir surge como uma nova ferramenta no combate ao HIV, aprovada recentemente pela Anvisa e recomendada pela OMS. Trata-se de uma injeção semestral que dificulta a replicação do vírus em três fases, oferecendo proteção eficaz que se aproxima de 100% contra infecções.
Diferente das pílulas diárias usadas atualmente, esse antiviral atua diretamente no capsídeo do HIV, tornando sua estrutura mais rígida e impedindo seu avanço dentro das células. Testes clínicos realizados no Brasil, África do Sul e Uganda confirmaram seus efeitos positivos, aproximando-o de uma alternativa próxima a vacina.
Apesar do potencial, o acesso ao lenacapavir ainda enfrenta desafios, principalmente no Brasil, devido ao custo elevado e à necessidade de estratégias para sua distribuição eficaz. O medicamento representa um passo importante no controle do HIV, com expectativa de reduzir significativamente novos casos com apoio global.
Após quatro décadas de lutas, o combate à AIDS ganhou uma nova ferramenta. O lenacapavir é um medicamento que promete revolucionar a prevenção do HIV. Aprovado recentemente pela Anvisa e recomendado pela OMS, trata-se de uma injeção semestral com eficácia próxima a 100% contra infecções. Diferente das pílulas diárias da PrEP, o lenacapavir age diretamente no capsídeo do vírus, dificultando sua replicação em três fases.
Esse antiviral atua como um “grampo”, tornando a estrutura protetora do HIV mais rígida e impedindo o avanço do vírus dentro das células. Os testes clínicos envolveram milhares de voluntários em países como África do Sul, Uganda e Brasil, confirmando resultados próximos ao total bloqueio do vírus. O lenacapavir não é uma vacina, mas sua ação prática chega perto desse efeito.
Apesar do potencial, o acesso ao medicamento enfrenta desafios. Em países africanos, onde a epidemia é mais severa, a chegada do lenacapavir depende da manutenção de financiamentos internacionais, que têm passado por cortes. Nos EUA, onde o remédio custa até US$ 28 mil por ano, acordos para produção genérica barateada foram afetados por mudanças políticas.
No Brasil, embora o fármaco tenha sido aprovado, o custo pode dificultar sua inclusão imediata no SUS. Ainda assim, o país se destaca pelo histórico no combate ao HIV e avanços recentes, como a eliminação da transmissão vertical do vírus. Enquanto a ciência avança no desenvolvimento de tratamentos inovadores, o lenacapavir surge como uma arma promissora para reduzir drasticamente os novos casos de HIV.
O sucesso dessa estratégia depende da distribuição eficaz e do apoio global para que o medicamento alcance as populações mais vulneráveis.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação