Estudo revela que as flechas envenenadas mais antigas têm 60 mil anos
Pesquisadores encontraram pontas de flechas feitas de quartzo em um abrigo na África do Sul, com vestígios de veneno vegetal usadas há 60 mil anos. Esses venenos podiam causar desde náuseas até coma, mostrando uma técnica sofisticada de caça ancestral.
A análise revelou toxinas como bufandrina e epibufanisina, presentes em plantas da savana africana, que paralizavam as presas. Essa tecnologia demonstra conhecimento avançado em bioquímica e planejamento estratégico para garantir a eficiência na caça.
Essa descoberta amplia o entendimento sobre a origem das flechas e destaca a inteligência e capacidade técnica dos humanos modernos pré-históricos em utilizar recursos naturais para a sobrevivência.
Pesquisadores identificaram que o Homo sapiens já fabricava flechas com pontas envenenadas há 60 mil anos, conforme revelam artefatos encontrados em um abrigo rochoso na África do Sul. Esses artefatos, feitos de quartzo, apresentam resíduos de um veneno de origem vegetal capaz de causar desde náuseas até coma, confirmando um uso antigo e sofisticado dessa técnica de caça.
A análise química das pontas revelou substâncias tóxicas como bufandrina e epibufanisina, presentes em plantas da savana africana, como a Boophone disticha. O extrato do bulbo dessa planta torna-se uma goma potente que poderia paralisar animais, facilitando a caça por humanos modernos ancestrais.
Essa descoberta amplia o conhecimento sobre a origem do arco e flecha, já apontada anteriormente como africana, e coloca a invenção do arca e flecha envenenada em um período muito anterior à saída dos humanos modernos da África. Além disso, indica que as sociedades pré-históricas detinham conhecimento avançado de bioquímica e planejamento estratégico para caçar e garantir sua sobrevivência.
O uso dessa tecnologia evidencia uma mente complexa, com a capacidade de explorar recursos naturais de forma a aumentar a eficiência da caça. Isso envolvia não só a fabricação da flecha, mas também o preparo do veneno e o acompanhamento da presa até sua queda.
Estudos como este ajudam a entender a evolução da cognição humana e o nível de sofisticação técnico-cultural já alcançado por nossos antepassados em um passado remoto da história da humanidade.
Fósseis de 770 mil anos no Marrocos podem indicar ancestral comum do humano moderno e neandertal
Fósseis com cerca de 770 mil anos foram descobertos em uma caverna perto de Casablanca, no Marrocos. Esses vestígios podem representar um ancestral comum do humano moderno e dos neandertais, mostrando traços antigos e modernos do gênero Homo.
Os ossos encontrados incluem mandíbulas, dentes, vértebras e um fêmur com sinais de terem sido roídos por um grande carnívoro. A datação foi feita por alterações no campo magnético terrestre, situando esses fósseis no início do Pleistoceno Médio.
Essa descoberta reforça a importância da África na origem do gênero Homo e ajuda a entender melhor a diversidade e evolução dos ancestrais humanos há quase 800 mil anos.
Fósseis com aproximadamente 770 mil anos encontrados em uma caverna próxima a Casablanca, no Marrocos, podem representar um ancestral comum do humano moderno e dos neandertais. Esses vestígios exibem uma combinação de traços antigos e características que só surgiram em espécies mais recentes do gênero Homo. A descoberta foi publicada na revista científica Nature por uma equipe internacional liderada por Jean-Jacques Hublin.
Os ossos incluem mandíbulas, dentes, vértebras e um fêmur que apresenta sinais de ter sido roído por um grande carnívoro. A datação mais confiável, baseada em mudanças no campo magnético terrestre, posiciona esses fósseis na transição para o Pleistoceno Médio, período essencial para o estudo da evolução humana.
Esse achado está alinhado com estimativas genéticas sobre a divergência das linhagens que deram origem aos seres humanos modernos, neandertais e denisovanos. Além disso, a idade dos fósseis se aproxima da encontrada para o Homo antecessor, fóssil encontrado na Espanha, que pode ser um parente próximo, porém mais avançado, desses ancestrais.
Segundo os pesquisadores, os fósseis do Marrocos podem representar populações bastante próximas da origem africana profunda do humano moderno. Ainda assim, especialistas alertam que não é possível afirmar que esses restos sejam o ancestral direto comum das linhagens humanas, mas certamente traços importantes na história evolutiva do gênero Homo.
Essa descoberta amplia o entendimento sobre a diversidade e a origem do nosso gênero, reforçando o papel da África na história da evolução humana, especialmente nessa fase crucial de quase 800 mil anos atrás.
5 Tendências Importantes para Investidores de Criptomoedas em 2026
O mercado de criptomoedas deve continuar sua evolução em 2026, impulsionado por avanços regulatórios como o GENIUS Act e maior apoio institucional. Mudanças na liderança da SEC e da CFTC, além do interesse de grandes bancos, ajudam a consolidar a institucionalização do setor.
A tokenização de ativos e o crescimento das stablecoins indicam integração maior com o sistema financeiro tradicional. Também se destacam inovações como o uso de inteligência artificial para transações automatizadas e a expansão de operações financeiras em blockchain.
Essas tendências podem transformar a forma como investidores brasileiros e globais acessam e negociam ativos digitais, ampliando oportunidades e exigindo atenção às novas regulamentações e padrões no mercado.
O mercado de criptomoedas avançou significativamente em 2025, superando desafios regulatórios que antes limitavam o setor. A aprovação da primeira lei federal importante para stablecoins, o GENIUS Act, e o compromisso do governo dos EUA com uma Reserva Estratégica de Bitcoin indicam uma postura oficial mais favorável. Além disso, mudanças nas lideranças da SEC e da CFTC têm aumentado o apoio institucional ao setor.
Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, que já foi crítico ao bitcoin, ajustou seu posicionamento e sinalizou que o banco poderá oferecer negociação de criptos a clientes institucionais. Esse movimento reforça a crescente institucionalização, impulsionada pelos ETFs de bitcoin e outros produtos financeiros, que hoje somam mais de US$ 200 bilhões em ativos globais.
A tokenização de ativos, embora ainda pequena, mostra crescimento acelerado. Com a aprovação para que a DTCC ofereça serviços nesse segmento, há expectativas de que o sistema financeiro tradicional avance para um modelo mais integrado com blockchains. Regulamentações específicas devem começar a ser discutidas ainda em 2026.
O mercado de stablecoins também expandiu, superando US$ 300 bilhões, atraindo grandes fintechs e criando a necessidade de padrões comuns para reduzir riscos nas transações entre diferentes plataformas.
Além disso, a capacidade das criptomoedas de sustentar mercados 24/7 está gerando novas formas de negociação em ativos não cripto, como contratos futuros de petróleo e juros, em blockchains. O uso crescente de inteligência artificial em transações automatizadas revela outra camada de inovação, com agentes de IA realizando bilhões de operações financeiras em blockchain.
Entre os dias 5 e 9 de janeiro, a semana foi agitada no mundo da tecnologia, ciência, entretenimento e games. A CES 2026 abriu a temporada de lançamentos apresentando novidades em notebooks, TVs e celulares. A LG ressurgiu no mercado de TVs extremamente finas com o modelo W6 OLED Wallpaper, que chega até 83 polegadas, focado em qualidade de imagem por meio de seu painel avançado.
A Samsung, por sua vez, revelou dispositivos com recursos como o Gemini e um monitor alcançando 1.040 Hz, prometendo aumentar a conectividade e incorporar inteligências artificiais que sugerem conteúdos baseados na rotina do usuário.
No campo da segurança digital, foi destacada a existência do vírus Kimwolf, uma variante da botnet Aisuru, instalada em smart TVs e TV boxes baratos, já atingindo mais de 2 milhões de vítimas, inclusive no Brasil.
Entre os destaques em consumo, relatos de uma fraude em compras online viralizaram, como no caso de um brasileiro que comprou um PS5 na internet e recebeu um saco de fubá no lugar do console. o AliExpress afirmou ter atuado para resolver a situação.
No setor de inteligência artificial, a OpenAI lançou o ChatGPT Health, um chatbot que pode ler exames médicos e auxiliar na criação de dietas e rotinas de exercícios. Já a IA do X (antigo Twitter) limitou a criação de imagens após denúncias envolvendo conteúdos inadequados.
Entre os lançamentos da CES, a Lenovo apresentou celulares, notebooks de formatos inovadores e wearables, ampliando a variedade de dispositivos conectados para 2026.
LG investe R$ 1,5 bilhão em fábrica no Brasil para expandir eletrodomésticos inteligentes
A LG está ampliando sua atuação no Brasil com um investimento de R$ 1,5 bilhão na construção de uma fábrica em Fazenda Rio Grande (PR). A meta é produzir 500 mil refrigeradores de alta performance por ano na primeira fase, reforçando o foco da empresa em eletrodomésticos inteligentes.
A empresa aposta na inteligência afetiva para criar produtos que compreendem a rotina do usuário, alinhando-se ao conceito de casa que reduz o esforço nas tarefas domésticas. O Brasil é peça-chave no plano global da LG, que busca acelerar lançamentos e aumentar sua participação no mercado de refrigeradores premium.
Com a modernização da linha branca e o uso de tecnologia para entregar eficiência energética e design, a LG pretende oferecer mais praticidade e economia de tempo aos consumidores brasileiros, ampliando sua presença em varejistas de alto padrão.
A LG está expandindo seu foco de atuação da tradicional liderança em TVs OLED para eletrodomésticos inteligentes, especialmente na América Latina. No Brasil, essa transição ganhou força com a construção de uma fábrica em Fazenda Rio Grande (PR), investimento de R$ 1,5 bilhão que prevê produzir 500 mil refrigeradores de alta performance por ano na primeira fase.
A empresa aposta na aplicação da inteligência afetiva para transformar produtos como geladeiras e máquinas de lavar em aliados que entendem a rotina dos usuários, alinhando-se ao conceito Zero Labor Home, que busca reduzir o esforço nas tarefas domésticas. Anna Karina Silva, Head de Marketing da LG, ressalta o desafio de integrar a comunicação da marca entre suas linhas de entretenimento e eletrodomésticos, para criar conexão emocional com os consumidores.
O Brasil tem papel estratégico no plano global da LG, servindo como referência para inovações na América Latina e possibilitando reduzir o tempo para lançamento dos produtos no mercado local. O objetivo é aumentar o market share da LG em refrigeradores premium para 20% até 2027, além de ampliar a presença em varejistas de alto padrão para destacar o ecossistema conectado da marca.
Com a modernização da linha branca e o uso da inteligência em ação, a LG busca entregar eficiência energética e design enquanto devolve tempo ao consumidor, promovendo a tecnologia a serviço do cotidiano.
Quem acompanha tecnologia sabe reconhecer quando algo importante acontece sem alarde. As versões beta do iOS 26.3 e do macOS Tahoe 26.3 receberam, pela segunda vez, atualizações de segurança em segundo plano, silenciosas, fora do ciclo tradicional de lançamentos. Para a maioria das pessoas, isso passa despercebido. Mas para quem presta atenção, o sinal é claro: a Apple está redesenhando a forma como controla riscos, usuários e o próprio sistema.
Não se trata apenas de corrigir falhas. Trata-se de quem decide quando seu dispositivo muda, e como isso acontece.
O que são essas atualizações “invisíveis”?
Tradicionalmente, atualizações de sistemas operacionais exigem uma ação do usuário: baixar, aceitar termos, reiniciar. O que a Apple está testando agora é diferente. São correções de segurança aplicadas automaticamente, em segundo plano, sem intervenção direta.
Elas não alteram a interface, não trazem novos recursos visíveis e não aparecem como um “update clássico”. O foco é proteger componentes sensíveis do sistema — especialmente aqueles ligados a permissões, execução de código e comunicação com serviços externos.
Na prática, o sistema se protege entre uma versão oficial e outra, reduzindo janelas de exposição.
Por que a Apple está insistindo nisso agora?
O cenário mudou. Hoje, falhas exploráveis surgem e se espalham em horas, não em meses. Ataques não esperam ciclos de atualização. E a Apple sabe disso.
Ao implementar atualizações de segurança em segundo plano, a empresa reduz três riscos críticos:
Usuários que não atualizam por medo ou preguiça
Exploração em larga escala de falhas conhecidas
Dependência excessiva de grandes lançamentos para corrigir problemas urgentes
É uma resposta direta ao mundo real, onde dispositivos são alvos constantes, não exceções.
Isso significa menos controle para o usuário?
Essa é a pergunta que realmente importa.
Sim e não.
Por um lado, o usuário ganha proteção contínua, mesmo sem entender detalhes técnicos. Por outro, perde a percepção clara de quando e como o sistema está sendo alterado. A Apple decide o que é crítico o suficiente para mudar silenciosamente.
Essa filosofia não é nova na empresa. Ela sempre priorizou segurança e experiência acima da personalização extrema. O que muda agora é a escala e a frequência.
E por que isso aparece primeiro nas versões beta?
Porque é ali que a Apple testa limites.
As versões beta não servem apenas para experimentar novos recursos visuais. Elas são usadas para validar modelos de governança do sistema: até onde dá para automatizar, o que pode quebrar, como usuários reagem.
O fato de esta ser a segunda atualização silenciosa indica que o primeiro teste funcionou. Não houve colapsos, não houve rejeição significativa, não houve problemas críticos reportados.
Isso é um sinal forte de que esse modelo veio para ficar.
O que muda para iPhone, iPad e Mac no dia a dia?
Para o usuário comum, quase nada — e isso é intencional.
O dispositivo continua funcionando normalmente, sem pop-ups, sem interrupções. Mas nos bastidores, componentes essenciais passam a operar sob um regime de manutenção contínua, parecido com o que já acontece em grandes infraestruturas de nuvem.
É uma mudança de mentalidade: o sistema deixa de ser algo “estático entre atualizações” e passa a ser um organismo em constante ajuste.
Existe algum risco nisso tudo?
O principal risco não é técnico, mas filosófico.
Quando sistemas se atualizam sozinhos, o usuário precisa confiar plenamente na empresa que os controla. A Apple aposta que essa confiança já existe — e, para a maioria das pessoas, ela provavelmente está certa.
Ainda assim, é um movimento que reforça um modelo onde o dispositivo é cada vez menos “seu” no sentido absoluto, e mais um serviço em evolução contínua.
O que está por trás das atualizações invisíveis do iOS 26.3 e do macOS Tahoe é uma estratégia clara: segurança contínua, automática e centralizada, adaptada a um mundo onde ameaças não esperam permissões.
Não é um detalhe técnico. É uma mudança estrutural na forma como sistemas operacionais funcionam — e no quanto o usuário percebe essas mudanças.
Leitura complementar para quem quer entender o cenário completo
Para quem deseja se aprofundar em como a Apple vem ajustando sua estratégia de segurança e atualizações silenciosas ao longo das últimas versões do sistema, alguns conteúdos ajudam a ampliar o contexto:
iOS 26.2: por que a atualização foi tratada como obrigatóriaUma análise sobre correções críticas e o motivo de a Apple ter acelerado a adoção dessa versão.
Atualização do iOS 26: recursos escondidos que passam despercebidosUm olhar detalhado sobre mudanças menos visíveis que afetam privacidade, segurança e controle do sistema.
Esses materiais ajudam a entender por que as atualizações em segundo plano testadas no iOS 26.3 e no macOS Tahoe não surgem do nada, mas fazem parte de uma transição gradual na forma como a Apple gerencia seus ecossistemas.
Um futuro mais seguro, porém menos visível
A Apple está apostando em algo simples e ousado ao mesmo tempo: proteger melhor fazendo menos barulho. Para muitos, isso será bem-vindo. Para outros, levantará debates legítimos sobre controle e transparência.
Mas uma coisa é certa: depois desses testes, será difícil imaginar um futuro em que sistemas críticos dependam exclusivamente do usuário para se manterem seguros.
A segurança, ao que tudo indica, está deixando de pedir permissão.
A Lego acabou de colocar um cérebro dentro do tijolo: isso muda o que significa “brincar”
Durante décadas, o tijolo Lego foi um símbolo de simplicidade: plástico, encaixe, imaginação. Na CES 2026, em Las Vegas, essa ideia ganhou uma nova camada. O Grupo Lego apresentou as Smart Bricks, peças que mantêm o formato clássico 2×4, mas escondem algo inédito em seu interior: um computador em miniatura, com chip próprio, capaz de processar informações.
Não se trata de mais um brinquedo eletrônico. É uma mudança silenciosa no próprio conceito do que é um Lego — e no tipo de criatividade que ele pode despertar.
O que são, afinal, as Smart Bricks?
Externamente, as Smart Bricks são praticamente idênticas às peças tradicionais. Mesmo tamanho, mesmo encaixe, mesma compatibilidade com outros blocos. A diferença está dentro. Cada tijolo carrega um chip ASIC personalizado, desenvolvido especificamente para operar dentro das limitações físicas da peça.
Esse chip permite que o tijolo:
reconheça quando está conectado a outros blocos;
troque dados com peças vizinhas;
execute comandos simples;
reaja a estímulos do conjunto.
Em vez de depender apenas da imaginação do construtor, o Lego passa a responder ao que foi construído.
Por que a Lego fez isso agora?
A Lego vem observando há anos uma mudança no modo como crianças e jovens interagem com tecnologia. Tablets, jogos digitais e programação já fazem parte do cotidiano. O desafio sempre foi integrar esse universo ao brincar físico, sem transformar o Lego em “apenas mais um gadget”.
As Smart Bricks parecem ser a resposta a essa tensão. Em vez de substituir o brinquedo tradicional, a Lego adiciona uma camada invisível de inteligência, mantendo a lógica do montar, errar, desmontar e tentar de novo.
Não é uma ruptura agressiva. É uma evolução discreta.
Um computador escondido em um brinquedo
O uso de um chip ASIC chama atenção porque não é uma escolha trivial. Diferente de chips genéricos, um ASIC é criado para uma função específica. Isso indica que a Lego não está apenas testando uma ideia, mas apostando em escala, eficiência energética e confiabilidade.
O uso de um chip ASIC chama atenção porque não é uma escolha trivial. Diferente de chips genéricos, um ASIC é criado para uma função específica. Isso indica que a Lego não está apenas testando uma ideia, mas apostando em escala, eficiência energética e confiabilidade.
Cada tijolo não é um “mini computador poderoso”, mas um nó inteligente dentro de um sistema maior. A inteligência emerge do conjunto, não da peça isolada. É uma lógica parecida com a de redes, colmeias ou sistemas distribuídos.
Para quem monta, isso significa que estruturas diferentes podem se comportar de formas diferentes — mesmo usando as mesmas peças.
Por que começar com Lego Star Wars?
Os primeiros kits com Smart Bricks chegam ao mercado em 1º de março, todos dentro da linha Lego Star Wars. A escolha não é casual. Essa é uma das franquias mais populares da marca, com público que vai além das crianças pequenas.
Star Wars já trabalha, em seu universo narrativo, com conceitos como sistemas, inteligência, máquinas e redes. Isso cria um terreno fértil para testar a recepção das Smart Bricks em histórias que já envolvem tecnologia e estratégia.
É um laboratório com fãs engajados — e atentos.
Isso é brinquedo ou é tecnologia educacional?
A resposta honesta é: os dois. Mas a Lego toma cuidado para não usar discursos pedagógicos pesados. As Smart Bricks não exigem que a criança “aprenda programação” formalmente. Elas permitem que conceitos como lógica, sequência, causa e efeito surjam naturalmente da brincadeira.
Ao montar, o usuário não escreve código. Ele cria relações físicas que geram comportamentos. Isso aproxima o Lego de ideias usadas em robótica e computação, sem afastar quem só quer brincar.
É um tipo de aprendizado que acontece sem ser anunciado.
O que muda para quem já brinca com Lego?
Para quem já conhece Lego, a mudança é sutil no início. As peças continuam se encaixando da mesma forma. A diferença aparece quando o conjunto começa a reagir.
Uma nave pode “ativar” funções quando montada corretamente. Um conjunto pode mudar de comportamento se uma peça for removida. O erro deixa de ser apenas estrutural e passa a ser também funcional.
Isso transforma a brincadeira em um diálogo: o construtor propõe, o sistema responde.
Há riscos em colocar “cérebros” em brinquedos?
Sempre há questionamentos quando brinquedos se tornam inteligentes. Privacidade, durabilidade, dependência de tecnologia e custo são pontos levantados por especialistas.
A Lego tenta reduzir esses riscos ao manter as Smart Bricks autônomas, sem necessidade constante de conexão à internet. A inteligência está no tijolo, não em servidores externos. Isso preserva a experiência offline, um valor importante para a marca.
Ainda assim, é um território novo, que exigirá atenção conforme a tecnologia evoluir.
Não há previsão para o Brasil — e isso diz algo
Até o momento, não há previsão de lançamento das Smart Bricks no Brasil. Isso reforça a ideia de que o produto está em fase inicial, sendo observado de perto antes de uma expansão global.
Historicamente, a Lego costuma testar grandes inovações em mercados específicos antes de ampliar a distribuição. O silêncio sobre datas futuras sugere cautela — e a consciência de que esse tipo de mudança precisa ser bem assimilada.
O que significa a Lego lançar peças com cérebro digital?
Significa que o brinquedo deixa de ser apenas passivo e passa a participar da experiência. A Lego não está abandonando a imaginação; está oferecendo algo novo para dialogar com ela.
Quando o brinquedo começa a pensar junto
As Smart Bricks não são o fim do Lego tradicional. Elas são um sinal de que o brincar também acompanha o tempo em que vive. Em um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes, a Lego escolhe não resistir nem exagerar. Escolhe integrar.
Colocar um cérebro dentro do tijolo não transforma a criança em engenheira nem o brinquedo em máquina fria. Apenas amplia as possibilidades. E, como sempre aconteceu com Lego, o que vai sair disso depende menos da peça — e mais de quem a encaixa.
Nise da Silveira acreditava mesmo que gatos eram co-terapeutas?
Quando a psiquiatra brasileira Nise da Silveira dizia que os gatos eram co-terapeutas, muita gente achava que era apenas uma metáfora poética. Outros viam exagero, romantização ou até excentricidade. Mas o que ela realmente quis dizer com isso?
E mais importante: havia fundamento real nessa ideia — ou era só intuição?
A resposta é mais concreta, provocadora e atual do que parece.
Quem foi Nise — e por que ela pensava diferente
Nise da Silveira trabalhou durante décadas em hospitais psiquiátricos no Brasil, especialmente no antigo Centro Psiquiátrico Nacional do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Em uma época marcada por eletrochoques, lobotomias e contenções físicas, ela fez uma escolha radical: recusou-se a tratar sofrimento psíquico com violência.
No lugar disso, abriu espaço para atividades expressivas — pintura, modelagem, convivência — e para algo ainda mais incomum: a presença livre de animais, especialmente gatos.
Essa decisão não foi decorativa nem sentimental. Foi clínica.
O hospital antes dos gatos: isolamento e ruptura
Para entender o impacto dos gatos, é preciso lembrar do cenário da época. Hospitais psiquiátricos funcionavam como espaços de segregação. Pacientes viviam em ambientes frios, supercontrolados, com pouquíssimos estímulos afetivos.
Nise observava algo essencial:
muitos pacientes não conseguiam mais se relacionar com pessoas, mas ainda reagiam à presença de um animal.
Não com palavras. Com gestos mínimos. Com atenção. Com cuidado.
Era aí que algo começava a se reorganizar.
O que os gatos faziam que ninguém mais conseguia
Os gatos não “tratavam” no sentido médico tradicional. Eles não davam ordens, não exigiam respostas, não interpretavam. Apenas estavam ali.
E isso fazia toda a diferença.
Segundo os relatos clínicos reunidos por Nise, os gatos:
aproximavam-se sem invadir
respeitavam o tempo do paciente
aceitavam silêncio
reagiam a pequenos gestos de afeto
não julgavam comportamentos considerados “estranhos”
Para pessoas em sofrimento psíquico profundo, isso criava algo raro: uma relação sem ameaça.
Por que Nise usava o termo “co-terapeuta”
Aqui está um ponto que costuma ser mal interpretado.
Quando Nise chamava os gatos de co-terapeutas, ela não os colocava acima ou no lugar dos profissionais. O termo tinha um sentido muito específico: eles participavam do processo terapêutico sem linguagem, sem técnica formal, mas com impacto real.
Em outras palavras:
o gato não curava — mas criava condições para que a pessoa pudesse, aos poucos, se reorganizar internamente.
Isso incluía:
despertar interesse pelo ambiente
estimular responsabilidade (alimentar, proteger)
favorecer vínculos afetivos seguros
reduzir estados de agitação e retraimento
Tudo isso sem uma única palavra.
A ligação com a psicologia profunda
Embora não fosse “junguiana ortodoxa”, Nise dialogava intensamente com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Para ela, o inconsciente se expressava por imagens, símbolos e relações — não apenas por fala racional.
Os gatos, nesse contexto, funcionavam como figuras simbólicas vivas:
independentes, sensíveis, silenciosas, capazes de circular entre proximidade e distância.
Para muitos pacientes, esse tipo de relação era mais acessível do que qualquer conversa estruturada.
Era apenas intuição? Ou havia método?
Um erro comum é tratar a abordagem de Nise como puramente intuitiva. Na prática, ela observava sistematicamente os efeitos da presença dos animais.
Ela registrava mudanças de comportamento, redução de agressividade, aumento de participação nas atividades expressivas e até melhora no cuidado pessoal.
Hoje, décadas depois, a ciência daria outro nome a isso:
intervenções assistidas por animais.
Mas Nise chegou lá antes — sem rótulos, sem modismos.
O que a ciência atual confirma
Estudos contemporâneos em psicologia, neurociência e saúde mental mostram que a convivência com animais pode:
reduzir níveis de cortisol (hormônio do estresse)
estimular a liberação de ocitocina
melhorar a regulação emocional
favorecer sensação de segurança
diminuir isolamento social
Ou seja: aquilo que Nise observava empiricamente hoje encontra respaldo científico.
Ela não estava romantizando os gatos. Estava descrevendo um fenômeno real com a linguagem que tinha à época.
Então… os gatos eram mesmo co-terapeutas?
Sim — no sentido exato que Nise pretendia.
Eles não substituíam tratamento.
Não resolviam traumas.
Não eram “milagrosos”.
Mas participavam ativamente do processo de cuidado, oferecendo algo que nenhum protocolo conseguia garantir: presença afetiva sem exigência.
Para pacientes profundamente feridos nas relações humanas, isso podia ser o primeiro passo de volta ao mundo.
Por que essa ideia ainda incomoda
Talvez porque ela desafie uma noção rígida de ciência.
Talvez porque valorize algo que não se mede facilmente.
Ou talvez porque nos lembre que cuidar não é apenas intervir, mas também permitir encontros.
Nise da Silveira pagou um preço alto por sustentar essa visão. Foi marginalizada, criticada, desacreditada. Ainda assim, manteve sua posição até o fim.
E o tempo, mais uma vez, acabou ficando do lado dela.
Uma reflexão final
Quando Nise dizia que os gatos eram co-terapeutas, ela não estava falando apenas de animais. Estava falando de outra forma de compreender o cuidado, menos autoritária, mais relacional.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja se ela estava certa.
Mas sim: por que demoramos tanto para levá-la a sério?
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A presença dos gatos no contexto terapêutico também ajuda a compreender melhor como esses animais interagem com o ambiente, com as pessoas e com o imaginário coletivo. Para quem deseja aprofundar esse olhar, há conteúdos interessantes que exploram diferentes dimensões da relação entre humanos e gatos, como os estímulos sensoriais que influenciam o comportamento felino, a adaptação de espaços domésticos para o bem-estar dos gatos e até curiosidades culturais sobre felinos na ficção e nos desenhos animados.
Estímulos sensoriais para gatos: som, luz e cheiros no ambiente doméstico
Chevron pode aumentar em até US$ 700 milhões por ano com petróleo na Venezuela
A Chevron poderá aumentar seu fluxo de caixa em até US$ 700 milhões por ano ao expandir a produção de petróleo na Venezuela. A empresa já atua no país e compartilha a produção com a estatal PDVSA, produzindo cerca de 240 mil barris por dia.
O crescimento ocorre em meio a uma política dos EUA que facilita a operação da Chevron no país, mesmo diante das incertezas políticas e fiscais locais. A petroleira mantém cautela para evitar investimentos maiores até que o cenário fique mais estável.
Esse aumento representa cerca de 1% a 2% do fluxo operacional da Chevron. Executivos da empresa participarão de reuniões na Casa Branca para discutir planos de reconstrução da indústria petrolífera venezuelana, impactando o mercado regional.
A Chevron pode elevar seu fluxo de caixa em até US$ 700 milhões anuais, ampliando a produção de petróleo na Venezuela. Segundo relatório do analista Jason Gabelman, da TD Cowen, a empresa tem uma oportunidade diferenciada para crescer na região devido à política dos EUA voltada ao controle do petróleo venezuelano.
A Chevron é a única grande petroleira dos Estados Unidos atuando no país sul-americano e deve expandir sua produção a partir dos ativos já existentes, evitando investimentos grandes até que haja estabilidade política e fiscal na Venezuela. Atualmente, as joint ventures da companhia produzem cerca de 240 mil barris por dia, divididos aproximadamente meio a meio com a estatal PDVSA.
Representantes do setor petrolífero, incluindo executivos da Chevron, estão previstos para participar de encontro na Casa Branca, onde o presidente Donald Trump deve apresentar planos para reconstruir a indústria venezuelana, afetada por décadas de má gestão.
Apesar das vantagens de longo prazo da Venezuela, detentora das maiores reservas mundiais, as incertezas sobre segurança e o ambiente regulatório afastam investimentos expressivos no curto prazo. O aumento projetado de até US$ 700 milhões por ano equivale a cerca de 1% a 2% do fluxo operacional da Chevron, segundo o analista.
Com o governo buscando firmar um regime fiscal estável, a Chevron mantém cautela antes de comprometer capital adicional significativo.
O suposto túmulo de Jesus realmente resistiu ao tempo?
Durante séculos, peregrinos caminharam até Jerusalém acreditando que um ponto específico da cidade guarda o túmulo onde Jesus foi sepultado. Mas, entre destruições, reconstruções e disputas religiosas, uma pergunta permanece: o local venerado hoje preserva algo do túmulo original ou tudo não passa de tradição acumulada ao longo do tempo? Descobertas arqueológicas recentes trouxeram novas pistas — e elas são mais concretas do que muitos imaginam.
Um lugar marcado por fé… e por ruínas
O local tradicionalmente identificado como o túmulo de Jesus fica dentro da Igreja do Santo Sepulcro, uma construção que, por si só, já passou por incêndios, invasões, terremotos e reformas profundas. Ao longo de quase dois milênios, camadas de pedra, argamassa e estruturas foram se sobrepondo, criando um verdadeiro palimpsesto arquitetônico.
Durante muito tempo, estudiosos acreditaram que qualquer vestígio do túmulo original teria sido perdido, especialmente após a destruição da igreja ordenada pelo califa fatímida Al-Hakim no século XI. A lógica parecia simples: se o edifício foi arrasado, o que poderia ter sobrevivido?
Essa suposição, no entanto, começou a ruir com análises arqueológicas mais cuidadosas.
O que a arqueologia encontrou sob o mármore
Entre 2016 e 2017, uma restauração inédita permitiu que arqueólogos tivessem acesso direto à estrutura interna do edículo — o pequeno santuário que envolve o túmulo. Pela primeira vez em séculos, o revestimento de mármore foi removido temporariamente.
O que apareceu ali surpreendeu: materiais de construção datados do período romano, compatíveis com o século I d.C., época em que os evangelhos situam a crucificação e o sepultamento de Jesus. Esses elementos indicam que o local venerado hoje não foi simplesmente “inventado” na Idade Média, mas preserva um núcleo muito mais antigo.
Mais importante ainda: os dados sugerem continuidade. Mesmo após destruições violentas, o ponto exato do túmulo teria sido respeitado e reconstruído sucessivamente sobre a mesma base.
Tradição cristã ou memória urbana confiável?
Críticos costumam afirmar que tradições religiosas não são fontes confiáveis. Mas Jerusalém antiga funcionava de maneira diferente das cidades modernas. Locais de execução, sepultamento e culto eram fortemente fixados na memória coletiva, sobretudo em uma cidade relativamente pequena e densamente habitada.
Quando o imperador Constantino autorizou, no século IV, a construção da primeira igreja cristã no local, ele não escolheu um ponto aleatório. Escritos históricos indicam que os cristãos locais já identificavam aquele lugar como o túmulo havia gerações.
A arqueologia moderna, ao confirmar a presença de estruturas romanas no núcleo do santuário, reforça essa memória urbana contínua, algo raro em sítios religiosos tão antigos.
O túmulo corresponde ao que os evangelhos descrevem?
Os evangelhos falam de um túmulo escavado na rocha, próximo ao local da crucificação, situado em um jardim. Escavações ao redor do Santo Sepulcro revelaram exatamente isso: uma antiga pedreira transformada em área funerária, com sepulturas do tipo kokhim (nichos escavados), comuns no judaísmo do século I.
Além disso, análises botânicas recentes identificaram vestígios de plantas cultivadas na área, o que dialoga diretamente com a descrição de um jardim mencionada no Evangelho de João.
Esses detalhes não provam a identidade de Jesus em termos teológicos, mas mostram que o cenário físico descrito nos textos bíblicos é compatível com o local arqueológico real.
Por que isso importa hoje?
A descoberta não transforma fé em ciência, nem ciência em fé. Mas ela corrige um equívoco comum: a ideia de que tudo o que envolve o túmulo de Jesus é pura lenda tardia.
O que os dados indicam é mais sóbrio e, talvez, mais impressionante: apesar de guerras, destruições e reconstruções, um lugar específico foi preservado com notável fidelidade ao longo de quase dois mil anos.
Para crentes, isso reforça a força da tradição. Para não crentes, mostra como memória, espaço urbano e arqueologia podem caminhar juntos de forma surpreendente.
Então, o suposto túmulo de Jesus é autêntico?
A resposta honesta é: ele é arqueologicamente coerente com o período, o contexto e as descrições antigas. Não há evidência de que o local seja uma invenção posterior, e há sinais concretos de continuidade desde a época romana.
Isso não obriga ninguém a crer — mas torna intelectualmente difícil descartar o local como mero mito.
Para aprofundar o contexto histórico
Se o tema despertou sua curiosidade, há conteúdos complementares que ajudam a compreender melhor os caminhos, os lugares e os vestígios associados aos últimos dias de Jesus em Jerusalém:
Refazer hoje os passos de Jesus na Via Dolorosa
Uma análise histórica e urbana do trajeto tradicional do Caminho das Dores, à luz da arqueologia e da Jerusalém atual.
Talvez o aspecto mais fascinante dessa descoberta seja o silêncio das pedras. Elas não pregam, não convencem, não prometem. Apenas permanecem. E, ao permanecerem, contam uma história de resistência, memória e significado.
Em um mundo acostumado a revisões rápidas e verdades descartáveis, o suposto túmulo de Jesus nos lembra que alguns lugares atravessam o tempo carregando perguntas que continuam abertas — não porque faltam respostas, mas porque seu significado vai além delas.
Versículo para reflexão
Para quem deseja aprofundar a leitura com uma pausa de contemplação, um versículo diário pode ajudar a conectar o texto histórico à dimensão espiritual presente nas Escrituras:
Versículo do Dia – Gênesis 1:11
Uma reflexão sobre criação, ordem e vida que atravessa séculos e continua inspirando leitores hoje.
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Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação