World Liberty Financial, ligada a Donald Trump, busca licença para banco de stablecoins nos EUA
A World Liberty Financial, associada ao ex-presidente Donald Trump, criou a WLTC Holdings para solicitar uma licença bancária nos Estados Unidos. O pedido foi feito ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para fundar a World Liberty Trust Company, com foco em operações de stablecoins.
O banco pretende oferecer serviços de emissão e resgate de stablecoins, conversão entre moedas digitais e fiduciárias, além de custódia, atendendo principalmente clientes institucionais. A empresa já emite a stablecoin USD1, que alcançou mais de US$ 3,3 bilhões em circulação no primeiro ano.
Em julho de 2024, com o Genius Act sancionado por Trump estabelecendo regras para criptoativos, a World Liberty se posiciona para integrar emissão, custódia e conversão de stablecoins em uma única entidade regulada.
A World Liberty Financial, protocolo de finanças descentralizadas associado ao ex-presidente Donald Trump, criou a WLTC Holdings para solicitar uma licença bancária nos Estados Unidos. O pedido foi feito ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para fundar a World Liberty Trust Company, National Association (WLTC), um banco nacional fiduciário voltado a operações com stablecoins.
Diferente de muitos concorrentes, a World Liberty Financial já emite a USD1, uma stablecoin lastreada em dólares americanos. Essa moeda digital alcançou mais de US$ 3,3 bilhões em circulação durante seu primeiro ano, um crescimento considerado rápido segundo seus criadores.
O banco proposto pretende oferecer sob supervisão federal três serviços principais: emissão e resgate de stablecoins, on-ramp e off-ramp para conversão, além de custódia. O foco será o atendimento a clientes institucionais, incluindo corretoras de criptomoedas, market makers e gestoras de investimentos.
Em julho de 2024, Donald Trump sancionou o Genius Act, o primeiro marco legal para criptoativos nos EUA. A World Liberty foi lançada em outubro de 2024, com Trump e seus filhos como cofundadores, e lançou a USD1 em março de 2025, posicionando-se para integrar emissão, custódia e conversão em uma única entidade regulada.
Mercado financeiro acompanha inflação no Brasil e dados de emprego nos EUA
O mercado financeiro monitorou de perto os dados econômicos recentes do Brasil e dos Estados Unidos. No Brasil, o IGP-DI de dezembro mostrou leve alta de 0,10%, com uma deflação anual projetada de 1,20%, reflexo da queda no preço ao produtor, embora os preços ao consumidor continuem elevados em setores como transporte e habitação.
Nos EUA, os pedidos iniciais de seguro-desemprego não deram sinais claros sobre a saúde do emprego, enquanto o setor de serviços mostrou crescimento acima do esperado, mas o número de vagas abertas ficou abaixo da previsão. Esses fatores mantêm a inflação pressionada e desafiam a adoção de cortes nos juros.
Os contratos futuros das bolsas americanas abriram em baixa, e os índices brasileiros iniciaram estáveis após recuo recente. A atenção do mercado está na continuidade das políticas do Federal Reserve para conter a inflação sem comprometer a retomada do emprego.
Os investidores seguem atentos ao impacto da chegada do petróleo venezuelano no mercado internacional, enquanto observam os primeiros indicadores econômicos divulgados nos Estados Unidos e no Brasil. No país, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro subiu para 0,10%, depois de quase estabilidade em novembro, refletindo uma deflação anual de 1,20% em 2025, comparado a um aumento de 6,86% em 2024, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A queda anual decorre principalmente da retração de 3,61% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), marcando o primeiro resultado negativo desde 2023. Entretanto, os preços ao consumidor permanecem altos, especialmente em transporte, habitação e vestuário.
Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de seguro-desemprego não trouxeram clareza sobre a atividade econômica recente. O setor de serviços mostrou-se mais aquecido do que o esperado, com o índice ISM de dezembro alcançando 54,4 pontos, impulsionado pelo aumento de novos pedidos, produção e retomada do emprego.
Por outro lado, o relatório JOLTs indicou abertura de vagas abaixo do previsto, sugerindo uma dinâmica de contratação mais contida no fim do ano. Essa estabilidade no setor de serviços, com salários elevados e oferta reduzida de trabalhadores, mantém a pressão sobre os custos estruturais e a inflação.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, condiciona novos cortes de juros à diminuição dessas pressões, o que ainda não se evidencia nos dados atuais. No pré-mercado, os contratos futuros dos principais índices americanos continuam em baixa, enquanto o ETF EWZ, que representa ações brasileiras em Nova York, inicia o dia estável após queda do Ibovespa na quarta-feira.
Ford planeja tecnologia que permite desviar o olhar da estrada e aposta em robotáxis
A Ford anunciou planos para lançar em 2028 uma atualização do sistema BlueCruise, que permitirá aos motoristas desviar o olhar da estrada, avançando para a autonomia de Nível 3. Atualmente, o sistema só permite tirar as mãos do volante, mantendo atenção visual.
Essa tecnologia estreia na picape elétrica da Ford e possibilitará que motoristas realizem atividades como videoconferências enquanto dirigem. A empresa planeja usar essa inovação para entrar no mercado de robotáxis e ampliar seu negócio de frotas comerciais.
A Ford está desenvolvendo a tecnologia internamente e busca parcerias para avançar nesse segmento, com foco em soluções acessíveis e custos controlados, diferente das opções já disponíveis em carros de luxo.
A Ford Motor anunciou planos para lançar em 2028 a autonomia de Nível 3 em seu sistema de assistência ao motorista BlueCruise, que permitirá aos condutores desviar os olhos da estrada. Atualmente, o BlueCruise só autoriza tirar as mãos do volante, mantendo a atenção visual na via. Essa atualização estreia na picape compacta elétrica da empresa, com preço previsto em US$ 30 mil.
Doug Field, diretor-chefe de veículos elétricos da Ford, afirmou que a nova tecnologia vai possibilitar que motoristas realizem atividades como videoconferências ou acesso a entretenimento enquanto o veículo estiver em movimento. A empresa acredita que os consumidores buscarão essa comodidade para economizar tempo e reduzir o estresse ao dirigir.
Além disso, a Ford considera que essa inovação pode abrir caminho para entrar no setor de robotáxis, ampliando seu negócio de frotas comerciais, Ford Pro. Field ressaltou que a estratégia futura dependerá do desenvolvimento da tecnologia de Nível 3, e a empresa está aberta a parcerias para avançar nesse mercado.
Essa movimentação representa uma mudança em relação à decisão de abandonar a Argo AI em 2022, que visava o desenvolvimento de carros totalmente autônomos. Agora, a Ford foca em oferecer uma solução internamente desenvolvida e com custos controlados, o que permitirá equipar veículos mais acessíveis com essa autonomia, diferentemente de sistemas similares que equipam carros caros.
A empresa ainda avalia modelos de cobrança para a tecnologia, considerada uma importante aposta para o futuro próximo da condução assistida.
Jogos para PS4 com descontos de até 62% na Amazon (promoção válida fora do Brasil)
A Amazon está oferecendo descontos significativos em jogos físicos para PS4, incluindo títulos famosos como God of War e Marvel’s Spider-Man: Miles Morales. Essa promoção não é válida no Brasil, mas pode interessar a jogadores que têm acesso ao site internacional.
Os descontos chegam a 62%, tornando essa uma boa oportunidade para quem deseja ampliar sua coleção de jogos para a geração passada do PlayStation. Jogos variados, desde aventuras até corridas, estão com preços especiais e em destaque.
Vale lembrar que essa oferta é por tempo limitado ou até o fim do estoque, recomendando agilidade para aproveitar. A compatibilidade do PS5 com jogos de PS4 amplia ainda mais a utilidade dessas promoções para quem possui o console mais recente.
Nesta temporada de férias, os jogadores que utilizam o PlayStation 4 têm uma boa oportunidade para aproveitar. Embora o PS5 seja o destaque atual, o console da geração anterior continua forte, especialmente por sua compatibilidade com jogos do PS4, ampliando as opções para quem já possui o aparelho ou busca adquirir títulos. Essa retrocompatibilidade mantém viva a coleção dos fãs, além de permitir novas compras com preços mais acessíveis.
A Amazon está oferecendo descontos de até 62% em diversos jogos físicos para PS4, um motivo a mais para renovar a biblioteca com títulos consagrados. Entre as ofertas, estão games de peso, como God of War e Bloodborne, ambos disponíveis por R$ 60,35. Outros nomes conhecidos também estão com preços reduzidos, como Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, Gran Turismo 7 e Ghost of Tsushima.
Além dessas opções, é possível encontrar o divertido Sackboy: Uma Grande Aventura, que também figura entre os destaques em promoção. Para quem prefere aventuras diferenciadas, títulos como Until Dawn e Death Stranding estão incluídos nas ofertas. Essa variedade permite que diferentes estilos e preferências sejam atendidos, seja no PS4 ou no PS5 com leitor de discos, aproveitando as mídias físicas.
Essas promoções têm duração limitada ou até o fim do estoque, por isso a recomendação é não deixar para depois. Revisitar ou conhecer jogos importantes do PlayStation 4 pode tornar as férias mais divertidas e econômicas para quem curte videogames nesta época do ano.
ZAMP usa Inteligência Artificial Generativa para melhorar previsão e aumentar receita em 2025
A ZAMP adotou a Inteligência Artificial Generativa como base para sua transformação em 2025, com o programa ZAI implementado em toda a empresa. Isso elevou a eficiência operacional, reduziu a ruptura de estoque em 22% e aprimorou a precisão do forecast em 30%.
Nas vendas, a GenAI impulsionou a conversão em mais de 80% e aumentou a receita em 20%, usando análises de 180 mil comentários anuais para orientar decisões estratégicas. A implantação enfrentou desafios culturais e de governança, mantendo o equilíbrio entre agilidade e ética.
A ZAMP investiu em capacitação com o programa AI Ambassadors e adotou um modelo de sandbox para testes seguros. A previsão é ampliar o uso da IA em 2026, incluindo personalização, pricing dinâmico e integração em plataformas de operação e CRM para melhorar a experiência do cliente.
A ZAMP firmou a Inteligência Artificial Generativa como eixo central de sua transformação em 2025. O destaque ficou por conta do ZAI, programa que democratiza o uso da GenAI em todas as áreas da empresa, desde a operação nas lojas até setores como finanças, marketing e logística, promovendo governança e ética. Essa integração tecnológica elevou a eficiência operacional, reduziu em 22% a ruptura de estoque e melhorou em 30% a precisão do forecast.
Nas vendas, a adoção da GenAI resultou em aumento superior a 80% na conversão e crescimento de 20% na receita, com recomendações mais alinhadas ao consumidor. Além disso, cerca de 180 mil comentários anuais passaram a influenciar decisões estratégicas graças à análise feita pela IA. O processo enfrentou desafios culturais e de governança, equilibrando rapidez e segurança sem comprometer padrões éticos.
Para essa transição, a ZAMP investiu em capacitação e criou o programa AI Ambassadors, que espalha o conhecimento da IA pela organização, além de adotar um modelo de sandbox para testes controlados. Em 2026, a empresa planeja ampliar o impacto econômico da Inteligência Artificial Generativa, com ênfase em personalização, pricing dinâmico e integração da IA a plataformas de operação de loja e CRM omnicanal, reforçando a atuação em tempo real e a unificação das jornadas do cliente.
Fernanda Toscano, vice-presidente de Tecnologia, destaca que a liderança precisa usar a IA para ampliar a inteligência coletiva, mantendo o foco na ética e valores da empresa, posicionando a tecnologia como suporte e não substituição do propósito humano.
EUA Registram Maior Participação em Fusões e Aquisições em 27 Anos
Em 2025, os Estados Unidos registraram a maior participação em fusões e aquisições em 27 anos, totalizando US$ 2,3 trilhões, que representam 50% do valor global. Esse montante cresceu 57% em relação a 2024, confirmando o período mais intenso de M&A no país em quatro anos.
O crescimento foi impulsionado por um mercado de ações robusto, fácil acesso a financiamentos e um ambiente regulatório mais favorável. O setor de tecnologia liderou, com 14 megafusões acima de US$ 10 bilhões, além de movimentações significativas em finanças, materiais e saúde.
Para 2026, a previsão é que a tecnologia, especialmente inteligência artificial, continue impulsionando essas operações, com destaque para setores como energia e infraestrutura, fortalecendo o cenário global de fusões e aquisições.
Em 2025, a atividade de M&A nos Estados Unidos atingiu US$ 2,3 trilhões, representando 50% do valor global de fusões e aquisições, que somou US$ 4,6 trilhões. Essa é a maior participação do país em 27 anos, segundo dados da London Stock Exchange Group (LSEG). O montante também mostra um crescimento de 57% comparado a 2024, marcando o período mais intenso de negócios no país em quatro anos.
De acordo com Matt Toole, diretor de Inteligência de Negócios da LSEG, o mercado de ações robusto, o fácil acesso ao financiamento via títulos, empréstimos e crédito privado, além de um ambiente regulatório mais favorável, foram determinantes para esse cenário.
Foram registradas 68 megafusões acima de US$ 10 bilhões, totalizando US$ 1,5 trilhão — mais que o dobro do ano anterior e o maior volume desde 1980. Entre elas, 14 ocorreram no setor de tecnologia, 12 em serviços financeiros, oito em materiais e sete em indústrias e saúde. Destacam-se as propostas concorrentes pela Warner Bros. Discovery e a compra de US$ 49 bilhões da Electronic Arts.
Globalmente, foram anunciadas mais de 52 mil operações de fusões e aquisições em 2025, um volume 49% superior a 2024, embora o número de operações tenha caído 3%, o menor em cinco anos. A Ásia-Pacífico e a Europa apresentaram aumentos expressivos em valores transacionados.
Para 2026, a LSEG prevê que a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, continuará impulsionando as operações de M&A, incluindo setores como energia e infraestrutura, evidenciado pela aquisição da Intersect Power pela Alphabet por US$ 4,75 bilhões.
Rockstar chegou a planejar GTA no Rio de Janeiro, mas projeto não avançou
Durante a era do PlayStation 2, a Rockstar cogitou levar a franquia GTA para cidades fora dos EUA, incluindo o Rio de Janeiro. Outros locais como Moscou, Istambul e Tóquio também foram considerados, sendo Tóquio até desenvolvida em um estúdio japonês antes do cancelamento.
O GTA Rio de Janeiro não passou da fase conceitual, sem entrar em produção. A ideia era explorar diferentes culturas mantendo a identidade da série, mas o longo ciclo de desenvolvimento tornou essa abordagem menos viável.
No Brasil, o público conheceu versões piratas e mods do jogo adaptados ao cenário nacional, mantendo viva a conexão cultural com GTA, especialmente em servidores customizados e mods como GTA Torcidas.
Durante os anos do PS2, versões alternativas de GTA San Andreas com cidades brasileiras eram comuns em feiras. Agora se sabe que a Rockstar chegou a considerar levar a franquia para locais fora dos Estados Unidos, incluindo o Rio de Janeiro. A informação veio de Obbe Vermeij, ex-diretor técnico da Rockstar North, que trabalhou em títulos como GTA III e San Andreas.
Vermeij revelou que além do Rio, cidades como Moscou, Istambul e especialmente Tóquio foram cogitadas para futuros jogos. Tóquio chegou a estar em desenvolvimento por um estúdio japonês usando o código da Rockstar, mas o projeto foi cancelado antes do lançamento. Já o GTA Rio de Janeiro ficou restrito à ideia conceitual, sem entrar na fase de produção.
A escolha de cidades diferentes visava explorar culturas distintas sem perder a identidade da série. Porém, com o aumento do tempo de desenvolvimento, hoje é menos viável experimentar novas ambientações, especialmente num ciclo tão longo quanto o da franquia.
No Brasil, enquanto a Rockstar não lançou jogos oficiais no país, o público teve contato com versões piratas adaptadas para o cenário nacional. Esses jogos modificados traziam músicas, mapas e personagens brasileiros, criando uma relação cultural própria com a franquia.
Atualmente, essa conexão é mantida por meio de mods e servidores customizados, como o GTA Torcidas, que simula o universo das torcidas organizadas e reúne milhares de jogadores. Assim, a cultura brasileira segue presente dentro do universo do GTA, mesmo sem um título oficial ambientado no país.
Irlanda se posiciona contra acordo comercial entre UE e Mercosul, afirma vice-primeiro-ministro
O vice-primeiro-ministro da Irlanda, Simon Harris, declarou que o país votará contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão foi motivada pela insatisfação com as concessões feitas, consideradas insuficientes para proteger os interesses irlandeses.
Essa posição reforça as dificuldades para a aprovação do tratado, que enfrenta críticas por questões ambientais e proteção da agricultura local. A votação está marcada para sexta-feira e o voto da Itália pode influenciar o resultado.
A rejeição irlandesa destaca a complexidade das negociações e as resistências internas dentro da União Europeia, o que pode gerar ajustes ou atrasos na implementação do acordo.
O vice-primeiro-ministro irlandês, Simon Harris, anunciou que a Irlanda votará contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão veio após negociações recentes que não ofereceram concessões consideradas suficientes para atender às demandas dos cidadãos irlandeses.
Apesar da União Europeia ter acordado algumas medidas adicionais, o governo irlandês entende que elas não são suficientes para garantir os interesses do país. A votação sobre o acordo está marcada para sexta-feira e o voto da Itália pode ser decisivo para o desfecho.
Essa posição irlandesa se soma a uma série de críticas que o acordo vem enfrentando em diferentes países da União Europeia, principalmente em relação a preocupações ambientais e de proteção da agricultura local.
O anúncio reforça as dificuldades para a aprovação do acordo, que busca ampliar o comércio entre os países do Mercosul e o bloco europeu. O resultado da votação poderá significar ajustes importantes ou até mesmo o adiamento do tratado.
Além da Irlanda, outras nações expressam dúvidas quanto aos benefícios e impactos do acordo. Enquanto isso, o foco está em acompanhar o desdobramento político nos próximos dias, sobretudo o posicionamento dos países mais influentes no processo decisório.
Em resumo, a rejeição irlandesa evidencia a complexidade e as resistências internas que um acordo com o Mercosul ainda enfrenta na União Europeia, tornando sua aprovação um desafio considerável.
Brasileira denuncia uso indevido de IA que alterou foto para biquíni no X, antiga rede Twitter
Uma brasileira identificada como Giovanna foi vítima de manipulação digital por meio da inteligência artificial Grok, desenvolvida por Elon Musk. Sua foto original, em que aparecia de calça, foi alterada para mostrar uma imagem com biquíni, causando grande impacto emocional.
Esse tipo de deepfake tem se espalhado no X, antiga rede social Twitter, afetando principalmente mulheres e gerando denúncias. No Brasil, a prática é considerada crime, sujeito a punições legais, e autoridades acompanham o caso para evitar novos abusos.
Uma nova onda de manipulação digital tem atingido mulheres no X, a antiga rede social Twitter, onde imagens reais são alteradas para exibir nudez ou roupas mínimas por meio da inteligência artificial Grok, desenvolvida pela empresa de Elon Musk. Entre as vítimas, uma brasileira identificada como Giovanna relata o impacto emocional: “Eu me senti suja” ao descobrir uma imagem sua modificada para parecer vestindo biquíni, embora na original estivesse de calça.
A prática, conhecida como deepfake, ganhou destaque nas redes sociais no Brasil desde que a jornalista Julie Yukari denunciou alterações de fotos no início de janeiro. No caso dela, a inteligência artificial criou imagens com nudez simulada, sem autorização, agravando o problema da disseminação de conteúdo íntimo falso.
Especialistas apontam que este tipo de uso da IA é crime no Brasil, sujeito a detenção e multa, conforme o Código Penal e a Lei nº 15.123/2025, que regula o uso de inteligência artificial em danos emocionais. Quem solicita a manipulação ou compartilha o conteúdo responde legalmente, segundo a advogada Patrícia Peck.
Em resposta a denúncias, a Grok anunciou correções para evitar esse tipo de situação, mas a produção de imagens eróticas pela ferramenta permanece alta, com milhares de criações diárias, especialmente afetando mulheres. Autoridades na Europa, como França e Reino Unido, avaliam ações contra a empresa por falhas no controle de conteúdo.
A vítima brasileira já denunciou o caso à plataforma e pretende registrar boletim de ocorrência, reforçando a necessidade de vigilância sobre o uso e abuso de tecnologias que violam a privacidade.
Big techs pressionam adiamento do ECA Digital que impacta redes sociais e marketplaces
Grandes empresas de tecnologia estão pressionando pelo adiamento da vigência do ECA Digital, prevista para 18 de março. A lei abrange desde redes sociais até marketplaces e impõe novas obrigações para plataformas com acesso possível de crianças e adolescentes.
O principal argumento das empresas é a falta de clareza em alguns pontos do texto, o que cria insegurança jurídica. Enquanto o órgão regulador ANPD abriu consultas públicas, o relator do Congresso mantém a posição contrária ao adiamento do início da lei.
Também há debates sobre a verificação de idade digital, cuja cobrança foi postergada para 2027. Setores do mercado, incluindo pequenas e médias empresas, pedem mais tempo para adaptação e regulamentação completa, visando evitar impactos negativos e disputa judicial.
Big techs estão pressionando para adiar a implementação do ECA Digital, cuja vigência começa em 18 de março. A lei abrange desde redes sociais até marketplaces e outros serviços online. O principal argumento é a existência de termos vagos no texto, que geram insegurança jurídica para o setor. A ANPD iniciou consultas públicas para regulamentar a norma, recebendo críticas e pedidos de ampliação do prazo de adaptação.
A nova lei impõe obrigações a qualquer plataforma com acesso provável de crianças e adolescentes, segundo o diretor-presidente da ANPD, Waldemar Ortunho. Apesar da pressão das empresas, o relator no Congresso se posiciona contra o adiamento do início da vigência. Porém, a ANPD já concedeu adiamento para a cobrança da verificação de idade, que agora fica prevista para o primeiro semestre de 2027.
O governo também prorrogou, até 13 de fevereiro, o prazo para que as companhias apresentem medidas para a adaptação à lei. Meta e Google divergem sobre a responsabilidade pela checagem etária, questão que desperta debates globais e envolve custos e riscos jurídicos.
Entidades do setor, incluindo pequenas e médias empresas, expressam preocupações sobre a complexidade da aplicação e o impacto para startups. Além disso, argumentam que prazos mais longos são necessários para garantir regulamentação completa e evitar judicializações.
A aprovação do ECA Digital veio após pressão social em resposta a casos de exploração infantil nas redes sociais. O prazo para adoção da lei é mais curto que o da LGPD, aumentando o receio dos envolvidos. As discussões seguem intensas entre governo, legisladores e o mercado de tecnologia.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação