Pré-mercado: atenção aos dados de emprego e atividade nos EUA
O dia 7 de janeiro começa com o mercado focado nos indicadores de emprego e atividade econômica nos Estados Unidos para novembro e dezembro. A expectativa de crescimento nas contratações, apontada pela ADP, contrasta com o recuo registrado no mês anterior.
Estes dados são essenciais para a decisão do Federal Reserve sobre a política de juros na reunião de janeiro. A maior parte dos investidores acredita que a taxa de juros se manterá estável, enquanto o mercado observa sinais de desaceleração econômica que podem afetar futuras decisões.
No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes na data, e o desempenho do mercado global permanece influenciado pelos números americanos. O impacto é sentido também nos índices e ETFs que refletem ações brasileiras no exterior.
O dia 7 de janeiro inicia com atenção voltada para indicadores do mercado de trabalho e da atividade econômica nos Estados Unidos. Os dados esperados para dezembro e novembro prometem mostrar a tendência recente do emprego americano. O levantamento da empresa ADP prevê um crescimento nas contratações após recuo em novembro, enquanto o índice JOLTs mensura as vagas disponíveis no país, afetadas anteriormente pela paralisação do governo nos últimos meses.
A expectativa nos números do emprego nos Estados Unidos tem impacto direto nas decisões do banco central americano, o Federal Reserve (FED). Em sua próxima reunião, marcada para os dias 26 e 27 de janeiro, as apostas indicam que os juros devem permanecer estáveis entre 3,50% e 3,75% ao ano, acordo confirmado por 83,9% dos investidores segundo o indicador FedWatch.
Contudo, a situação para abril ainda gera dúvidas: sinais de desaceleração na economia podem influenciar a probabilidade de redução da taxa, atualmente dividida entre manutenção e queda. Por outro lado, o pré-mercado registra leve queda nos principais índices americanos e nas cotas do ETF EWZ, que representa ações brasileiras em Wall Street.
Enquanto isso, o Brasil não apresenta indicadores econômicos relevantes na data. Os próximos números da economia americana deverão ajudar a definir o rumo dos juros e o comportamento do mercado nas próximas semanas, destacando a importância dos dados sobre emprego para o cenário financeiro global.
Data centers de inteligência artificial podem ser construídos no espaço para superar limitações terrestres
Grandes empresas e líderes da indústria espacial avaliam a construção de data centers no espaço para atender à crescente demanda por energia e espaço que os centros terrestres não suportam mais. Esses centros orbitais seriam alimentados por energia solar constante e funcionariam sem as limitações ambientais da Terra.
O Google e outras empresas como SpaceX e Tesla estão investindo em projetos para lançar esses centros até 2027, visando reduzir custos e ampliar a capacidade de processamento da inteligência artificial. Os data centers espaciais seriam satélites gigantes protegidos por painéis solares.
Apesar dos desafios técnicos e financeiros, especialistas acreditam que o projeto pode se tornar viável até a década de 2030, abrindo caminho para uma nova fase na computação intensiva e na exploração espacial.
SAN FRANCISCO — Líderes das indústrias de inteligência artificial e espacial estão considerando a possibilidade de construir data centers no espaço para atender à demanda crescente por energia e espaço que os centros terrestres já não conseguem suportar. A ideia é que essas instalações orbitais, abastecidas por energia solar quase constante, possam operar sem as limitações ambientais encontradas na Terra.
O Google anunciou o Project Suncatcher, com testes previstos para 2027, enquanto Elon Musk afirmou que a criação de data centers no espaço pode ser a forma mais econômica de treinar IA em até cinco anos. Outros nomes como Jeff Bezos, Sam Altman e Jensen Huang também dão apoio à proposta.
Embora a tecnologia enfrente desafios como os altos custos lançamentos (cerca de US$ 2.000 a US$ 8.000 por quilo de material) e questões técnicas relacionadas à radiação e ao resfriamento, há expectativas de que os avanços possam tornar o projeto viável até meados da década de 2030, conforme estimativas do Google.
Esses data centers espaciais seriam satélites gigantes com servidores protegidos por amplos painéis solares e poderiam ser visíveis da Terra durante o amanhecer e o entardecer. A ausência de vizinhos e regulações ambientais mais flexíveis acrescenta atratividade à ideia, apesar das dúvidas de alguns especialistas sobre a viabilidade financeira e técnica imediata.
A SpaceX já sinalizou interesse na iniciativa, visando ampliar sua atuação em IA e exploração espacial. Conforme as limitações nas instalações terrestres se tornam evidentes, a solução orbital pode representar o próximo passo para a expansão da computação intensiva.
Patente da Sony sugere IA que pode jogar por você no PlayStation quando estiver travado
A Sony registrou uma patente de inteligência artificial chamada “Ghost Player” que pode assumir o controle do jogo no PlayStation quando o jogador estiver travado. O sistema oferece duas opções: um modo que mostra a solução e outro que conclui automaticamente o desafio.
Essa tecnologia usa imagens reais do jogo para reagir dinamicamente às dificuldades, sem seguir roteiros fixos. A patente foi registrada em setembro de 2024, mas ainda não há confirmação sobre seu lançamento nos consoles.
Se implementada, a IA deve facilitar a resolução de puzzles e objetivos, evitando buscas por guias externos. A função é uma evolução da atual Ajuda de Jogo do PS5 e pode beneficiar jogadores que buscam troféus.
A Sony registrou uma patente de inteligência artificial que pode assumir o controle de jogos no PlayStation quando o jogador estiver travado. O recurso chamado “Ghost Player” funcionaria como um personagem controlado pela IA, capaz de mostrar ou resolver partes do game. Assim, seria possível pedir ajuda sem sair do jogo para consultar guias externos.
O sistema apresenta duas opções: um “Modo Guia”, que demonstra a solução, e um “Modo Completo”, que finaliza automaticamente o desafio no qual o jogador está parado. A IA usaria imagens reais do jogo para reagir dinamicamente às dificuldades enfrentadas, ao invés de seguir roteiros pré-definidos pelos desenvolvedores.
Essa novidade é uma evolução da Ajuda de Jogo do PS5, que já oferece dicas como vídeos e imagens sem que o jogador precise pausar a partida. A patente foi registrada em setembro de 2024 e ainda não há confirmação da Sony sobre o uso da tecnologia nos consoles ou jogos.
Patentes como essa costumam proteger ideias, mesmo sem garantias de lançamento. A empresa cita assistentes de IA já populares no mercado, como o Copilot for Gaming da Microsoft, que auxilia jogadores em títulos como Minecraft.
Se a função chegar aos jogos, deve facilitar a solução de puzzles e objetivos, especialmente para quem busca troféus, evitando o uso de dicas externas. Enquanto isso, o lançamento continua em espera, e novos detalhes podem surgir ao longo do ano.
Sequoia aprova aumento de capital de R$ 105,9 milhões com conversão de debêntures
A Sequoia Logística aprovou um aumento de capital de R$ 105,9 milhões após a conversão facultativa de debêntures em ações. A decisão foi tomada pelo conselho em dezembro de 2025, sem direito de preferência aos acionistas.
Essa operação resultou na emissão de 601.569 novas ações, elevando o capital social da empresa de R$ 1,48 bilhão para R$ 1,59 bilhão. O total de ações aumentou de 11,38 milhões para 11,98 milhões.
O principal impacto é a diluição da participação dos acionistas que não converteram debêntures. A medida fortalece o caixa e facilita o equilíbrio financeiro da companhia sem afetar sua liquidez.
A Sequoia Logística anunciou aprovação de um aumento de capital no valor de R$ 105,9 milhões, resultado da conversão facultativa de debêntures em ações, conforme comunicado divulgado ao mercado em 6 de janeiro. A decisão foi tomada pelo conselho de administração em 29 de dezembro de 2025, dentro do limite autorizado, e sem o direito de preferência aos acionistas.
Na operação, a empresa emitiu 601.569 ações ordinárias ao preço unitário de R$ 0,88, valor considerado ex-grupamento. Essas ações são nominativas, escriturais, sem valor nominal e têm os mesmos direitos dos papéis já circulantes.
Com essa conversão, o capital social da companhia passou de R$ 1,48 bilhão para R$ 1,59 bilhão, enquanto o total de ações aumentou de 11,38 milhões para 11,98 milhões.
A Sequoia destacou que o impacto principal dessa movimentação será a diluição da participação dos acionistas que não participaram da conversão das debêntures.
Essa operação reforça o caixa da empresa e é um movimento comum para integração de dívida convertível ao capital social, facilitando a sustentação financeira sem comprometer a liquidez imediata da companhia.
Como o blended finance pode impulsionar o saneamento no Brasil
O blended finance é uma estratégia financeira que integra fundos públicos e privados para viabilizar projetos sociais e ambientais, especialmente no saneamento.
Essa combinação reduz riscos e aumenta a escala dos investimentos, fundamental para suprir a demanda crescente por infraestrutura hídrica no Brasil.
Com mais de 30 milhões de brasileiros sem acesso à água potável, essa abordagem é essencial para alcançar a universalização do saneamento prevista para 2033.
Transformar projetos sociais e ambientais em realidade demanda recursos sólidos. O blended finance funciona como a estrutura financeira que mistura fundos públicos e privados, reduzindo riscos e ampliando o alcance dos investimentos. Essa combinação estratégica é fundamental para garantir a sustentabilidade e a escala de iniciativas, especialmente nos setores de água e saneamento.
Segundo a OCDE, a falta de infraestrutura hídrica gera perdas econômicas de US$ 260 bilhões anuais, e até 2050 serão necessários US$ 22 trilhões para atender a demanda global. Nenhuma nação pode arcar sozinha com esse valor, o que torna imprescindível atrair capital privado para complementar os recursos públicos.
O blended finance usa subsídios, garantias e empréstimos com juros reduzidos para tornar projetos de impacto social mais atraentes para investidores. Exemplos internacionais mostram o potencial da prática: no Quênia, € 7 milhões em capital concessional impulsionaram projetos que somam € 150 milhões; em Bangladesh, microfinanças geraram milhares de ligações domiciliares e beneficiaram centenas de milhares de pessoas.
No Brasil, a urgência é clara. Mais de 30 milhões de pessoas não têm água potável e cerca de 90 milhões carecem de rede de esgoto. A Sabesp, que precisa investir ao menos US$ 14 bilhões até 2029, já captou quase US$ 4 bilhões em 2025 com recursos envolvendo essa engenharia financeira. O blended finance é indispensável para viabilizar investimentos que atendam à universalização do saneamento, prevista para 2033, garantindo resultados mensuráveis e alinhados a critérios ESG.
Desafios Econômicos do Produtor Rural em 2026, alerta Roberto Rodrigues
O ano de 2026 representa um grande desafio para os produtores rurais brasileiros. Apesar da produção agrícola se manter estável, a renda dos agricultores está em queda, ameaçando a sustentabilidade do setor. Custos elevados, juros altos e queda nos preços internacionais comprometem a viabilidade financeira da atividade.
A safra de 2025/2026 deve crescer modestamente, mas esse aumento não garante lucro aos produtores. A produtividade depende de fatores como clima e acesso a crédito, que podem variar bastante. Setores como o café têm vantagens, enquanto a pecuária sofre com tarifas elevadas que impactam preços e margens.
O cooperativismo surge como solução para reduzir custos e ampliar o crédito, especialmente para pequenos produtores. No entanto, a falta de políticas públicas e problemas na logística ainda representam obstáculos importantes para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
O ano de 2026 apresenta um desafio para o produtor rural brasileiro, que enfrenta uma situação paradoxal. Apesar da produção agrícola continuar sólida, garantindo oferta interna e exportações, a renda do produtor se reduz a um nível que ameaça a sustentabilidade do setor. Roberto Rodrigues, especialista em agronegócio da FGV-EESP, destaca que os custos aumentados, a queda dos preços internacionais em dólar e os juros altos, próximos de 20% ao ano, comprometem a viabilidade financeira da atividade.
A safra 2025/2026 deve atingir 354,4 milhões de toneladas, segundo dados da Conab, um aumento modesto em relação à colheita anterior. Contudo, essa elevação da produção não se traduz em ganhos para os agricultores. A produtividade se torna o principal fator que separa lucros de prejuízos, mas ela depende de variáveis externas, como clima e acesso a crédito.
Além disso, segmentos como café ainda são beneficiados, enquanto a pecuária sofre com tarifações elevadas na China, afetando preços e margens. A eficiência da tecnologia na agricultura também está em declínio devido a ajustes nos insumos, que impactam a produtividade a longo prazo.
O cooperativismo surge como alternativa para reduzir custos financeiros e ampliar o acesso a crédito, incluindo pequenos produtores no mercado tecnológico. A falta de políticas públicas claras e a fragilidade na logística e no seguro rural representam obstáculos para manter o ritmo do agronegócio.
Segundo Rodrigues, a agricultura brasileira precisa assumir um papel estratégico global, pois a produção de alimentos está diretamente ligada à estabilidade social e à democracia mundial.
Estudo questiona possibilidade de vida na lua Europa, de Júpiter
Um novo estudo científico analisou a potencialidade da lua Europa, de Júpiter, para abrigar vida. A pesquisa, publicada na revista Nature Communications, aponta que o fundo do oceano subterrâneo da lua é mecanicamente rígido demais, o que dificulta os processos químicos que sustentam a vida na Terra.
Os cientistas destacam que a atividade tectônica e vulcânica, essenciais para a criação de ambientes ricos em nutrientes, é limitada em Europa. Isso sugere que fontes hidrotermais submarinas, consideradas importantes para a vida, podem não existir no oceano da lua.
Apesar das limitações apontadas, Europa mantém seus atrativos por conter grande quantidade de água e elementos orgânicos. A missão Europa Clipper da Nasa, prevista para 2024, deverá investigar essas condições em detalhes a partir de 2031.
Europa, lua de Júpiter, teve seu potencial para abrigar vida colocado em dúvida por um estudo recente publicado na revista Nature Communications. Pesquisadores avaliaram a atividade tectônica e vulcânica no oceano subterrâneo da lua, um ambiente que no nosso planeta é fundamental para sustentar a vida por via das interações químicas entre rochas e água.
Os cientistas descobriram que o fundo oceânico em Europa provavelmente é mecanicamente duro demais para permitir tais processos. Isso favorece ambientes ricos em nutrientes e energia, essenciais para formas de vida, mas dificultados sob as atuais condições da lua.
Considerando tamanho, composição do núcleo e forças gravitacionais exercidas por Júpiter, concluiu-se que a atividade tectônica que expõe rochas frescas e possibilita reações químicas está limitada. Assim, os vulcões submarinos e fontes hidrotermais não estariam presentes no fundo do oceano de Europa.
Apesar disso, o oceano sob sua crosta de gelo, com até 150 km de profundidade, contém o dobro de água dos oceanos terrestres e possui elementos químicos orgânicos, além de aquecimento gerado pelas marés orbitais. Esses são fatores que mantêm Europa na lista de corpos celestes com potencial habitabilidade.
A Nasa planeja lançar a missão Europa Clipper em 2024, que fará sobrevoos a partir de 2031 para investigar essas condições. O estudo sugere que no passado Europa pode ter tido mais atividade geológica e condições favoráveis à vida, apesar de os processos atuais indicarem um ambiente oceânico menos dinâmico.
Via Folha de S.Paulo
07/01/2026 às 06:42 - Tecnologia e Inovação
Lenovo revela protótipo de óculos inteligentes na CES 2026 com foco em profissionais
A Lenovo apresentou na CES 2026 o conceito dos óculos inteligentes AI Glasses Concept, que pesam apenas 45g. O dispositivo oferece uma experiência leve para profissionais, diferente dos modelos tradicionais de realidade virtual.
Os óculos usam a tecnologia Lenovo Qira, integrando IA com smartphones ou PCs para tradução simultânea e reconhecimento de imagens em tempo real. Eles possibilitam chamadas, reprodução de música e controle por voz sem precisar usar o celular.
Além disso, o aparelho traz funções como teleprompter e controles intuitivos, mantendo o usuário conectado sem fios. Ainda não há previsão para lançamento comercial.
A Lenovo apresentou na CES 2026 seu conceito de AI Glasses Concept, óculos inteligentes que pesam apenas 45g. O dispositivo busca facilitar a rotina de profissionais ao oferecer uma experiência leve e contínua, diferente dos tradicionais óculos de Realidade Virtual que costumam ser volumosos. Os óculos competem diretamente com o modelo Meta Ray-Ban, trazendo recursos impulsionados pela inteligência artificial.
O aparelho funciona com a tecnologia Lenovo Qira, uma camada de IA que opera em conjunto com smartphones ou PCs conectados. Isso permite recursos como tradução simultânea em menos de milissegundos e reconhecimento de imagens em tempo real, aplicando o que o mercado denomina “compreensão contextual”.
Contrariando a ideia de uso pesado para criação de conteúdo, como em notebooks, os óculos focam na chamada “interação de borda” (edge computing). Isso possibilita que o usuário realize chamadas, ouça música e traduza conversas sem precisar tirar o celular do bolso.
Além disso, o dispositivo oferece controles intuitivos por toque e voz, chamadas sem uso das mãos e funções como teleprompter para apresentações, tudo conectado sem fio. O usuário pode, assim, permanecer conectado à tecnologia sem recorrer ao telefone ou computador a todo momento. Ainda não há previsão para o lançamento comercial desses óculos.
Principais Riscos Globais para 2026 e Seus Impactos no Brasil
O ano de 2026 trará desafios globais significativos, incluindo incertezas geopolíticas e tensões na América Latina. A estratégia dos Estados Unidos na região pode gerar efeitos políticos que influenciam o Brasil, principalmente nas eleições presidenciais do país.
Além disso, conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia e a instabilidade econômica na China afetam diretamente o mercado brasileiro, especialmente no setor de commodities. O Brasil deve enfrentar um cenário complexo, mas conta com vantagens estratégicas como suas reservas minerais.
Diante dessas variáveis, o país precisará lidar com riscos externos enquanto aproveita oportunidades que surgirem. O ambiente internacional instável exige atenção redobrada para garantir estabilidade política e econômica em 2026.
O ano de 2026 apresenta um cenário complexo e cheio de desafios, com destaque para a previsão de grande incerteza geopolítica, segundo relatório da Eurasia. A estratégia do governo Trump na América Latina, que revive e amplia a Doutrina Monroe, tem gerado tensões, como a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, agravando conflitos regionais e elevando riscos políticos que podem afetar o Brasil.
Apesar disso, o impacto desses fatos no Brasil deve ser moderado, com possíveis benefícios no curto prazo. A importância estratégica do país, especialmente por suas reservas de minerais críticos para tecnologias avançadas, confere uma proteção relativa frente às pressões externas. No entanto, as eleições presidenciais de 2026 serão decisivas e o ambiente político poderá ser influenciado pelos riscos globais, como as reações americanas a decisões do Supremo Tribunal Federal.
Além das tensões na América Latina, a instabilidade política nos Estados Unidos e a crescente intervenção econômica também são fatores preocupantes, pois podem afetar negativamente o apetite global por risco e, consequentemente, a economia brasileira. Outro ponto crítico é a prolongada guerra entre Rússia e Ucrânia, que aumenta a vulnerabilidade do Brasil nos mercados de commodities, especialmente fertilizantes e energia.
Tecnologia e economia global também sinalizam desafios, como a dominância chinesa na “pilha elétrica” – base de veículos elétricos e inteligência artificial – e o aprofundamento da armadilha deflacionária na China. Essas movimentações globais impactam diretamente o contexto econômico mundial e, por consequência, o Brasil.
Com essas variáveis em jogo, 2026 exigirá atenção para como o Brasil navegará entre riscos e oportunidades em um panorama internacional instável.
Calendário do PIS/Pasep 2026: pagamentos começam em fevereiro
O calendário do PIS/Pasep 2026 tem início marcado para 15 de fevereiro, com os pagamentos do abono salarial seguindo até 15 de agosto. O valor do benefício pode chegar a um salário mínimo e os critérios variam conforme o mês de nascimento para PIS e número final da inscrição para Pasep.
Cerca de 26,9 milhões de trabalhadores devem ser beneficiados com um total de R$ 33,5 bilhões liberados pelo governo. A consulta para verificar quem tem direito estará disponível a partir de 5 de fevereiro, por meio dos canais oficiais como a Carteira de Trabalho Digital e o telefone 158.
O abono é destinado aos trabalhadores que cumpriram requisitos como trabalhar pelo menos 30 dias com carteira assinada, receber até dois salários mínimos e atuar para empregadores contribuintes. Pagamentos são feitos pela Caixa Econômica para a iniciativa privada e pelo Banco do Brasil para servidores públicos.
O calendário do PIS/Pasep 2026 está confirmado, com início dos pagamentos do abono salarial programado para 15 de fevereiro e término em 15 de agosto. O benefício pode alcançar o valor de até um salário mínimo, seguindo critérios distintos: no PIS, o pagamento ocorre conforme o mês de nascimento do trabalhador, enquanto no Pasep, depende do número final da inscrição.
Estima-se que aproximadamente 26,9 milhões de trabalhadores sejam contemplados, com recursos totais de R$ 33,5 bilhões liberados pelo governo. A consulta para saber quem tem direito estará disponível a partir de 5 de fevereiro de 2026, pelos canais da Carteira de Trabalho Digital, Portal Emprega Brasil e pelo telefone 158 do Ministério do Trabalho e Emprego. Nessas plataformas, será possível conferir o valor do benefício, a data do pagamento e o banco responsável pelo crédito.
O abono salarial é destinado aos trabalhadores que cumpriram alguns requisitos: ter atuado pelo menos 30 dias com carteira assinada ou como servidor público, ter recebido até dois salários mínimos mensais na média e ter exercido atividade para empregador contribuinte do PIS ou Pasep. O pagamento será relativo ao ano-base de 2024, seguindo a regra de defasagem de dois anos.
Os pagamentos são distribuídos entre a Caixa Econômica Federal para os trabalhadores da iniciativa privada e o Banco do Brasil para servidores públicos. Para quem ainda não sacou o benefício em anos anteriores, o prazo para retirada é de até cinco anos, inclusive por dependentes em caso de falecimento do titular.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação