TGAR11 cai 14% em três dias: principais motivos e o que os investidores devem considerar
O fundo imobiliário TGAR11 sofreu uma queda de 14% em três dias, motivada pela redução na estimativa de rendimentos para entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota, afetada pela alta da taxa Selic e o impacto no ritmo das vendas.
Mesmo com diversificação, o fundo teve receitas reduzidas devido ao ciclo de alta dos juros, atrasos em repasses financeiros e adiamento de pagamentos relacionados a loteamentos. O patrimônio líquido do TGAR11 é superior a R$ 2,5 bilhões, com a maioria dos ativos em fase avançada de obras.
A gestora aposta em marketing digital e reforço nas vendas para manter a comercialização. O rendimento estimado para o primeiro semestre de 2026 varia entre 10,5% e 15%, mostrando potencial para investidores com perfil mais arrojado diante da possível queda dos juros.
O fundo imobiliário TG Ativo Real (TGAR11) sofreu uma queda de mais de 14% em apenas três dias. Essa baixa foi motivada principalmente pela revisão para baixo da estimativa de rendimentos, que agora fica entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota. A redução do guidance reflete os efeitos da taxa Selic alta, que tem impacto direto no ritmo de vendas das incorporações.
De acordo com o analista André Oliveira, mesmo com a diversificação dos ativos, o fundo não conseguiu evitar a redução da receita causadas pelo ciclo de alta de juros. A situação piorou no fim de 2025, com atrasos nos repasses financeiros de unidades vendidas e adiamento dos pagamentos relacionados a loteamentos Cipasa e NovaColorado.
O TGAR11 conta com patrimônio líquido superior a R$ 2,5 bilhões, investidos em 177 ativos, dos quais 141 são projetos imobiliários, que respondem por 83% do patrimônio e 85% da receita do fundo. Apesar do cenário atual, mais de 72% desses projetos apresentam obras avançadas, o que diminui o risco de execução.
A gestora intensifica esforços em marketing digital e reforça equipe de vendas para tentar manter o ritmo comercial, enquanto as taxas de juros não se estabilizam. O fundo não possui incentivos do programa Minha Casa Minha Vida, o que influencia as oscilações nas vendas.
O novo rendimento estimado para o primeiro semestre de 2026 varia entre 10,5% e 15%, tornando o fundo atraente para investidores mais arrojados, principalmente no cenário de possível queda dos juros no ano que vem.
Ex-engenheiro do Google é condenado por espionagem envolvendo segredos de IA para empresas chinesas
Linwei Ding, ex-engenheiro do Google, foi condenado em San Francisco por roubar segredos relacionados à inteligência artificial para empresas chinesas. O julgamento concluiu que ele cometeu espionagem econômica e entrega de informações sigilosas.
Ding copiou dados importantes sobre infraestrutura e software usados em IA no Google, com o objetivo de favorecer concorrentes chineses. O caso é parte do esforço dos EUA contra o roubo tecnológico de alta relevância.
O ex-engenheiro enfrenta até 15 anos de prisão e multas elevadas. A decisão ressalta os desafios das empresas de tecnologia com a proteção de seus dados em um cenário global competitivo.
Linwei Ding, ex-engenheiro do Google, foi condenado em San Francisco por roubar segredos relacionados à inteligência artificial para beneficiar empresas chinesas. O julgamento, que durou 11 dias, considerou Ding culpado de espionagem econômica e roubo de informações confidenciais.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Ding copiou milhares de páginas contendo dados sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software usada para treinar modelos de IA nos data centers do Google. Esses projetos visavam garantir vantagem competitiva contra rivais como Amazon e Microsoft, além de reduzir a dependência da empresa em chips da Nvidia.
O ex-engenheiro ingressou no Google em 2019 e começou a roubar informações três anos depois, quando foi aliciado por uma startup chinesa. Ele enfrentará penas que incluem até 15 anos de prisão por cada acusação de espionagem econômica e multas elevadas.
O processo faz parte do esforço governamental americano contra o roubo tecnológico, coordenado pela força-tarefa chamada Disruptive Technology Strike Force, criada em 2023. O Google cooperou com as autoridades, mas a empresa não foi acusada no caso.
Ding deverá comparecer a uma audiência preliminar no início de fevereiro, e seu advogado ainda não se pronunciou sobre o veredito. O caso ressalta os desafios crescentes das empresas de tecnologia diante do vazamento de informações sobre inteligência artificial e o esforço internacional para proteger essas tecnologias.
Descoberta na Grécia revela as ferramentas de madeira mais antigas já encontradas
Pesquisadores encontraram na Grécia as ferramentas de madeira mais antigas já registradas, com cerca de 430 mil anos. A descoberta ocorreu na região de Megalópolis e revela que humanos primitivos dominavam a fabricação dessas ferramentas muito antes do que se pensava.
As peças foram encontradas junto a fósseis de elefantes, hipopótamos e tartarugas, indicando que foram produzidas por neandertais ou Homo heidelbergensis. Isso amplia nosso entendimento sobre o uso de materiais como madeira, osso e pedras nessa época.
Essas evidências mostram que as primeiras habilidades tecnológicas humanas surgiram no Pleistoceno Médio, reforçando a evolução da inteligência humana bem antes do Homo sapiens.
Pesquisadores encontraram na Grécia as mais antigas ferramentas de madeira já registradas, com cerca de 430 mil anos. Essa descoberta, feita na região de Megalópolis, revela que nossos antepassados dominavam a fabricação de instrumentos bem antes do que se pensava. Entre os objetos, há um bastão entalhado usado possivelmente para escavação, que foi identificado graças a marcas de corte e entalhe.
Essas ferramentas de madeira foram achadas em um sítio minerado de carvão, junto a fósseis de animais como elefantes, hipopótamos e tartarugas. A análise indica que os artefatos foram produzidos por neandertais ou pelo Homo heidelbergensis, antecessores do Homo sapiens.
Paralelamente, na Inglaterra, arqueólogos identificaram um martelo de osso de elefante ou mamute datado de 500 mil anos. Essa peça de 10 cm de comprimento é um dos mais antigos exemplos de ferramentas feitas de osso usadas para lascar pedras, segundo análise recente de especialistas do Museu de História Natural de Londres.
As descobertas ampliam o entendimento da capacidade tecnológica dos primeiros humanos e da diversidade dos materiais usados, como madeira, osso e sílex, para criar ferramentas. A escassez de artefatos desse tipo pode se explicar pelo frágil estado de preservação desses materiais orgânicos ao longo do tempo.
Esses estudos fornecem pistas valiosas sobre a evolução da inteligência humana, indicando que habilidades para moldar objetos complexos já existiam no Pleistoceno Médio, muito antes do surgimento do Homo sapiens.
Rede de supermercados no interior paulista elimina escala 6×1 a partir de 2026
A rede Savegnago, no interior de São Paulo, vai substituir a escala 6×1 pelo modelo 5×2 em suas unidades a partir de janeiro de 2026. Essa mudança será aplicada em cidades como Campinas, Sumaré e Hortolândia, visando maior equilíbrio entre trabalho e descanso, sem comprometer a operação.
Outros setores, como a hotelaria, também adotam jornadas reduzidas para melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Apesar desse movimento, a alteração no modelo 6×1 ainda depende de aprovação legislativa, o que pode atrasar a oficialização da mudança.
O tema ganha força no governo e no mercado, indicando uma possível transformação nas relações de trabalho no Brasil em médio prazo.
A discussão sobre a adoção do modelo 6×1 nas jornadas de trabalho ganhou espaço nas redes e conversas cotidianas. Enquanto o governo federal ainda avalia mudanças nas normas, empresas como o Savegnago, no interior de São Paulo, já começam a aplicar a escala 5×2 — cinco dias trabalhados seguidos por dois de descanso — ampliando esse formato para diversas unidades a partir de janeiro de 2026. O objetivo é oferecer uma rotina mais equilibrada, mantendo a eficiência operacional.
A mudança inclui lojas em cidades como Campinas, Sumaré e Hortolândia, além das unidades Paulistão Atacadista em Barretos, Sertãozinho e Franca. Com mais de 13 mil funcionários em 21 municípios, o Grupo Savegnago projeta alcançar 79 lojas até o fim de 2026.
Outros setores também seguem tendências similares. O tradicional Copacabana Palace, por exemplo, reduziu a jornada tradicional de 44 horas semanais, buscando minimizar o desgaste dos colaboradores e aumentar a qualidade de vida. Equipes como camareiras, garçons e chefs atuam sob esse novo formato, exceto a segurança, que mantém regime 12×36. Já o Palácio Tangará, em São Paulo, adotou a jornada após consulta interna, investindo cerca de R$ 2 milhões anuais para atender à preferência dos funcionários.
No âmbito legislativo, propostas para modificar a escala de trabalho avançam no Senado, tendo recebido sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça. Ainda será preciso vencer etapas na Câmara e a sanção presidencial para que virem lei, o que indica que o fim do modelo 6×1 pode demorar a ser oficializado.
Terceira temporada de Jujutsu Kaisen já está disponível dublada no Brasil
A terceira temporada de Jujutsu Kaisen está disponível com episódios dublados no Brasil desde 29 de janeiro. Os três primeiros episódios foram lançados simultaneamente, com novos capítulos dublados estreando semanalmente, às sextas-feiras.
O elenco brasileiro conta com vozes conhecidas como Yuri Tupper (Yuji Itadori) e Pedro Alcântara (Yuta Okkotsu). A produção ficou a cargo do Som de Vera Cruz Estúdios, garantindo uma adaptação cuidadosa para o público nacional.
Essa temporada cobre o arco “Jogo do Abate”, com batalhas intensas e eventos importantes para os personagens. Embora a versão legendada ainda esteja à frente, os fãs podem acompanhar o desenrolar da história em áudio brasileiro semanalmente.
A terceira temporada de Jujutsu Kaisen já conta com episódios dublados disponíveis no Brasil desde 29 de janeiro, cerca de três semanas após sua estreia. A versão dublada foi lançada inicialmente com os três primeiros episódios, conforme confirmado pela Crunchyroll, que também divulgou os nomes do elenco brasileiro e da equipe técnica responsável.
Apesar da novidade, a versão legendada segue adiantada, com uma diferença de dois a três capítulos em relação à dublagem. Os episódios dublados serão lançados semanalmente, às sextas-feiras, acompanhando o ritmo do streaming, porém sem previsão para reduzir esse atraso entre as versões.
O elenco de vozes brasileiras traz nomes familiares aos fãs do anime. Yuri Tupper retorna como Yuji Itadori, enquanto Pedro Alcântara assume o papel de Yuta Okkotsu. Outros personagens importantes como Satoru Gojo, Kento Nanami, Nobara Kugisaki e Megumi Fushiguro também serão dublados pelas vozes reconhecidas de Léo Rabelo, Nizo Neto, Amanda Brigido e Fabrício Vila Verde.
A produção da dublagem está a cargo do Som de Vera Cruz Estúdios, com Leonardo Santhos na direção, adaptação e produção. A equipe técnica inclui Bernardo Herdy na mixagem, Felipe Medeiros na operação e Marvin Silva na tradução.
Esta temporada adapta o arco “Jogo do Abate”, conhecido por trazer batalhas intensas e determinar destinos cruciais para os personagens, principalmente para Yuji Itadori e seus aliados. A expectativa é que os 12 episódios sejam lançados até março, mantendo o interesse dos fãs tanto pela versão legendada quanto pela dublada.
Votorantim vende Companhia Brasileira de Alumínio para Chinalco e Rio Tinto
A Votorantim confirmou a venda de sua participação majoritária na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para a chinesa Chinalco e a anglo-australiana Rio Tinto, em um acordo que movimenta cerca de R$ 4,7 bilhões. A transação envolve a transferência de 68,6% do capital votante da empresa, com preço base de R$ 10,50 por ação.
A operação deve transformar a composição acionária da CBA, com a Rio Tinto adquirindo cerca de 30% da joint venture formada com a Chinalco, que passará a ter a maior fatia da fabricante brasileira. O negócio também prevê oferta pública para ações minoritárias, refletindo uma mudança estratégica no setor de alumínio do país.
A Votorantim anunciou a venda de sua participação total na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para a chinesa Chinalco e a anglo-australiana Rio Tinto, em um acordo avaliado em cerca de R$ 4,7 bilhões. A operação envolve a transferência de 446,6 milhões de ações, correspondentes a 68,596% do capital votante da CBA.
O preço base estabelecido para a transação foi de R$ 10,50 por ação, um valor levemente superior ao mercado, considerando uma avaliação total da CBA em torno de R$ 6,7 bilhões. Após a aquisição, a expectativa é que a Rio Tinto detenha aproximadamente 30% da joint venture criada com a Chinalco, que terá a maior fatia do capital da empresa controladora.
Além disso, está prevista uma oferta pública para compradores das ações minoritárias da fabricante de alumínio brasileira. A decisão de vender a participação majoritária ocorre enquanto a Votorantim buscava um parceiro para investir US$ 2,5 bilhões no projeto Rondón, destinado à exploração de uma mina de bauxita na Amazônia.
Segundo fontes, o interesse da Chinalco surgiu para o controle da CBA, que atualmente emprega cerca de 7.262 funcionários e tem produção voltada para alumínio e energia renovável. A operação marca uma mudança significativa na composição acionária da empresa, com impacto direto no setor brasileiro de alumínio.
Cliente compra iPhone 15 na Amazon e recebe caixa de chocolates no lugar
Um enfermeiro comprou um iPhone 15 na Amazon por R$ 4,1 mil, porém recebeu uma caixa de chocolates Bis, avaliada em torno de R$ 10, no lugar do aparelho.
Ao perceber o erro, o consumidor entrou em contato com a Amazon, que negou inicialmente o cancelamento. Após registrar boletim de ocorrência e buscar auxílio no Procon, conseguiu o estorno parcelado no cartão.
A Amazon informa que está investigando o caso e está em contato com o cliente. A situação gerou preocupação sobre a segurança em compras online de alto valor.
O enfermeiro Rafael Braga enfrentou uma situação inesperada ao comprar um iPhone 15 pela internet. Ele pagou R$ 4,1 mil pelo aparelho na Amazon, mas recebeu uma caixa de chocolates Bis, que custa cerca de R$ 10, no lugar do smartphone. Rafael optou por comprar diretamente da Amazon para evitar golpes, já que o site oferece maior segurança comparado a vendedores terceiros.
Ao receber o pacote, o consumidor percebeu que a embalagem estava muito leve para conter um smartphone. Mesmo com o lacre e o código de verificação durante a entrega, ao abrir a caixa, ele encontrou os chocolates em vez do iPhone 15 de 128 GB. O enfermeiro relata que, apesar de saber que o carregador não acompanha mais o aparelho, a surpresa foi grande.
Rafael entrou em contato com a Amazon para resolver o problema, mas inicialmente a empresa negou o pedido de cancelamento, afirmando que o produto saiu corretamente do centro de distribuição. Após registrar boletim de ocorrência e buscar auxílio no Procon e no Juizado Especial Cível, ele conseguiu o estorno do valor, que foi parcelado em 12 vezes no cartão de crédito.
A Amazon informou que está investigando o caso e em contato com o consumidor. O incidente preocupa Rafael a ponto de considerar evitar compras online de alto valor futuramente por insegurança. Se você já passou por uma situação semelhante, pode compartilhar sua experiência nas redes sociais do TecMundo.
Oncoclínicas anuncia ação judicial contra Banco de Brasília por fundos de investimento
A Oncoclínicas comunicou à CVM que entrou com uma ação judicial contra o Banco de Brasília (BRB) para resguardar seus direitos sobre fundos que possuem ações da empresa. O processo está em fase inicial e busca impedir que o BRB altere a gestão ou disponha dos ativos desses fundos.
A medida ocorre após o BRB aumentar sua participação na Oncoclínicas, possivelmente via incorporação das carteiras do banco Master. A ação visa assegurar que o banco público não interfira na governança dos fundos, garantindo estabilidade aos investimentos vinculados.
A Oncoclínicas comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que entrou com uma ação judicial contra o Banco de Brasília (BRB) para proteger seus direitos relativos aos fundos que possuem ações da empresa (FIPs). O processo, sigiloso e em fase inicial, busca uma liminar para impedir o BRB de alterar a gestão dos fundos ou dispor sobre seus ativos.
Essa medida acontece após reportagens do Valor Econômico apontarem que o banco público aumentou sua participação na Oncoclínicas para mais de 10%, possivelmente em decorrência da incorporação das carteiras do banco Master. Em 2024, o banco Master havia ingressado como acionista da Oncoclínicas ao investir R$ 1 bilhão.
Em novembro de 2025, após a liquidação extrajudicial do banco Master, a Oncoclínicas antecipou o vencimento de CDBs que mantinha aplicados no banco. Ela também informou que tomaria medidas legais para formalizar a opção de compra sobre as cotas dos fundos detentores das ações.
Posteriormente, foi confirmado que as cotas dos FIPs foram transferidas do banco Master para o BRB, sem que a Oncoclínicas conhecesse os termos dessa operação. Segundo apurações, algumas ações vinculadas a um fundo ligado ao Master foram dadas em garantia ao BRB.
A ação judicial da Oncoclínicas busca garantir que o banco público não possa interferir na governança dos fundos, assegurando a estabilidade dos investimentos vinculados.
Trump anuncia medidas contra a canadense Bombardier na indústria aérea
O governo dos EUA anunciou que revogará a certificação das aeronaves da Bombardier fabricadas no Canadá e aplicará uma tarifa de 50% sobre suas vendas até que a Gulfstream tenha seus jatos certificados em Ottawa.
A medida é motivada pelo atraso na certificação dos jatos da Gulfstream no Canadá, considerada pelo presidente Trump uma barreira injusta ao comércio. A Bombardier é concorrente forte no mercado de jatos executivos, com grande presença nos Estados Unidos.
Especialistas ressaltam que revogar certificações é uma ação rara e costuma envolver questões de segurança, evidenciando um caráter político na decisão. A situação afeta uma cadeia produtiva com milhares de empregos e fornecedores nos EUA.
O presidente dos Estados Unidos anunciou uma medida que pode afetar diretamente a indústria aérea canadense, com foco especial na produtora de aviões Bombardier. Trump declarou que revogará a certificação das aeronaves fabricadas no Canadá e aplicará uma tarifa de 50% sobre as vendas dessas aeronaves nos EUA até que a americana Gulfstream tenha seus jatos certificados por Ottawa. A decisão surge após atraso na certificação dos jatos Gulfstream G500, G600, G700 e G800 no Canadá, considerado por Trump como uma barreira injusta às vendas.
Segundo o governo americano, a medida valerá apenas para novas aeronaves, não afetando as que já operam em território dos EUA. Especialistas afirmam que a revogação de certificações é incomum e geralmente está vinculada a questões de segurança, o que destaca o caráter político da ação.
A Bombardier, baseada em Montreal, é uma concorrente forte da Gulfstream no segmento de jatos executivos e detém uma significativa fatia do mercado americano, responsável por cerca de dois terços de suas vendas. A empresa canadense acabou de lançar o Global 8000, o jato executivo mais rápido do mundo, enquanto seus jatos comerciais CRJ são amplamente usados por companhias aéreas dos EUA.
Com aproximadamente 2.700 aviões canadenses em operação nos Estados Unidos, a cadeia produtiva da Bombardier está estreitamente ligada ao mercado americano, com nove fábricas, 3.000 funcionários e 2.800 fornecedores no país. A empresa informou que está em diálogo com as autoridades canadenses para solucionar a situação e evitar impactos maiores ao mercado aéreo e aos clientes.
Brasil enfrenta baixo desemprego e recorde histórico de endividamento das famílias
Apesar do desemprego baixo e a inflação controlada, as famílias brasileiras acumularam o maior nível de endividamento já registrado, chegando a quase metade da renda anual comprometida com dívidas como cartão de crédito e empréstimos.
A inadimplência aumentou junto com os juros altos, que alcançam taxa média acima de 60% ao ano no crédito livre. Cartão de crédito lidera o crescimento das dívidas, refletindo facilidade e custo elevado.
Programas como Desenrola e Crédito ao Trabalhador tentam aliviar o impacto dessas dívidas, enquanto a expectativa é que a redução da Selic em 2026 melhore o acesso ao crédito e aqueça o comércio.
Apesar do baixo desemprego e da inflação controlada, as famílias brasileiras estão com o endividamento recorde, que já atinge 49,8% da renda anual. Segundo dados do Banco Central, esse é o maior nível desde o governo de Jair Bolsonaro, quando o índice chegou a 49,9% em julho de 2022. Isso quer dizer que quase metade do que as famílias ganham em um ano já está comprometida com dívidas, como financiamentos, empréstimos e cartão de crédito.
A inadimplência também registrou crescimento, chegando a 6,9% em dezembro de 2025 no crédito livre. Esse valor supera em 1,7 ponto percentual o registrado um ano antes, mostrando aumento no atraso de pagamentos.
Especialistas apontam que os juros altos, atrelados à Taxa Selic de 15% ao ano — o maior patamar desde 2006 —, impactam diretamente as condições de acesso e custo do crédito. No crédito livre às famílias, a taxa média ultrapassa 60% ao ano.
O cartão de crédito lidera o crescimento da dívida, com as famílias devendo 17,1% a mais nesta modalidade em 2025. O fato reflete a facilidade e conveniência desse tipo de crédito para o consumidor, mesmo com o custo elevado.
Iniciativas como o programa Desenrola e o Crédito ao Trabalhador, que oferece empréstimo consignado privado com juros mais baixos, têm ajudado a mitigar a pressão sobre o endividamento. A expectativa é de que, com a redução da taxa Selic a partir de março de 2026, o cenário do crédito no país comece a melhorar, beneficiando também o comércio varejista.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação