A guerra global impacta negativamente os fundos multimercado em março
A guerra internacional e o aumento inesperado do preço do petróleo causaram forte impacto nos fundos multimercado em março. Cerca de 80% desses fundos registraram resultados negativos, com perdas médias de 1,7%, e algumas quedas inferiores a 10%. Muitos instrumentos de proteção falharam diante dessas mudanças repentinas.
Além disso, o medo de inflação crescente levou a ajustes significativos nas curvas de juros globais e ações estratégicas do Tesouro Nacional brasileiro, que precisou recomprar títulos para manter a liquidez. A valorização do dólar e a queda do ouro indicam movimentos de gestores buscando equilíbrio em meio à instabilidade.
Com retorno médio de 1,3% em 2024, o cenário permanece incerto. Gestores buscam reduzir exposição enquanto fatores locais e globais, como greve de caminhoneiros e correção no setor de tecnologia, ainda pesam nas decisões financeiras dos fundos multimercado.
A rápida alteração no cenário econômico global afetou significativamente os fundos multimercado. Uma análise da consultoria Outliers Advisory, com 243 fundos coletados até 17 de março, revelou que 80% dos fundos multimercado apresentaram resultados negativos neste mês. A perda média foi de 1,7%, com 44 fundos sofrendo quedas acima de 3% e alguns passando de 10%.
Segundo Samuel Ponsoni, fundador da Outliers Advisory, a guerra global foi o principal fator para essa mudança. Ele explica que o aumento inesperado do preço do petróleo em março, após uma tendência de queda, causou impacto imediato nos preços dos ativos. Muitos instrumentos de proteção, os chamados hedges, deixaram de proteger como esperado.
O medo de uma inflação crescente também levou à abertura das curvas de juros em vários países. No Brasil, o Tesouro Nacional precisou realizar leilões para recomprar títulos pré-fixados e atrelados à inflação, garantindo liquidez ao mercado, que estava sem referência de preço.
Outra mudança foi a valorização do dólar e a queda do ouro, possivelmente por gestores vendendo ativos valorizados para cobrir perdas ou comprar ativos com preços mais baixos.
Eduardo Rosman, analista do BTG Pactual, relata que muitos fundos macro/hedge estão reduzindo exposição em busca de um cenário mais claro. Entre as preocupações estão a correção das ações de tecnologia e acontecimentos locais, como a possibilidade de uma greve dos caminhoneiros.
Após março, o retorno médio dos fundos multimercado em 2024 é de apenas 1,3%, menos da metade do CDI, com só 24% dos fundos superando esse índice. Em 12 meses, o rendimento médio é de 15%, ligeiramente acima do CDI de 14,75%, sendo que metade dos fundos conseguiu superar essa referência.
Via Brazil Journal
19/03/2026 às 12:01 - Tecnologia e Inovação
Paulo Emediato assume liderança de crescimento e comunicação no inovabra após fim da Oxygea
Paulo Emediato foi nomeado head de growth e comunicação no inovabra, hub de inovação do Bradesco, pouco mais de um ano após o término da Oxygea, braço de corporate venture capital da Braskem. A decisão faz parte de uma reestruturação estratégica da Braskem após investimentos em oito startups desde 2023.
No inovabra, Paulo Emediato terá o desafio de aprimorar a estratégia de conteúdo e fortalecer o relacionamento com o mercado para ampliar a visibilidade do ecossistema de inovação do Bradesco. Ele responde diretamente à liderança de inovação do banco, sob comando de Renata Petrovic.
Com mais de duas décadas de experiência em comunicação e inovação, Emediato traz uma trajetória que inclui grandes nomes como Oi e Governo de Minas Gerais. Formado em Jornalismo, também atua como professor e colunista, o que reforça sua bagagem para este novo desafio no inovabra.
Pouco mais de um ano após a descontinuação da Oxygea, braço de corporate venture capital da Braskem, Paulo Emediato assume um novo papel como head de growth e comunicação do inovabra, hub de inovação do Bradesco. A saída da Oxygea, anunciada em janeiro de 2025, foi parte de uma revisão estratégica da Braskem para otimização financeira, após aportes em oito startups desde 2023.
No inovabra, Paulo tem a missão de aprimorar a estratégia de conteúdo e fortalecer o relacionamento com o mercado, ampliando a visibilidade do ecossistema de inovação do Bradesco. Ele responde diretamente a Renata Petrovic, líder de inovação do banco.
Com mais de 20 anos de experiência em inovação e negócios, Paulo Emediato já atuou como CMO da Oxygea, liderando iniciativas de comunicação e conexão entre startups, investidores e grandes corporações. Sua trajetória inclui passagens por setores como telecomunicações, governo e consultoria, com destaque para a Oi, Governo de Minas Gerais e DesignThinkers Group Brasil.
Formado em Jornalismo pela PUC Minas, possui especializações em gestão pela Fundação Dom Cabral e marketing pela Stanford Graduate School of Business. Também é professor e colunista, com atuação na Miami Ad School, PUC Minas e MIT Sloan Management Review Brasil.
A chegada ao inovabra representa um passo importante para Paulo, que busca ampliar o alcance e a narrativa do hub em um momento em que grandes empresas revisitam suas estratégias de inovação aberta.
Especial de 20 anos de Hannah Montana estreia dia 24 no Disney+
Prepare-se para relembrar a série que marcou uma geração. No dia 24 de março, o especial de 20 anos de Hannah Montana estreia no Disney+. O programa traz uma entrevista exclusiva com Miley Cyrus, uma imersão na história da personagem e reflexões sobre sua carreira.
O especial apresenta ainda a reconstrução dos cenários icônicos, cenas inéditas dos bastidores e músicas que fizeram sucesso. A produção une nostalgia e uma abordagem mais intimista, oferecendo conteúdo exclusivo para fãs antigos e novos.
Enquanto aguarda a estreia, os assinantes do Disney+ podem assistir às temporadas e filmes da série para se preparar para a celebração. O especial reforça o legado cultural de Hannah Montana e a importância da personagem na trajetória de Miley Cyrus.
Prepare-se para relembrar a época em que Miley Stewart conquistou o público com sua outra identidade artística. No dia 24 de março, o Hannah Montana: Especial de 20° Aniversário estreia no Disney+, comemorando duas décadas desde o lançamento da série que marcou o Disney Channel.
O especial traz uma entrevista exclusiva com Miley Cyrus, conduzida por Alex Cooper, onde a cantora revela detalhes sobre a criação da personagem e compartilha reflexões sobre sua trajetória entre a fama da série e sua vida pessoal. O programa vai além de um simples compilado de cenas, oferecendo uma experiência gravada ao vivo que revisita momentos emocionantes da produção.
Para os fãs, o especial inclui a reconstrução dos cenários famosos, como a sala de estar da família Stewart e o closet giratório de Hannah Montana. Também serão exibidos arquivos inéditos de bastidores e testes de elenco, além de músicas que marcaram a geração e o impacto delas na carreira atual de Miley.
A produção é assinada pela HopeTown Entertainment e Unwell Productions, com participação de Miley Cyrus na produção executiva, garantindo um equilíbrio entre nostalgia e uma abordagem mais intimista. Enquanto espera pela estreia, os assinantes do Disney+ podem rever todas as temporadas e filmes da franquia para se prepararem para a celebração.
Este especial reforça o legado do Hannah Montana na cultura pop e promete envolver tanto quem cresceu acompanhando a série quanto quem acompanha Miley Cyrus atualmente.
Banco Central reduz taxa Selic após quase dois anos de alta
O Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic pela menor margem possível após cerca de dois anos de manutenção ou alta dos juros. A decisão foi tomada com cautela devido às incertezas provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, além da volatilidade da economia internacional. O corte evita tanto a manutenção dos juros em um patamar elevado como também uma redução maior que não seria adequada ao atual cenário.
O momento atual também é afetado por instabilidades locais, como a liquidação de um banco e movimentações judiciais que impactam o setor financeiro. O Banco Central revisou suas projeções para incorporar os riscos externos, especialmente relacionados ao conflito no Oriente Médio e suas consequências para o preço do petróleo e o dólar, que influenciam diretamente a inflação.
A perspectiva para os próximos meses indica possibilidade de novos cortes graduais, desde que a situação internacional não se agrave. O caminho da Selic segue incerto e dependerá da evolução dos conflitos internacionais e da resposta da economia global e doméstica.
O Banco Central reduziu a taxa Selic pela menor margem possível, refletindo a cautela frente às incertezas provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. A decisão evitou manter os juros em 15% ao ano, considerada uma medida exagerada, e também cortá-los em meio ponto, que não teria coerência diante da volatilidade da economia internacional desde janeiro.
O momento é delicado, com a liquidação de outro banco do grupo Master e movimentações judiciais envolvendo o Banco de Brasília (BRB), que cancelaram uma assembleia para aporte de capital. Diante disso, diretores do BC se dedicaram a revisar projeções financeiras para incorporar riscos como o tempo de duração da guerra e o impacto nos preços do petróleo e na cotação do dólar, variáveis essenciais para a inflação global e doméstica.
O comunicado oficial retomou o tom cauteloso, dando poucas indicações sobre o futuro da taxa. Sem uma diretriz clara (guidance), o Banco Central sinaliza que poderá tanto manter a Selic variável por enquanto, quanto prosseguir com cortes graduais, possivelmente 0,25 ponto, a não ser que o cenário internacional se agrave drasticamente.
Investidores foram surpreendidos com o bloqueio no transporte de petroleiros no Estreito de Ormuz, que elevou o barril acima de US$ 100. O BC destacou que as projeções inflacionárias ficaram distantes das metas, mas reforçou que uma rápida resolução do conflito pode acelerar a redução dos juros no futuro.
O real impacto dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio, o que torna o trajeto da Selic imprevisível neste momento.
Impacto do aumento dos preços do petróleo e gás na economia europeia, alerta enviado russo
O enviado presidencial russo Kirill Dmitriev alertou para um aumento drástico nos preços do petróleo e gás, causado pelas sanções da União Europeia contra a energia russa. Segundo ele, essa alta terá um impacto grave sobre a economia do continente europeu.
Os preços do gás na Europa subiram 33% em um dia, alcançando valores recordes, enquanto o petróleo Brent teve alta significativa. A instabilidade na região do Oriente Médio, com a campanha militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, contribui para a elevação dos custos.
Esse cenário revela a vulnerabilidade europeia diante da dependência energética e aponta desafios econômicos e estratégicos nos próximos meses, agravados pela conjuntura global e decisões políticas recentes.
O enviado especial do Kremlin e diretor do Fundo Russo de Investimentos Diretos, Kirill Dmitriev, alertou para um tsunami de preços do petróleo e gás que deve impactar profundamente a economia europeia. Segundo ele, a escalada nos valores é resultado direto das sanções impostas pela União Europeia, que optou por rejeitar a energia russa.
Em uma publicação na rede social X, Dmitriev classificou o aumento dos preços como um fenômeno que “está prestes a devastar a Europa”. Ele já havia previsto o colapso energético do bloco europeu devido à dependência energética e às recentes decisões políticas. Ele questiona se o pedido de desculpas da UE não chegaria quando os danos já estiverem estabelecidos.
Na última quinta-feira (19), os preços do gás na Europa subiram 33% na abertura de licitação, ultrapassando US$ 850 por mil metros cúbicos, valor recorde desde janeiro de 2023. O petróleo Brent registrou alta de 10%, chegando próximo a US$ 120 por barril, acumulando um aumento de 62% desde o início do mês. Os preços do gás subiram mais de 100% no mesmo período.
Esse cenário é agravado pela campanha militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que está em sua terceira semana, com confrontos frequentes na região. A tensão no Oriente Médio pressiona ainda mais o mercado energético global, afetando diretamente a oferta e os custos do petróleo e gás.
O conflito e a escassez evidenciam a vulnerabilidade da Europa frente à sua dependência de energia, destacando desafios econômicos e estratégicos para o continente nos próximos meses.
Ultramaratonista do Espírito Santo corre sua 100ª maratona em Roma, Itália
Edinho Borges, ultramaratonista do Espírito Santo, participará da sua centésima maratona no próximo domingo em Roma, Itália. A competição passa por pontos históricos como Coliseu e Vaticano e reúne milhares de corredores.
Ele começou a correr há 15 anos para superar desafios pessoais como obesidade e dificuldades financeiras. Desde então, completou quase 100 maratonas, cultivando a corrida como forma de bem-estar e solidariedade.
A escolha de Roma para a prova tem significado religioso para Edinho, que é católico. A cidade é vista por ele como um museu a céu aberto e representa um marco especial na sua trajetória esportiva.
O ultramaratonista capixaba Edinho Borges vai completar, no próximo domingo (22), a sua centésima maratona. A prova escolhida é a tradicional maratona de Roma, na Itália, que reúne cerca de 20 mil participantes e tem percurso passando por pontos históricos como o Coliseu, o Vaticano e a Piazza di Spagna.
Edinho começou a correr há 15 anos para combater a obesidade e superar uma crise financeira. Desde então, transformou a prática em uma forma de se reconectar com o bem-estar e de promover ações solidárias. Em nove anos, completou 99 maratonas, sendo a primeira delas no Rio de Janeiro.
Nas últimas três temporadas, acumulou 14 maratonas em diferentes cidades brasileiras como São Paulo, Curitiba e Vitória, além de provas internacionais, incluindo Miami e Nova Iorque. Ele destaca que nunca desistiu de nenhuma corrida, considerando a competição uma forma de desafio pessoal e não buscando prêmios externos.
A escolha de Roma para sua 100ª maratona tem ligação religiosa, já que Edinho é católico e vê a cidade como um “museu a céu aberto”, além de ter um significado especial próximo ao Vaticano e ao Papa. Sua motivação é continuar transformando vidas por meio da corrida.
Live adquire participação majoritária na fabricante de protetores solares Pink Cheeks
A varejista catarinense Live, reconhecida no setor de moda fitness, adquiriu 60% da Pink Cheeks, empresa especializada em protetores solares e maquiagem para esportistas. Essa compra marca a entrada da Live no mercado de produtos beauty, ampliando sua oferta de itens voltados ao bem-estar.
A Pink Cheeks desenvolve protetores solares resistentes ao suor, ideal para atividades intensas como maratonas e triathlon. Seus produtos oferecem alta proteção contra raios UVA, além de itens como rímel, blush e lápis de boca voltados para a prática esportiva.
Com essa aquisição, a Live espera aumentar sua receita em até 7% e fortalecer a experiência do cliente nas lojas físicas e no comércio eletrônico, além de expandir sua presença internacionalmente.
A varejista catarinense Live, focada em moda fitness, com faturamento de R$ 1 bilhão, adquiriu 60% da fabricante Pink Cheeks, que produz protetores solares e maquiagens para esportistas. Essa compra representa a entrada da Live no setor beauty, ampliando seu portfólio.
A Pink Cheeks foi criada em 2013 por atletas amadoras que identificaram a necessidade de um protetor solar que dure durante atividades intensas como maratonas e triathlon. Seus produtos destacam-se pela proteção elevada contra UVA, ligada ao envelhecimento e danos profundos à pele, superando o padrão usual que foca mais no FPS de UVB.
Um diferencial da Pink Cheeks é o protetor em bastão, facilitando o uso durante o exercício. Os protetores solares representam 80% do faturamento da empresa, que também oferece rímel, blush e lápis de boca, indicados para suportar longos períodos de atividade.
Para a Live, essa aquisição tem potencial para gerar 7% da receita total, que cresceu 41% no ano anterior. Além da Pink Cheeks, a marca também lançou recentemente tênis voltados para corrida, expandindo seu portfólio além das roupas de treino.
Fundada há 25 anos, a Live opera com 378 lojas, incluindo franquias, e atende mercados internacionais como EUA, Dubai e Tailândia. O objetivo com essas novidades é aumentar a frequência de compra tanto nas lojas físicas quanto no ecommerce, oferecendo aos clientes uma experiência completa de bem-estar.
Os investimentos anuais da empresa variam entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões em lojas, fábricas e tecnologia, com planos de expansão para Singapura, Malásia e Indonésia.
Há 100 anos, em 16 de março de 1926, Robert H. Goddard lançou o primeiro foguete movido a combustível líquido, um marco que iniciou o século da corrida espacial. Mesmo com voo curto e modesta altitude, seu projeto deu base para futuros lançamentos que levariam humanos à Lua, consolidando a propulsão líquida como tecnologia fundamental na conquista do espaço.
O desenvolvimento dos foguetes nos Estados Unidos evoluiu lentamente até a Segunda Guerra Mundial, quando o míssil alemão V-2 demonstrou seu potencial militar e científico. A pressão da União Soviética após lançar o Sputnik I em 1957 acelerou a criação da NASA em 1958, impulsionando os programas espaciais americanos.
Nos anos 1960, o presidente John F. Kennedy estabeleceu a meta de levar astronautas à Lua antes do fim da década. Cinco anos após sua morte, a Apollo 11 alcançou essa meta. Porém, após esse feito, o interesse público e o financiamento diminuíram, afetando programas espaciais subsequentes.
O projeto do Ônibus Espacial, que buscava reutilização dos veículos para reduzir custos, enfrentou atrasos, problemas técnicos e tragédias como os acidentes do Challenger e Columbia. A aposentadoria da frota em 2011 marcou o fim de uma era para a NASA.
Atualmente, a liderança em lançamentos espaciais está em transição para o setor privado, com empresas como SpaceX e Blue Origin realizando frequentes missões. Enquanto a NASA programa novas missões lunar com o Artemis, a concorrência internacional, especialmente da China, avança com planos ambiciosos para exploração lunar e marciana.
Esse panorama mostra que a história do foguete, iniciada com Goddard, continua em constante transformação e expansão.
Fungo que congela água pode ser usado para ajudar no controle climático
Pesquisadores da Universidade Virginia Tech descobriram que proteínas de fungos da família Mortierellaceae aceleram a formação de gelo. Essa descoberta abre caminho para o uso dessas proteínas na manipulação do clima, como na semeadura de nuvens para estimular chuva ou neve.
Essas proteínas fúngicas são solúveis em água e apresentam menor risco ambiental em comparação ao iodeto de prata, atualmente usado na semeadura. Além disso, podem ser aplicadas em áreas como criopreservação, melhorando práticas médicas e ambientais.
O uso dessas moléculas pode contribuir para a conservação dos recursos hídricos, combatendo secas e ajudando a aumentar os níveis em reservatórios com menor impacto ambiental.
Pesquisadores da Universidade Virginia Tech, nos EUA, identificaram que proteínas produzidas por fungos da família Mortierellaceae funcionam como catalisadores na geração de gelo. Esse avanço, publicado na revista Science Advances em 11 de março, abre possibilidades para a aplicação dessas moléculas em técnicas de manipulação do clima.
A análise genética revelou que os genes responsáveis por essa capacidade foram adquiridos há milhares de anos por transferência horizontal de uma bactéria ancestral. Diferentemente das proteínas bacterianas, as fúngicas são solúveis em água e estão presentes sem a necessidade da célula inteira, tornando-as mais seguras para usos práticos.
Uma das principais aplicações consideradas é na semeadura de nuvens, processo que intensifica a formação de gelo para estimular chuva ou neve artificialmente. Atualmente, o iodeto de prata é usado nesse método, mas sua toxicidade é motivo de preocupação. A proteína fúngica pode ser uma alternativa menos agressiva ao meio ambiente.
Outros usos incluem a criopreservação de células, como tecidos e embriões, onde a aceleração da formação de gelo é crucial. A molécula fúngica pode oferecer uma solução mais eficiente e segura, beneficiando a ciência médica e ambiental.
Esse processo de semeadura pode ser importante para a conservação dos recursos hídricos, auxiliando no combate a secas e no aumento dos níveis em reservatórios, sem os riscos ligados a atuais agentes químicos.
Problemas cerebrais custam US$ 5 trilhões ao ano e preocupam especialistas globais
Distúrbios como Alzheimer, demência e depressão causam um gasto global de US$ 5 trilhões ao ano, que pode chegar a US$ 16 trilhões até 2030. O tema ganhou atenção no Fórum Econômico Mundial em Davos, mostrando a importância da saúde cerebral para a economia.
A saúde do cérebro é essencial para produtividade e inovação, principalmente com o avanço da inteligência artificial. Mulheres são as mais afetadas, representando a maioria dos casos e cuidando da maior parte dos pacientes, o que impacta suas vidas e carreiras.
Países do Sul Global enfrentarão o maior aumento em casos de demência, exigindo investimentos em prevenção e detecção precoce. A desigualdade na pesquisa genética limita tratamentos eficazes para populações vulneráveis. Políticas integradas serão fundamentais para enfrentar essa crise.
Distúrbios cerebrais como Alzheimer, demência e depressão atualmente resultam em um custo global de US$ 5 trilhões anuais, com projeção para saltar a US$ 16 trilhões até 2030. A relação entre saúde mental e economia, antes pouco discutida, ganhou destaque recentemente durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.
A saúde do cérebro passa a ser vista como peça-chave para a produtividade e competitividade na era da inteligência artificial (IA). À medida que a IA automatiza tarefas rotineiras, aumenta o valor do pensamento criativo e adaptativo, habilidades que dependem do capital cerebral saudável. Investimentos nessa área podem preparar melhor a força de trabalho para os desafios futuros.
Outro ponto importante envolve o impacto diferenciado nas mulheres, que representam quase dois terços das pessoas com Alzheimer e respondem por mais de 60% dos cuidados não remunerados a portadores de demência. Esse papel afeta suas carreiras e saúde, além de influenciar na distribuição de riqueza, já que boa parte de ativos significativos será herdada por elas nas próximas décadas.
Países do Sul Global enfrentarão o maior aumento de casos de demência, concentrando 70% do total. Investir em detecção precoce e prevenção nessas regiões é essencial para preservar a produtividade mundial e evitar sobrecarga dos sistemas de saúde. Ao mesmo tempo, há uma grande disparidade na pesquisa genética, pois 90% dos estudos se baseiam em 10% da população global, prejudicando a eficácia dos tratamentos para populações mais vulneráveis.
Assim, integrar políticas econômicas à saúde cerebral, reconhecer o papel das mulheres e promover prevenção no Sul Global são passos fundamentais para lidar com esse desafio emergente.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação