A empresa aeroespacial Blue Origin anunciou planos para lançar uma rede própria de 5.408 satélites em órbita baixa e média até o final de 2027. A intenção é criar a TeraWave, um sistema de internet via satélite que funcionará de forma diferente das redes já conhecidas, como a Starlink da SpaceX e a Leo da Amazon.
Ao contrário dessas redes, o serviço da Blue Origin será restrito, focado em atender empresas, centros de dados e governos que dependem de conexões confiáveis para operações essenciais. O público geral não terá acesso ao sistema. A expectativa é atender cerca de 100 mil clientes, bem menos do que os competidores que visam centenas de milhões.
Os satélites da TeraWave serão colocados em órbita usando o foguete New Shepard, desenvolvido pela própria Blue Origin. A rede funcionará em altitudes que variam de até 2.000 km para órbita baixa, e entre 2.000 e 35.786 km para órbita média, garantindo cobertura diversificada.
Esse movimento posiciona a Blue Origin para competir no mercado de internet via satélite, tradição dominada pela SpaceX e pela Amazon, porém com um foco mais segmentado em clientes corporativos e governamentais. A expectativa é que essa rede contribua para oferecer uma infraestrutura estável e dedicada a quem precisa de conexão segura para operações críticas.
O projeto reafirma o interesse da empresa em ampliar sua atuação no setor espacial, buscando consolidar presença no mercado de telecomunicações por satélite.
Chuvas abaixo da média elevam alerta no setor elétrico brasileiro e acionam usinas da Eneva
O setor elétrico brasileiro está em alerta devido às chuvas abaixo da média, o que pode levar à adoção da bandeira vermelha nas contas de luz, afetando consumidores e a geração de energia. Com menor volume de água nos reservatórios, a Eneva deve aumentar o acionamento de suas usinas, o que pode elevar suas receitas ao longo do ano.
A previsão é que a bandeira tarifária evolua da verde para a amarela em abril e maio, chegando à vermelha nível 1 em junho, com risco de bandeira vermelha nível 2 entre julho e novembro. Essa situação indica um possível aumento médio de 13% na conta de energia, dificultando o cenário para consumidores e geradores.
O setor elétrico brasileiro está em alerta diante das chuvas abaixo da média, fato que pode levar à adoção da bandeira vermelha nas contas de luz, impactando consumidores e a geração de energia. Com a perspectiva de menor volume de água nos reservatórios, a Eneva deve ter suas usinas acionadas com maior frequência, elevando suas receitas ao longo do ano.
O banco Itaú BBA classificou a Eneva como top pick no setor de utilities, mesmo após a alta de 91% nas ações da empresa em 2025. A expectativa é de que a bandeira tarifária, atualmente verde e sem custos extras, evolua para a amarela em abril e maio, avançando para a vermelha nível 1 em junho.
Se as chuvas continuarem abaixo do esperado, a tarifa poderá sofrer o acréscimo da bandeira vermelha nível 2 entre julho e novembro, representando um aumento médio de 13% na conta de energia, ou R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Essa elevação ainda não está refletida nas projeções oficiais de inflação.
Para monitorar a situação, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou um Gabinete de Acompanhamento das Condições do Sistema Interligado Nacional, considerado por especialistas como um indicativo da gravidade da crise.
O ex-diretor da Aneel, Edvaldo Santana, apontou o risco de início da bandeira vermelha já em fevereiro e a possibilidade de subir ao nível 2 a partir de maio, caso as chuvas não se recuperem. O cenário remete a crises anteriores, apesar das condições ainda não serem comparáveis à crise de 2001.
Morre aos 95 anos Gladys West, matemática que contribuiu para criação do GPS
Gladys West, matemática e programadora, faleceu aos 95 anos nos Estados Unidos, conforme divulgado por sua família. Ela foi fundamental no desenvolvimento do sistema global de posicionamento, que deu origem ao GPS que conhecemos hoje.
Nascida na Virgínia em 1930, Gladys enfrentou barreiras de gênero e raça para estudar Matemática e seguir carreira na área tecnológica. Seu trabalho na Marinha dos EUA na década de 1960 foi crucial para criar algoritmos que permitiram localizar objetos com precisão via satélites.
West também liderou projetos importantes na análise dos oceanos e continuou seus estudos acadêmicos mesmo após se aposentar. Seu reconhecimento veio tardiamente, mas marcou sua contribuição histórica na tecnologia global de navegação.
A programadora e matemática Gladys West faleceu aos 95 anos nos Estados Unidos. A família anunciou a morte no último domingo (18), mencionando que ela “faleceu em paz, ao lado de sua família e amigos”. Gladys foi peça-chave no desenvolvimento do sistema global de posicionamento, base para o atual GPS.
Nascida em 1930 no condado rural de Dinwiddie, Virgínia, Gladys conquistou uma bolsa para estudar Matemática na Virginia State College. Na época, poucas mulheres, principalmente negras, atuavam em áreas de tecnologia e ciência, tornando sua trajetória ainda mais singular.
Em 1956, iniciou sua carreira no Naval Surface Warfare Center, importante centro de pesquisa da Marinha dos EUA. Seu trabalho inicial envolvia programação e algoritmos para grandes computadores, muitas vezes aplicados a sistemas de armamentos. Na década de 1960, suas análises sobre a órbita, forma e gravidade da Terra foram fundamentais para criar um sistema que coletava e processava dados de satélites, determinando com precisão a localização de objetos no planeta, tecnologia que evoluiu para o GPS.
Além disso, West foi gerente do projeto do satélite Seasat, dedicado à análise dos oceanos. Ela se aposentou em 1998, mas mesmo após enfrentar dois derrames, defendeu uma tese de doutorado. Seu trabalho ficou por muito tempo pouco reconhecido, mas foi homenageada em 2018 no U.S. Air Force Space and Missile Pioneers Hall of Fame.
Sabesp conclui compra majoritária da Emae com aval de Cade e Aneel, mas descarta acordo de reorganização
A Sabesp finalizou a compra de 11.009.550 ações da Emae, totalizando cerca de 74,9% do capital social votante. A operação custou R$ 682,6 milhões e foi aprovada pelo Cade e Aneel, sem restrições regulatórias.
Apesar da aquisição e da intenção de ampliar sua atuação no setor energético, a Sabesp informou que não há acordo para reorganização societária entre as empresas. A companhia manterá a Emae como companhia aberta por pelo menos um ano.
O negócio reforça a estratégia da Sabesp no mercado energético e aponta para possíveis movimentos futuros, sempre dentro da legislação e das normas da Comissão de Valores Mobiliários.
A Sabesp finalizou a compra de 11.009.550 ações ordinárias da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae), representando cerca de 74,9% do capital social votante. A operação, registrada nesta quarta-feira (22), custou R$ 62 por ação, totalizando R$ 682,6 milhões pagos à Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, agente fiduciário dos debenturistas da Phoenix Água e Energia S.A.
Essa aquisição foi possível após aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que liberaram a transação sem restrições, mesmo diante de questionamentos pela Phoenix, grupo do empresário Nelson Tanure, que tentou impedir a negociação por vias regulatórias e judiciais.
O acordo decorreu de uma negociação direta com a Vórtx, que detém as ações após execução de garantias relacionadas a debêntures emitidas por Phoenix. A Sabesp já havia anunciado em outubro de 2025 a intenção de assumir o controle da companhia.
Com a conclusão da compra, a Sabesp deverá enviar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido para oferta pública visando adquirir as ações ordinárias restantes da Emae, conforme prevê a legislação vigente. No entanto, a empresa informou que não planeja cancelar o registro como companhia aberta da Emae dentro do prazo de um ano, conforme regras da CVM, nem há decisão sobre qualquer reorganização societária envolvendo as duas empresas.
O processo reforça a estratégia da Sabesp para ampliar sua atuação no setor energético, mantendo a governança dentro dos parâmetros regulatórios. A expectativa é de que novos movimentos sejam comunicados futuramente, seguindo as normas da Comissão de Valores Mobiliários.
O que é o Conselho da Paz proposto por Trump e qual o papel da ONU
Donald Trump propôs o Conselho da Paz para supervisionar a Faixa de Gaza e mediar conflitos globais, com foco inicial na reconstrução da região. O conselho recebeu aprovação da ONU, embora com abstenções importantes.
O Conselho prevê liderança vitalícia de Trump, com poderes significativos, incluindo veto e escolha dos membros. Países interessados devem contribuir para a reconstrução de Gaza para participar.
A iniciativa amplia a atuação para além de Gaza, questionando o papel tradicional da ONU e levantando debates sobre a influência dos Estados Unidos na diplomacia mundial.
Donald Trump lançou a proposta de um Conselho da Paz para supervisionar a Faixa de Gaza durante um governo de transição e atuar na mediação de conflitos globais. Inicialmente focado na reconstrução de Gaza, o órgão pode representar uma alternativa ao Conselho de Segurança da ONU, com amplos poderes concedidos a Trump.
Este Board of Peace recebeu aprovação em novembro de 2025 pelo Conselho de Segurança da ONU, com 13 votos a favor, e abstenção de China e Rússia. A proposta prevê uma liderança vitalícia de Trump, que terá poder de veto e escolha dos membros. Países que quiserem ser membros permanentes devem contribuir com US$ 1 bilhão para a reconstrução de Gaza.
Dezenas de líderes mundiais foram convidados a integrar o Conselho, incluindo nomes como Vladimir Putin, Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro. Um conselho executivo já foi formado, composto por figuras políticas, econômicas e pessoais próximas a Trump, sem representantes palestinos confirmados até o momento.
O estatuto do Conselho defende um papel mais ágil para a manutenção da paz, criticando diretamente as instituições tradicionais da ONU. Trump já demonstrou afastamento da organização, retirando os Estados Unidos de várias entidades vinculadas a ela.
O Conselho da Paz pode, portanto, funcionar não só no âmbito de Gaza, mas também como mediador em outras regiões de conflito, o que foge ao escopo inicialmente aprovado pela ONU. A iniciativa levanta questões sobre a influência dos Estados Unidos na cena internacional e o futuro da diplomacia multilateral.
Ibovespa sobe mais de 3% e atinge nova máxima histórica
O Ibovespa subiu 3,33% nesta quarta-feira, chegando perto dos 172 mil pontos, sua maior marca histórica. O crescimento foi puxado principalmente por ações da Itaú e Vale, que também atingiram recordes.
Durante o pregão, o índice superou várias barreiras, como entre 167 mil e 171 mil pontos, com um volume financeiro alto de R$ 43,32 bilhões. Analistas atribuem essa valorização ao aumento do investimento estrangeiro no Brasil.
Esse movimento é resultado de uma realocação global de capital, com recursos saindo de mercados desenvolvidos para países emergentes. Além disso, o dólar caiu 1,10%, fortalecendo o real e atraindo mais investidores para o mercado brasileiro.
O Ibovespa alcançou nova máxima histórica ao subir 3,33% nesta quarta-feira, chegando próximo dos 172 mil pontos. O movimento foi impulsionado principalmente por ações de empresas como Itaú e Vale, que atingiram também seus recordes.
Durante o pregão, o índice superou consecutivamente marcas importantes entre 167 mil e 171 mil pontos, com volume financeiro de R$ 43,32 bilhões, bem acima da média anual. Analistas destacam que o fluxo de investidores estrangeiros para o Brasil é a principal força por trás desse desempenho.
Esse movimento faz parte de uma realocação global, em que capital deixa mercados desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos, para buscar oportunidades em países emergentes. A diversificação geográfica é vista como resposta às tensões políticas e comerciais envolvendo os EUA.
Na mesma sessão, o dólar recuou 1,10%, fechando a R$ 5,32, menor cotação desde dezembro de 2025. A queda acompanha a valorização do real frente a outras moedas de emergentes e o aumento dos investimentos estrangeiros no mercado brasileiro.
O ouro também teve alta, aproximando-se de US$ 4.900 a onça, refletindo a busca por ativos de proteção diante do cenário geopolítico tenso. Apos o presidente dos EUA, Donald Trump, suavizar seu discurso sobre a Groenlândia, o mercado global reagiu com mais otimismo, mas o metal precioso mantém suporte pela expectativa de estabilidade dos juros nos EUA.
Descoberta na Indonésia revela a arte rupestre mais antiga do mundo
Uma pintura rupestre com 67,8 mil anos foi descoberta na ilha de Sulawesi, Indonésia, considerada a arte rupestre mais antiga do mundo. A imagem corresponde a um estêncil de mão criado com pigmento soprado na parede da caverna, evidenciando a capacidade simbólica dos primeiros Homo sapiens.
A idade da pintura foi estimada por datação de séries do urânio, método que analisou depósitos minerais formados após a criação da arte. A descoberta indica uma tradição artística contínua na região de pelo menos 35 mil anos, demonstrando um complexo comportamento cultural ancestral.
Essa evidência reforça teorias sobre a migração humana para a Oceania há mais de 65 mil anos e o desenvolvimento de expressões simbólicas sofisticadas. A origem exata do autor da obra ainda é incerta, mas sugere um pensamento artístico avançado dos antigos habitantes da região.
Uma pintura rupestre na Indonésia, com 67,8 mil anos, foi identificada como a arte rupestre mais antiga do mundo. Encontrada na ilha de Sulawesi, a imagem é um estêncil de mão criado ao soprar pigmento ao redor da palma apoiada na parede da caverna. Essa descoberta amplia nosso entendimento sobre a chegada humana à Oceania e a capacidade simbólica dos primeiros Homo sapiens.
A idade da obra foi definida por um método indireto chamado datação por séries do urânio, que analisa depósitos minerais formados após a pintura. Os cálculos indicam que a arte tem, no mínimo, 67,8 mil anos, possivelmente mais. Ela apresenta detalhes modificados para parecer uma mão com garras, sugerindo um pensamento simbólico elaborado além de uma simples marca.
A caverna em Sulawesi também revelou que ali havia uma tradição artística de pelo menos 35 mil anos, com várias camadas de pinturas mais recentes. Essa continuidade indica que a arte não era um evento pontual, mas parte de uma representação cultural antiga e persistente.
Essa evidência apoia a hipótese de que os ancestrais dos habitantes da Austrália e Nova Guiné já estavam na região chamada Sahul há mais de 65 mil anos, provavelmente atravessando rotas pelo norte da Indonésia. A pintura reforça que nossos antepassados da Era do Gelo já possuíam um pensamento simbólico e cultural sofisticado, expressando identidades e relações com o ambiente.
Ainda não se sabe ao certo qual espécie humana criou o estêncil, mas pesquisadores indicam que provavelmente foi obra de humanos modernos. A descoberta abre novas questões sobre como as tradições artísticas e culturais foram transmitidas durante a migração humana pelo Sudeste Asiático.
Ex-aluno da USP desenvolve plataforma de IA para auxiliar crianças com autismo
Ronaldo Cohin, ex-aluno da USP, criou a Jade, uma plataforma que utiliza inteligência artificial para ajudar no diagnóstico e tratamento de crianças com autismo. A ferramenta funciona por meio de jogos que coletam dados cognitivos e geram relatórios para profissionais da saúde e educação.
Testes com 650 crianças na USP mostraram que a plataforma acelerou o aprendizado em 43%, adaptando o ensino ao perfil de cada usuário. Já usada em nove municípios e por psicólogos, a ferramenta já beneficiou mais de 200 mil crianças.
A Jade recebeu o prêmio internacional Zayed Sustainability Prize e outras reconhecimentos. O criador planeja ampliar o acesso da plataforma para melhorar cuidados a pessoas com poucos recursos.
Ronaldo Cohin, brasileiro ex-integrante de banda de rock, desenvolveu uma plataforma que utiliza inteligência artificial para auxiliar no diagnóstico e tratamento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Com formação em ciência da computação e MBA em ciência de dados pela USP, ele criou a ferramenta Jade, inspirada no diagnóstico de autismo do próprio filho.
A plataforma funciona por meio de jogos que coletam dados cognitivos dos usuários. Baseado nas decisões das crianças durante os desafios, a ferramenta mapeia suas dificuldades e gera relatórios para profissionais de saúde e educação. Isso permite personalizar o atendimento e potencializar o aprendizado, segundo Cohin.
Testes realizados na USP envolveram 650 crianças e indicaram que o uso da Jade gerou uma aceleração de 43% no aprendizado ao adaptar o ensino para cada perfil. A plataforma está disponível como aplicativo para celular e como software para escolas, sendo usada em nove municípios e por psicólogos. Mais de 200 mil crianças já utilizaram a ferramenta, beneficiando cerca de 600 mil pessoas, incluindo familiares.
A Jade ganhou o prêmio Zayed Sustainability Prize, um dos principais reconhecimentos mundiais de inovação, além de premiações no Web Summit Rio e GITEX, evento tecnológico em Dubai. A intenção do criador é ampliar o acesso a cuidados para pessoas com poucos recursos, melhorando o diagnóstico e tratamento do autismo.
O nome Jade, acrônimo para “Jogos de Aprendizagem para Desenvolvimento Educacional”, foi escolhido por refletir um perfil feminino, dado o maior envolvimento de mães no acompanhamento dos filhos autistas.
Clair Obscur supera Elden Ring e se torna o jogo mais premiado da história
Clair Obscur, lançado em 2025 pela Sandfall Interactive, ultrapassou Elden Ring ao conquistar 436 prêmios de Jogo do Ano, segundo dados do fórum ResetEra. O título francês ganhou destaque em premiações como The Game Awards, IGN e Famitsu.
Apesar do sucesso, o jogo enfrentou polêmicas recentes por ter sido desclassificado no Indie Game Awards devido ao uso de IA generativa em sua produção. Essa mudança impacta o cenário dos jogos, mostrando os desafios das novas tecnologias.
Além disso, a CD Projekt Red encerrou o mod de realidade virtual REAL VR para Cyberpunk 2077 após uma notificação DMCA. No universo dos games, lançamentos como a colaboração entre Fortnite e Dungeons & Dragons também trazem novidades para os jogadores.
Clair Obscur conquistou o título de jogo mais premiado da história, superando o recorde de Elden Ring. O título francês, lançado em 2025 pela Sandfall Interactive, acumula 436 prêmios de Jogo do Ano, ultrapassando os 429 ganhos por Elden Ring, segundo levantamento do fórum ResetEra. Reconhecido por veículos como The Game Awards, IGN e Famitsu, o RPG, porém, enfrentou polêmicas recentes envolvendo a desclassificação no Indie Game Awards por uso de IA generativa em sua produção.
Além dessa mudança significativa no cenário dos games, outra notícia chamou atenção: a CD Projekt Red encerrou o mod de realidade virtual REAL VR para Cyberpunk 2077. Desenvolvido por Luke Ross, o mod permitia jogar o título e sua expansão em realidade virtual, mas foi removido após notificação DMCA devido à cobrança por acesso via assinatura, o que contrariou a distribuidora.
No cinema, o diretor Gore Verbinski criticou o uso crescente da Unreal Engine, apontando que a engine, originalmente para jogos, fez filmes ganharem uma estética similar à dos videogames, com perda do fotorrealismo tradicional em efeitos visuais. Ele destacou mudanças na iluminação e movimentos que impactam a percepção realista das cenas.
Entre os lançamentos, a colaboração inédita entre Fortnite e Dungeons & Dragons liberou cinco ilhas temáticas inspiradas nos Reinos Esquecidos, oferecendo modos cooperativos e PvP, disponíveis com códigos especificados para os jogadores.
Decisão na Justiça pode reabrir debate sobre regras para o setor de benefícios no Brasil
Uma recente decisão judicial suspendeu temporariamente o decreto do governo que estabelecia novas regras para o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Empresas como Ticket e VR obtiveram liminares que impedem a fiscalização e penalização pelo descumprimento dessas normas.
As novas regras reduzem taxas cobradas das operadoras e eliminam o sistema de pagamento fechado, substituindo por um arranjo aberto que permite maior flexibilidade no uso dos vales. O setor aguarda o desenrolar das discussões para adaptar-se às mudanças.
Esse contexto gera tensão entre grandes operadoras e concorrentes, impactando estabelecimentos e trabalhadores. O debate sobre o equilíbrio das regras segue em aberto, com recursos judiciais e negociações previstas.
O setor de benefícios enfrenta uma mudança significativa após a decisão recente da Justiça, que suspendeu temporariamente o decreto do governo Lula sobre o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O juiz Maurício Freitas Maia de Queiroz impediu a União de fiscalizar e penalizar a Ticket, empresa da Edenred, pelo não cumprimento das novas regras que começaram a valer em 10 de fevereiro. Na sequência, a VR também conseguiu liminar semelhante, enquanto Alelo e Pluxee aguardam análise.
As normas determinam um limite de 3,6% nas taxas cobradas das operadoras para estabelecimentos como restaurantes e supermercados, uma redução significativa em relação aos atuais 7%. Além disso, a tarifa de intercâmbio que as bandeiras Mastercard e Visa cobram das operadoras terá teto de 2%. Outra mudança importante é o fim do sistema de pagamento fechado — conhecido como arranjo fechado —, que será substituído pelo arranjo aberto, permitindo o uso dos vales em quaisquer máquinas cadastradas.
As empresas contestam especialmente os prazos de adaptação e o impacto do arranjo aberto, que, na visão das dominantes do mercado, pode dificultar a fiscalização e abrir margem para usos indevidos dos benefícios. A Ticket declarou buscar segurança jurídica e equilíbrio nas mudanças, enquanto o Ministério do Trabalho informou que recorrerá da decisão assim que for notificado.
O mercado, que movimenta cerca de R$ 150 bilhões ao ano, ainda vê tensão entre as grandes operadoras, chamadas de “incumbentes”, e os concorrentes. A disputa deve continuar, enquanto as regras tentam equilibrar interesses de empresas, estabelecimentos e trabalhadores.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação