O julgamento do último réu acusado pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho começou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo. O pai do juiz, Alexandre Martins de Castro, prestou homenagem usando um dos ternos favoritos do filho durante as sessões.
Alexandre Martins foi assassinado em 2003, quando tinha 32 anos, em Vila Velha. O réu Antônio Leopoldo Teixeira nega a acusação e seu julgamento foi adiado diversas vezes ao longo das últimas duas décadas.
O pai do juiz destacou a longa espera por justiça e espera uma condenação que sirva de exemplo para a sociedade. O caso marca um momento importante na busca pela responsabilização dos envolvidos no crime.
Alexandre Martins de Castro Filho, juiz assassinado em 2003, teve um julgamento iniciado nesta quinta-feira 12, no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), referente ao último réu apontado como mandante do crime. O pai do juiz, Alexandre Martins de Castro, usou um dos ternos favoritos do filho em homenagem durante o julgamento de Antônio Leopoldo Teixeira, que nega a acusação.
O assassinato ocorreu em 24 de março de 2003, quando o magistrado de 32 anos chegou a uma academia no bairro Itapoã, Vila Velha. Foram disparados três tiros contra ele. Dez pessoas foram acusadas pelo envolvimento no crime, mas somente Leopoldo aguardava julgamento, que foi adiado diversas vezes devido a recursos apresentados.
Alexandre Martins de Castro expressou a longa espera de mais de 20 anos por justiça. Em entrevista à TV Vitória/Record, ele afirmou: “Se eu pudesse, teria chegado aqui às cinco horas da manhã. Espero que seja uma condenação severa, que seja pedagógica e que sirva de exemplo para toda a sociedade, mostrando que o Estado está aparelhado para punir aqueles que cometem crimes.”
Leopoldo foi identificado pela polícia em 2005. Após depoimentos, ele passou mais de oito meses preso no Quartel da Polícia Militar em Vitória até conseguir habeas corpus. Além do juiz acusado, outras duas pessoas foram denunciadas como mandantes do assassinato do magistrado.
O julgamento marca um capítulo importante após décadas de espera, trazendo à tona a busca pela responsabilização dos envolvidos na morte do juiz.
Via Folha Vitória