Carlos Roberto, pai da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, revelou que avisou a filha sobre a violência do companheiro, Diego Oliveira, policial rodoviário. Diego já havia ameaçado Dayse e usado sua arma para intimidá-la.
Dayse foi assassinada com cinco tiros na madrugada, dentro de casa. Diego invadiu a residência usando uma escada; ele cometeu o feminicídio e depois tirou a própria vida.
As autoridades apontam crime premeditado. A Guarda Municipal desconhecia as ameaças, pois Dayse não as comunicou. O caso chocou pela contradição do trabalho da comandante na proteção às mulheres.
Carlos Roberto Trindade Teixeira, pai da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, revelou que já havia avisado a filha sobre o comportamento violento do companheiro, o Policial Rodoviário Federal Diego Oliveira de Souza, de 39 anos. Segundo ele, o homem tinha atitude agressiva e já havia ameaçado Dayse anteriormente, inclusive usando a arma dela para intimidá-la. Apesar dos alertas, a vítima não terminou o relacionamento.
Dayse foi morta com cinco tiros dentro do próprio quarto na madrugada de segunda-feira (23). Diego teria usado uma escada para invadir a casa onde ela morava com o pai, no bairro Caratoíra, Vitória. A vítima foi surpreendida enquanto dormia e não conseguiu reagir. Após o crime, Diego tirou a própria vida.
As investigações iniciais indicam que o crime foi premeditado. O secretário de Segurança Urbana de Vitória, Amarilio Luiz Boni, afirmou que Diego levou materiais para entrar na residência e agiu com o intuito de cometer feminicídio. O estado do quarto sugere que Dayse foi assassinada enquanto estava deitada ou acabara de se levantar.
Segundo o secretário, a Guarda Municipal desconhecia as ameaças sofridas pela comandante. “Infelizmente, ela não comunicou para que pudéssemos agir e protegê-la”, lamentou. Dayse Barbosa tinha uma carreira voltada para proteger mulheres, o que torna o episódio ainda mais trágico.
Via Tribuna Online