Países da União Europeia criticam ameaças tarifárias dos EUA e estudam resposta

Países da União Europeia rejeitam ameaças tarifárias dos EUA e avaliam medidas para proteger sua soberania e comércio.
18/01/2026 às 17:22 | Atualizado há 2 horas
               
Países da UE criticam ameaças tarifárias de Trump contra aliados europeus. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

Países da União Europeia, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, condenaram as ameaças tarifárias feitas pelos Estados Unidos. Donald Trump condicionou o aumento das tarifas ao avanço nas negociações pela venda da Groenlândia, medida vista como chantagem.

Os países afetados já enfrentam tarifas americanas e reforçam que querem diálogo respeitando a soberania e integridade territorial. Líderes europeus, como a primeira-ministra da Dinamarca, descartam aceitar pressões dos EUA.

A União Europeia avalia contramedidas, como o uso do “Instrumento Anti-Coerção”, para restringir o acesso dos EUA a licitações e investimentos, buscando proteger seus interesses econômicos e regionais.

Países da União Europeia criticaram as ameaças tarifárias feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que condiciona o aumento de tarifas contra aliados europeus ao aceite da venda da Groenlândia, ilha ártica vinculada à Dinamarca. A medida foi vista como chantagem por oito países, incluindo França, Alemanha e Reino Unido.

Na prática, Trump prometeu elevar taxas para até 15% sobre produtos de Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia, Reino Unido e Noruega caso não consiga avançar na negociação pela Groenlândia. Todos esses países já enfrentam tarifas americanas, e recentemente participaram de uma ação militar conjunta na Groenlândia, que é descrita como reforço à segurança regional, sem representar ameaça.

Em comunicado conjunto, os países envolvidos afirmaram que querem manter o diálogo respeitando soberania e integridade territorial, rejeitando a escalada tarifária. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reforçou que a Europa não aceitará pressão, posição apoiada por líderes da Alemanha e da Suécia. O ministro das Relações Exteriores da Holanda qualificou as ações dos EUA como chantagem.

O Chipre, atual presidente rotativo da UE, convocou embaixadores para tratar da situação em Bruxelas. A França, por sua vez, considera usar o “Instrumento Anti-Coerção” para contra-atacar, medida inédita que pode restringir acesso americano a licitações públicas, investimentos e comércio de serviços, setor onde há saldo positivo para os EUA na UE.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.