Pânico 7 perde foco no Ghostface para seguir tendências atuais do público

Pânico 7 deixa personagem clássico de lado e foca no que acredita ser a vontade do público atual.
26/02/2026 às 16:41 | Atualizado há 2 horas
               
A franquia revisita clássicos com suas marcas, mas repete clichês evitados por Wes Craven. (Imagem/Reprodução: Super)

O filme Pânico 7 retorna com personagens clássicos da franquia, mas reduz o protagonismo do Ghostface para atender o que considera ser a demanda atual do público. A trama aposta em temas contemporâneos como inteligência artificial e true crime, mas de forma superficial, sem aprofundar ou impactar a narrativa principal.

Personagens estereotipados e roteiro previsível enfraquecem a história, que perde parte do suspense tradicional da série. A falta de lógica da trama e a facilidade em prever o assassino também comprometem o envolvimento do espectador.

Comparado aos primeiros filmes, que misturavam humor e crítica social, Pânico 7 adota uma abordagem mais segura e menos ousada, resultando em um suspense que cumpre o básico sem surpreender ou provocar reflexões mais profundas.

O filme Pânico 7 traz de volta personagens icônicos da franquia, mas acaba deixando o famoso Ghostface de lado para seguir o que acredita ser a demanda do público atual. Após a morte de Wes Craven, criador que revolucionou o gênero slasher com Pânico (1996), a série vem perdendo sua originalidade e força, apostando em sustos óbvios e um roteiro previsível.

O longa tenta discutir temas contemporâneos, como inteligência artificial e o fascínio por true crime, porém essas abordagens são superficiais e rapidamente descartadas, sem impactar a narrativa principal. A trama apresenta personagens estereotipados que pouco acrescentam, mantendo arquétipos como o namorado sombrio e o nerd estranho, o que enfraquece o envolvimento do público.

Além disso, a lógica do roteiro é comprometida pela falta de inteligência dos personagens e até de policiais, que cometem erros difíceis de justificar, tornando o confronto com Ghostface menos desafiador e dramático. A identidade do assassino é facilmente antecipada, deixando a revelação burocrática e sem emoção.

Enquanto os filmes dos anos 1990 misturavam humor, suspense e crítica social, Pânico 7 parece temer ousar, optando por seguir fórmulas seguras e evitando riscos que poderiam comprometer seus retornos financeiros ou a integridade dos personagens clássicos.

O resultado é um filme que se distancia da essência original criada por Craven, tornando-se um suspense vazio que atende apenas ao básico esperado pelo espectador, sem surpreender ou provocar reflexões mais profundas.

Via Super

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