A população mundial está cada vez mais concentrada nas cidades, e em 2050 dois terços das pessoas viverão nelas. Esse crescimento gera tanto oportunidades quanto desafios para o desenvolvimento urbano, especialmente no Brasil, onde as favelas representam uma parte significativa desse cenário.
A infraestrutura atual é insuficiente para suportar esse aumento populacional, demandando planejamento e investimento eficazes. O fortalecimento dos serviços públicos e a inclusão das favelas como parte da solução são essenciais para promover qualidade de vida, segurança e desenvolvimento econômico.
Sem uma estratégia clara e presença efetiva do Estado, as favelas podem se tornar um desafio social maior, comprometendo o futuro das cidades brasileiras. O momento é decisivo para transformar essas áreas em espaços que integrem e desenvolvam as cidades.
Em 2050, estima-se que dois terços da população mundial viverão em cidades, um avanço importante considerando que, atualmente, 55% da humanidade já residem nelas. Essa transformação pode criar tanto oportunidades para o desenvolvimento urbano quanto desafios significativos, dependendo de como será feita a preparação nas próximas décadas.
A infraestrutura física atual responde por apenas 2% da área do planeta, mas gera 70% do lixo e das emissões de poluentes, além de consumir 60% da energia global. Com isso, o principal desafio é construir cidades capazes de suportar esse crescimento, pois cerca de 75% das estruturas necessárias ainda não existem, nem mesmo em planejamento.
Cidades africanas e asiáticas, como Lagos, Dhaka e Kinshasa, devem ter populações entre 60 e quase 90 milhões até 2050. Se não houver planejamento e investimento adequados, essas regiões poderão enfrentar aumento da pobreza e da criminalidade, com vastos assentamentos precários.
A presença efetiva do Estado será essencial, garantindo acesso à educação, saúde e segurança. Sem isso, recupera-se a deterioração social, prejudicando a economia local e afastando investimentos, já que ninguém aposta em cidades sitiadas por violência e falta de serviços básicos.
Preparar as cidades para essa nova realidade significa estabelecer uma base legal estável e eficiente. Isso é fundamental para criar um ambiente favorável a negócios e qualidade de vida.
O futuro dos centros urbanos dependerá, em grande parte, dos passos que tomarmos agora. A decisão de transformar as atuais favelas em parte da solução ou do problema estará nas mãos das próximas gerações.
Via ES Hoje