Em São Francisco, passageiros de um robotáxi da Waymo foram alvo de um ataque por um homem contrário à tecnologia. O agressor bateu nas janelas e tentou abrir as portas do veículo autônomo, ameaçando os ocupantes.
O veículo permaneceu parado por programação, que bloqueia o movimento quando pessoas estão próximas, deixando os passageiros presos e vulneráveis. O ataque durou cerca de seis minutos até a intervenção da polícia e de pedestres.
O caso evidencia os desafios da tecnologia de veículos autônomos em áreas urbanas e a resistência que pode surgir contra a automação, mesmo com os avanços e segurança promovidos por esses sistemas.
Em San Francisco, passageiros de um robotáxi da Waymo enfrentaram uma situação inesperada e perigosa. Em janeiro, Doug Fulop e mais dois ocupantes foram atacados por um homem hostil que bateu nas janelas e tentou abrir as portas do veículo autônomo. O agressor declarou seu ódio aos carros e ameaçou matar os passageiros por usarem um serviço pago a um robô.
O veículo, que não possui motorista, permaneceu parado durante o ataque, pois sua programação impede que ele se mova caso uma pessoa esteja próxima. Esse recurso se mostrou problemático, pois criou uma situação em que os passageiros ficaram presos e vulneráveis enquanto o homem alterava o alvo dos golpes entre as janelas.
Fulop conta que, apesar do medo, não parecia seguro tentar fugir enquanto o agressor tentava abrir as portas. A Waymo orientou que o carro não sairia do local enquanto houvesse alguém por perto, mantendo as portas trancadas para preservar a segurança dos ocupantes. O incidente durou cerca de seis minutos, até que o agressor foi dispersado por pessoas ao redor e a polícia chegou ao local.
Casos como esse não são isolados. Houve relatos de tentativas de desativar carros autônomos cobrindo seus sensores ou vandalizando-os enquanto passageiros estavam dentro. A Waymo garante que seu sistema registra menos acidentes graves do que veículos conduzidos por humanos e destaca o avanço do serviço, que atingiu 15 milhões de viagens em 2025, com planos de expansão para 20 cidades em 2026.
Apesar das vantagens da tecnologia, o episódio em San Francisco mostra os desafios que o uso do robotáxi pode enfrentar em ambientes urbanos, especialmente diante de reações contrárias à automação e veículos autônomos.
Via InfoMoney