Paystand adquire Bitwage e amplia uso de stablecoins em finanças corporativas globais

Paystand compra Bitwage e leva stablecoins para revolucionar pagamentos internacionais corporativos.
11/11/2025 às 15:41 | Atualizado há 5 meses
               
Compra da Paystand
Paystand adquire Bitwage, plataforma de pagamentos globais com stablecoins. (Imagem/Reprodução: Startupi)

A Paystand anunciou a aquisição da Bitwage com o objetivo de integrar stablecoins ao sistema financeiro global para empresas. Essa união busca oferecer soluções eficientes de câmbio e pagamentos transfronteiriços, acelerando as transações e reduzindo custos para corporações de diversos portes.

A Bitwage, fundada nos EUA e pioneira em pagamentos internacionais com Bitcoin, expandiu seu serviço para stablecoins em 2020. Com a compra, a Paystand amplia seu portfólio para incluir ferramentas digitais que automatizam e simplificam o processo financeiro das empresas.

A integração pretende transformar as stablecoins em uma infraestrutura prática para a economia B2B global. Isso permitirá liquidações rápidas, automação contábil e transações contínuas, facilitando a gestão financeira em vários países e reduzindo riscos regulatórios.
A Compra da Paystand da Bitwage, anunciada durante a Argentina Tech Week, marca um passo significativo na integração de stablecoins no mundo das finanças empresariais globais. A Paystand, focada em automação financeira, adiciona a plataforma de pagamentos transfronteiriços da Bitwage ao seu portfólio, visando oferecer soluções de câmbio e liquidação em stablecoins para empresas de todos os portes. A Paystand já processou mais de 20 bilhões de dólares em transações, abrangendo cerca de mil clientes corporativos e um milhão de negócios globalmente.

Fundada em 2013, a Bitwage iniciou suas operações nos Estados Unidos, utilizando Bitcoin para pagamentos salariais internacionais. A partir de 2020, com a popularização das stablecoins, expandiu seus serviços para atender empresas que buscavam reduzir custos e acelerar transferências internacionais. A integração com a Paystand, sediada em Santa Cruz, Califórnia, amplia o alcance dessa tecnologia para soluções de contas a pagar e receber, câmbio e gestão de tesouraria digital.

Jeremy Almond, CEO da Paystand, vê essa aquisição como um ponto de virada, transformando as stablecoins de um nicho experimental em uma infraestrutura essencial para casos de uso reais. A união das empresas visa criar uma ponte entre os ativos digitais e a economia B2B, estimada em 100 trilhões de dólares. O objetivo é oferecer liquidação imediata, custos reduzidos e automação contábil, independentemente do sistema bancário tradicional.

Jonathan Chester, cofundador e CEO da Bitwage, acredita que a união permitirá expandir o modelo de pagamentos on-chain para novos fluxos corporativos. Segundo ele, os dólares digitais podem ser usados para pagamentos de equipes e fornecedores em minutos, transformando-se em capital de giro e aumentando a eficiência operacional de empresas com atuação internacional.

Fabiano Dias, responsável pela expansão da Bitwage fora dos Estados Unidos, destaca que a incorporação ocorre em um momento de convergência entre finanças tradicionais e criptoativos. Ele observa que as stablecoins já estão sendo adotadas como meio de transação em setores como importação, exportação e serviços internacionais, o que deve transformar a dinâmica de liquidações entre empresas em diversos mercados.

A Paystand e a Bitwage almejam criar uma rede unificada para pagamentos corporativos em stablecoins, integrando os fluxos de contas a pagar e receber por meio de uma arquitetura baseada em API. O sistema opera com USDC, USDT, Bitcoin, Ether e moedas locais em aproximadamente 200 países, atendendo a mais de 4.500 empresas e 90 mil beneficiários. Essa estrutura possibilita liquidações contínuas e automatizadas, em conformidade com as normas regulatórias internacionais, incluindo as diretrizes da GENIUS Act nos Estados Unidos.

Com liquidação disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, os gestores financeiros poderão movimentar recursos entre filiais e regiões em tempo real, além de automatizar a conciliação das operações on-chain. O modelo também inclui mecanismos de governança empresarial que seguem padrões globais de conformidade, reduzindo os riscos regulatórios em diversas jurisdições.

Via Startupi

Sem tags disponíveis.
Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.