Pele sintética que imita camuflagem de polvo muda cor e textura em segundos

Pesquisadores criam pele sintética que altera cor e textura rápida e independente, inspirada na camuflagem dos polvos.
08/01/2026 às 06:22 | Atualizado há 2 dias
               
Material inovador promete avanços em robótica e segurança criptográfica. (Imagem/Reprodução: Redir)

Cientistas desenvolveram uma pele sintética capaz de mudar de cor e textura em segundos, inspirada na camuflagem dos polvos. Essa inovação usa um filme polimérico em duas camadas que permite a alteração independente das características visuais.

A mudança ocorre após a aplicação de água, revertendo ao estado original ao secar, e pode criar cinco estados de cores diferentes. A tecnologia utiliza litografia por feixe de elétrons para modificar a textura da superfície em nível microscópico.

Além da aplicação em robótica e camuflagem, o material tem potencial para criptografia, telas dinâmicas e arte interativa. A pesquisa aponta para futuras peles sintéticas inteligentes capazes de adaptação instantânea e interação tátil.

Cientistas desenvolveram uma pele sintética que muda de cor e textura em segundos, inspirada no mecanismo de camuflagem dos polvos. Usando técnicas usadas na fabricação de semicondutores, pesquisadores recriaram a habilidade dos cefalópodes de alterar sua aparência para se adaptar ao ambiente.

Esse material é composto por um filme polimérico dividido em duas camadas, permitindo que cor e textura sejam controladas de forma independente. A mudança ocorre cerca de 20 segundos após a aplicação de água, e o material volta ao estado original ao secar.

Para alcançar o efeito, foi utilizada litografia por feixe de elétrons, que cria padrões microscópicos que alteram a rugosidade da superfície. Essa variação na textura, combinada à mudança de cor, amplia a paleta visual, criando uma camuflagem mais sofisticada.

Os pesquisadores conseguiram criar cinco estados diferentes de cor, misturando álcool em diversas concentrações com a água. A ideia é que, no futuro, a pele sintética possa ser controlada digitalmente e integrada a sistemas de visão computacional para responder ao ambiente automaticamente.

Além da aplicação em robótica para camuflagem, o material tem potencial para uso em criptografia, telas dinâmicas e obras de arte interativas. Especialistas destacam que essa pesquisa mostra como a evolução biológica pode orientar avanços tecnológicos efetivos.

Também é apontado que essa tecnologia pode evoluir para “peles inteligentes” capazes de se adaptar a diferentes situações instantaneamente, incluindo a criação de superfícies sensíveis ao toque com botões elevados sob demanda.

Via Folha de S.Paulo

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