Cientistas desenvolveram uma pele sintética capaz de mudar de cor e textura em segundos, inspirada na camuflagem dos polvos. Essa inovação usa um filme polimérico em duas camadas que permite a alteração independente das características visuais.
A mudança ocorre após a aplicação de água, revertendo ao estado original ao secar, e pode criar cinco estados de cores diferentes. A tecnologia utiliza litografia por feixe de elétrons para modificar a textura da superfície em nível microscópico.
Além da aplicação em robótica e camuflagem, o material tem potencial para criptografia, telas dinâmicas e arte interativa. A pesquisa aponta para futuras peles sintéticas inteligentes capazes de adaptação instantânea e interação tátil.
Cientistas desenvolveram uma pele sintética que muda de cor e textura em segundos, inspirada no mecanismo de camuflagem dos polvos. Usando técnicas usadas na fabricação de semicondutores, pesquisadores recriaram a habilidade dos cefalópodes de alterar sua aparência para se adaptar ao ambiente.
Esse material é composto por um filme polimérico dividido em duas camadas, permitindo que cor e textura sejam controladas de forma independente. A mudança ocorre cerca de 20 segundos após a aplicação de água, e o material volta ao estado original ao secar.
Para alcançar o efeito, foi utilizada litografia por feixe de elétrons, que cria padrões microscópicos que alteram a rugosidade da superfície. Essa variação na textura, combinada à mudança de cor, amplia a paleta visual, criando uma camuflagem mais sofisticada.
Os pesquisadores conseguiram criar cinco estados diferentes de cor, misturando álcool em diversas concentrações com a água. A ideia é que, no futuro, a pele sintética possa ser controlada digitalmente e integrada a sistemas de visão computacional para responder ao ambiente automaticamente.
Além da aplicação em robótica para camuflagem, o material tem potencial para uso em criptografia, telas dinâmicas e obras de arte interativas. Especialistas destacam que essa pesquisa mostra como a evolução biológica pode orientar avanços tecnológicos efetivos.
Também é apontado que essa tecnologia pode evoluir para “peles inteligentes” capazes de se adaptar a diferentes situações instantaneamente, incluindo a criação de superfícies sensíveis ao toque com botões elevados sob demanda.
Via Folha de S.Paulo