2026 será um ano de transição para a economia do Brasil, com crescimento moderado do PIB, principalmente no setor de serviços e infraestrutura. Indústria e agronegócio devem expandir de forma mais lenta, refletindo diferentes desafios setoriais.
A inflação segue sendo um ponto crítico, com preços elevados em alimentos e riscos cambiais que mantêm juros altos. O mercado de trabalho deve perder força, mas medidas como a isenção do IR para salários até R$ 5 mil podem suavizar essa tendência.
O cenário fiscal requer atenção, pois manter superávits robustos é essencial para controlar a dívida pública. As eleições e a política econômica influenciarão diretamente o humor dos investidores e a trajetória econômica do país.
Após período de juros elevados e incertezas fiscais, 2026 deve marcar uma fase de transição para a economia brasileira, com crescimento moderado do PIB. O avanço será impulsionado principalmente pelo setor de serviços e investimentos em infraestrutura, enquanto indústria e agronegócio mostram expansão mais lenta.
A inflação permanece como um desafio, com queda gradual dos preços atrasada pela alta em alguns alimentos, inércia inflacionária e riscos ligados ao câmbio e aos estímulos de renda. Esse cenário mantém os juros altos por mais tempo, dificultando uma convergência rápida ao centro da meta.
O consumo das famílias apresenta crescimento menor, refletindo a perda de força no mercado de trabalho, embora medidas legislativas, como a isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil, atuem para amenizar a desaceleração. Já o investimento privado tende a ser mais favorável, dependendo da confiança no ambiente regulatório e macroeconômico.
O câmbio deve oscilar em torno de R$ 5,45 a R$ 5,60, com a volatilidade aumentada pelo ano eleitoral. Os mercados acompanharão de perto o compromisso dos candidatos com o ajuste fiscal e a previsibilidade das regras econômicas.
No campo fiscal, a necessidade de superávits mais robustos para conter a dívida pública continua, com atenção especial para evitar flexibilizações que possam comprometer a credibilidade do arcabouço fiscal.
O início da redução da taxa Selic deve ocorrer a partir de março, mantendo a política monetária restritiva enquanto o cenário fiscal seguir crível. O resultado das eleições exercerá forte influência sobre o humor dos investidores e a trajetória da economia.
Via Money Times