Perspectivas para a inflação dos serviços em 2026 no Brasil

Entenda a projeção da inflação dos serviços em 2026 e seus impactos sobre a economia brasileira e a política monetária.
20/01/2026 às 07:26 | Atualizado há 12 horas
               
Inflação de serviços permanece alta em 2026; veja projeções do IPCA e isenção do IR. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A inflação dos serviços deve continuar alta em 2026, influenciada pelo mercado de trabalho aquecido e aumento da renda disponível. Apesar da projeção de queda do IPCA geral para 3,9%, os preços dos serviços devem permanecer elevados, dificultando a redução da taxa Selic, que deve ficar entre 12,5% e 13%.

O baixo índice de desemprego mantém elevada a demanda por serviços como alimentação fora, transporte por aplicativo, turismo e hospedagem. A nova faixa de isenção do Imposto de Renda deve aumentar o consumo em serviços, beneficiando milhões de trabalhadores.

Fatores como a Copa do Mundo podem provocar variações temporárias em serviços de lazer, mas não alterarão a tendência geral da inflação em 2026. Além disso, oscilações cambiais e do petróleo, junto com o cenário eleitoral, podem influenciar a dinâmica dos preços do setor.

O setor de inflação de Serviços deve manter preços elevados em 2026, pressionado pelo mercado de trabalho aquecido e aumento da renda disponível. Mesmo com essa alta, a projeção do IPCA geral indica uma queda para 3,9%, impulsionada pela estabilidade nos preços de bens. No entanto, a expectativa é de que os serviços não contribuam de forma significativa para acelerar a convergência à meta inflacionária, dificultando cortes mais rápidos na Selic, que deve ficar entre 12,5% e 13% ao longo do ano.

O baixo desemprego, que alcançou 5,2% nos últimos meses de 2025, mantém a demanda por serviços alta, refletindo em aumentos em itens como alimentação fora do domicílio, passagens aéreas, turismo e hospedagem. A alta acumulada em transporte por aplicativo foi expressiva, com 56,08%, resultado da combinação de maior procura, reajustes e custos com combustíveis. Essa tendência deve seguir em 2026, acompanhando a renda estável e a preferência dos consumidores.

Outro ponto que pode ampliar o consumo é a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, que agora atinge até R$ 5 mil mensais, beneficiando cerca de 14 milhões de pessoas, com impacto no gasto em serviços como restaurantes, cuidados pessoais e empregados domésticos. Apesar disso, a inflação elevada em serviços, incluindo aluguel e manutenção, deve persistir, limitando um alívio mais amplo nos preços e influenciando as decisões da política monetária.

Eventos temporários, como a Copa do Mundo, podem causar variações pontuais em serviços relacionados a lazer e transporte, mas sem alterar a trajetória geral da inflação. A dinâmica inflacionária em 2026 estará sujeita ainda a influências externas, como a volatilidade cambial e oscilações no preço do petróleo, principalmente em um ano com eleições.

Via InfoMoney

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